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terça-feira, 5 de janeiro de 2016

NÃO DEIXE QUE A "CRISE" DESTRUA SUAS CHANCES - LEIA MINHA HISTÓRIA.





Devo minha vida à fotografia e à minha fé, mas agradeço a todos com quem aprendi algo nessa trajetória de quedas memoráveis, até chegar onde estou.

Meu nome é Andreia Bueno, filha única de um casal maravilhoso, já falecido. Com eles aprendi valores preciosos, a sonhar, realizar e persistir diante dos obstáculos. Minha paixão sempre foi fotografia, que aprendi com minha mãe. Cursei administração e design, sem deixar nunca de fotografar.

Por três vezes, abri e tentei manter meu próprio negócio, sem sucesso: cometi erros fatais de gestão. A última tentativa, em 2006 deixou consequências devastadoras: perdi casa, carro e me vi sozinha, sem recursos. Vivi um ano e quatro meses, numa casa simples, com aluguel pago por amigos, sem energia elétrica – o caso foi parar, inclusive, no jornal e na TV.
Essa é mais uma longa história, que pode ser comprovada por artigos publicados no Google.

No auge da crise, com 48 anos, contra todas as dificuldades, respirei e resgatei meus valores: iniciaria então, a empresa vitoriosa, que hoje administro: a Studio3 Escola de Fotografia e minha carreira de fotógrafa profissional.

Definido meu objetivo e o serviço que ofereceria, tracei o plano de negócio.
Decidi, que do pouco dinheiro que conseguia, uma parte seria para compra de iluminação de estúdio e outra, para internet. Com ela, faria pesquisas de mercado, contatos e divulgaria a escola.

Meu objetivo era uma escola diferenciada, que oferecesse certificação, com mensalidades acessíveis e novos métodos, onde os alunos aprendessem através de práticas em situações reais e de um programa completo, que abordasse desde técnicas, até empreendedorismo e gestão de carreira.
Passei dois anos refinando o projeto e preparando a abertura da escola.

No final de 2009, busquei o espaço para implantação da empresa, que já era formalizada.
Lembrei-me do Centro de Cultura, onde já havia trabalhado e fiz contato, apresentando a proposta - o ponto era excelente, a estrutura perfeita e eu teria a possibilidade de oferecer aos alunos, o que desejava.
Proposta aceita, firmamos contrato de parceria, definimos preços, horários e logística.
Segui, eu mesma, com a divulgação, captando alunos.

Comecei em 2010, com uma só sala, onde ministrava teoria e prática. Ofereci uma única modalidade de curso. Abri vagas para três turmas. Fiquei surpresa quando tivemos que abrir mais uma turma à noite, devido à demanda - foi a primeira vitória.



Foram tempos difíceis: saía de casa de ônibus às 7:00h, voltava à 00:00h e fazia todo o trabalho da Escola – quando chegava em casa, havia um único ponto de energia, cedido por uma vizinha e era com ele, que eu ligava o computador. Perdi inúmeros trabalhos, pois meu estúdio era em minha própria casa e eu não tinha energia para ligar os equipamentos - menos trabalho, menos dinheiro, mais dificuldades a serem superadas.

Persisti, oferecendo serviços, que compensassem as deficiências: implantei um ciclo de palestras gratuitas no centro de cultura, passeios fotográficos e comecei a produzir exposições em espaços culturais da cidade, com as fotos dos alunos, o que gerou ótima repercussão.

Consegui, que os alunos treinassem, fotografando apresentações da Cia de Dança Sesiminas, do Circo Sesi e desfiles de moda. Pude então, proporcionar a eles, experiências em situações reais, que é um de nossos grandes diferenciais.

Conquistando mercado, fui firmando parcerias com empresas que como a Escola, se beneficiavam das ações.
Em 2012, a escola já havia crescido e identifiquei a necessidade de contratar outro professor.
Decidi que daria preferência a ex-alunos, já formados e experientes, depois de um amplo treinamento em docência.

Hoje, a escola conta com 4 professores, sempre incentivados a melhorar sua capacitação.

O 7º andar do Centro de Cultura é todo nosso: temos boas salas e um estúdio bem equipado.

Atualmente, gerencio a escola, leciono e coordeno os professores: trabalhamos amistosamente, em equipe, prezando os mesmos valores e empenhados em nossa missão. Avaliamos resultados e conversamos muito, para que exponham suas ideias e soluções.

Sigo atenta às demandas dos alunos, fazendo pesquisas de satisfação, além de obter informações em conversas informais- eles são nosso melhor termômetro e temos um relacionamento muito próximo.

Mantenho o foco no mercado, observando o comportamento de nosso público nas redes sociais, nosso mais eficiente canal. Identificando demandas, transformo-as em novos cursos, ações e serviços.
A cada semestre, a escola cresce e recebe novos alunos.

Meus anos de estudo, minha garra, persistência e amadurecimento, mas principalmente, as lições aprendidas com os erros do passado, norteiam minha atuação como empresária. Deixei o imediatismo para trás e sigo, sistematicamente, mas com resiliência. Busco consultorias e permaneço me capacitando. Sinto-me segura e dona de um bom negócio. Venci o preconceito contra uma mulher de 50 anos, num universo dominado por homens - o do ensino fotografia. Construí minha escola, reestruturei minha vida e compartilhei com muitos, o caminho para o sucesso. Repito sempre, em sala de aula e em nossos canais na internet:
O “Não”, você já tem. Prepare-se, vá lá e faça. Se eu posso, vocês podem.

Terei sempre, muito a aprender e a escola, muito que crescer, mas me sinto feliz – tenho uma vida super tranquila e confortável. Implantamos uma nova forma de ensinar fotografia, comprometida com o resultado dos alunos. Continuo, junto com meus colaboradores, a abrir portas e oferecer ferramentas, para que outros vençam. Nossos alunos já formados retornam para especializações e nos indicam a outros. Muitos são premiados e referências em diversas áreas da fotografia.
Hoje, minhas – nossas – conquistas, são resultados de muito trabalho, principalmente, de ter mantido o foco, não ter deixado com que o medo e a desesperança me dominassem em minha pior fase de vida e de muita preparação, estudo e persistência.

Desejo o mesmo a vocês!
Com carinho,

Andreia Bueno
05 de Janeiro de 2016

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Interrompemos as publicações sobre "Técnicas Fotográficas" nessa segunda, dia 23 de Janeiro de 2012 (retomaremos depois), para começar a semana falando um pouco de carreira. Afinal, segunda-feira lembra trabalho, recomeço e nada melhor do que começar com novas posturas e com o pé direito!

Frequentemente recebo emails e peguntam-me a respeito de gestão de carreira, assunto que exploramos o ano todo na Escola de Fotografia.

Considero de extrema importância que o fotógrafo gerencie sua carreira como uma empresa, mesmo que trabalhe sozinho e contrate colaboradores eventuais, de acordo com sua demanda. Só assim obterá sucesso na captação e manutenção de clientes, produtividade e tempo para usufruir de seus ganhos.
Nas aulas de Gestão de Carreira e Marketing para fotógrafos insisto, sempre, que o sucesso da maioria dos planos que fazemos e empreendimentos que implantamos depende, especialmente, de relacionamentos. O homem não constroi nada sozinho, sendo um bicho social.

Estudo, continuamente, o assunto e busco me atualizar para levar a nossos alunos, cada vez mais, informações.

Hoje, lendo o portal IG, encontrei um artigo interessantíssimo sobre relacionamentos no trabalho e como tirar partido deles para que a carreira seja bem sucedida, escrito por Verônica Mambrini, que trascrevo abaixo.

Observadas as circustâncias, todas as afirmativas podem e devem ser aplicadas à carreira do fotógrafo - lembre-se que você é uma empresa e precisa usar sua inteligência emocional para obter resultados eficazes.

Seu sucesso depende, principalmente, de você.


"Use a inteligência social para alavancar sua carreira
Veja dicas de especialistas para se relacionar melhor e ganhar pontos no ambiente de trabalho
Verônica Mambrini, iG São Paulo | 23/01/2012 07:00
Que tal transformar todas as horas gastas em redes sociais num instrumento poderoso para achar uma oportunidade de trabalho incrível? Já pensou em usar sua habilidade como ombro amigo para conseguir um aumento? Habilidades como essas se tornam competências fundamentais para avaliar sua inteligência social, um conceito novo definido como a capacidade de lidar com as outras pessoas e entender os sentimentos alheios.
Inteligência social é a capacidade de se relacionar com as pessoas e fazer com que as reações sejam empáticas.
Cada vez mais valorizadas em ambientes de trabalho, as habilidades sociais podem ser a diferença entre crescer profissionalmente ou permanecer estagnado. “Se um gênio acadêmico ou técnico aumenta sua habilidade social, torna-se um profissional imbatível”, afirma Alexandre Bortoletto, instrutor da SBPNL – Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística.
O conceito é um desdobramento e uma ampliação da teoria das inteligência múltiplas do psicólogo norteamericano da Universidade de Harvard, Howard Gardner. No livro "Estruturas da Mente", Gardner descreve inteligência como a capacidade humana de criar e de resolver problemas e afirma que existem vários tipos de inteligência, todos igualmente importantes.

A teoria das inteligências múltiplas já deu origem a pelo menos um best seller, "Inteligência emocional", de Daniel Goleman, que fez sucesso nos anos 1990.
Nesse seu novo livro “Inteligência Social”, Daniel Goleman, afirma que o modo como interagimos influencia nosso comportamento e o funcionamento do corpo, com impactos até na neuroquímica do humor, por exemplo. Além de literalmente, fazer bem para nós, valores positivos, como empatia, altruísmo e generosidade têm poder de nos conectar com outras pessoas e trazem ganhos sociais. E a melhor maneira de desenvolvê-los é praticando. “Mudanças grandes de ambiente são necessárias para desenvolver habilidade sociais”, diz Bortoletto.“

Se um gênio acadêmico ou técnico aumenta sua habilidade social, torna-se um profissional imbatível.
A professora doutora da FEA-SP e coordenadora do Programa de Vida e Carreira, Tania Casado, no entanto, embora cautelosa em relação à 'termos da moda', concorda. Habilidades sociais, interesse pelos outros e capacidade de estabelecer relações são e sempre foram importantes nas empresas.
Agora preste atenção nas dicas dos especialistas para melhorar suas habilidades sociais no trabalho:
Tente imaginar como as pessoas vêem você.
 Não existe um padrão para uma apresentação pessoal correta: isso depende do meio profissional. Terno bem cortado, postura e linguagem formal podem destoar num ambiente mais descolado, como uma agência de design. A regra é mimetizar. Se quiser ser sempre convidado para o almoço com o pessoal do escritório (e lembrado em projetos e indicações para vagas no futuro), preste atenção na forma que as pessoas se vestem, falam e os assuntos preferidos. Mesmo que não sejam os seus, vale a pena fazer pequenos ajustes.
Além do networking, tente causar impressões positivas.
Fazer e manter contatos profissionais são componentes da inteligência social, mas não dizem tudo. Todo contato precisa ser associado a uma experiência positiva com o outro. Emails ou ligações inconvenientes podem mais fazer estrago do que trazer benefícios.
Ter um elogio pertinente a algum trabalho recente na ponta da língua ou fazer um comentário interessante podem ajudar o outro a lembrar de você positivamente. “Não significa bajular. A melhor forma de não ser mal interpretado é ter um plano de ação para seu crescimento pessoal”, diz Richeli Sachetti, coach e instrutora da Sociedade Brasileira de Coaching.
Empatia é a palavra-chave para se aproximar de alguém. “Se uma pessoa que fala muito rápido, ao conversar com uma outra, que fala muito devagar, conseguir desalecerar, também vai conseguir entrar na mesma sintonia do outro”, lembra Alexandre. É o tal do “rapport”, expressão francesa que significa estabelecer uma conexão. Uma dica de João Oliveira é escutar mais do que falar. “A briga começa porque alguém interrompe o outro”. Quem tem escuta passiva é amigo de todo mundo”, diz o especialista.”
A professora Tania Casado lembra que o sucesso de uma rede profissional depende da simetria na relação.
“Ninguém constrói uma rede sem ter reputação e reciprocidade. Não adianta querer que a rede se mobilize a seu favor, se você não se coloca a disposição dela”, afirma. Ou seja, é preciso ser generoso e disponível para poder contar com os outros. “Isso transmite éticas e valores, porque ninguém chega lá sozinho”, lembra Sachetti.
Mantenha-se conectado com o mundo e use as redes sociais com inteligência.
 Redes sociais são uma ótima oportunidade para alimentar a engrenagem social a favor da carreira. São um poço de informações sobre cultura organizacional das empresas, perfis profissionais e pessoais, que podem ser usadas para estreitar laços e se adaptar a ambientes. Como num happy-hour, o clima é informal e mais próximo, mas deve-se ter cuidado com gafes, já que o vexame online nem sempre pode ser deletado.
É importante saber ser relevante também. “Quem não tem algum amigo que só posta bobagens? Correntes, solicitações, recomendações: as pessoas perderam a noção e abusam, tratam a rede de relacionamentos com pouco respeito”, afirma Tania. Postar conteúdo de qualidade e ser atencioso com as pessoas é o melhor caminho para se tornar referência e ganhar influência.
Descubra o que o seu corpo fala.
 João Oliveira, autor do livro “Saiba Quem Está à Sua Frente” (Wak Editora), é especialista em linguagem corporal e dá cinco dicas para você pôr em prática no trabalho. “A mais importante é mover menos as mãos. Quem mexe muito as mãos demonstra ignorância lingüística, faltam símbolos verbais”, diz Oliveira. Sorrir é importante, mesmo que o sorriso não seja 100% espontâneo. “As pessoas correspondem”, diz. Mantenha a postura e o ângulo da cabeça em 90º. “Isso demonstra que você é seguro de si.” Ao andar, o ideal é não balançar os braços. Por fim, numa entrevista ou reunião, não bloqueie com bolsa e objetos o caminho entre você e o interlocutor.
Saiba falar, ouvir e, sobretudo, perguntar.
 Feedback no fundo é como um jogo onde é preciso saber falar, ouvir e perguntar. “Se eu me relaciono bem, escuto melhor meu colega, recebo e dou feedback melhor”, afirma Bortoletto. Richeli Sachetti, coach e instrutora da Sociedade Brasileira de Coaching, afirma que muitas vezes saber onde melhorar é um enigma. “Quando a pesssoa não sabe em qual aspecto ela precisa melhorar, precisa pedir feedbacks específicos”, diz Sachetti. Em outras palavras, quanto mais concretos os exemplos de atitudes e comportamentos que devem ser trabalhados, maiores as chances do feedback trazer mudanças concretas. É preciso saber falar e ouvir de forma racional, de maneira não ofensiva e sem levar comentários para o lado pessoal. “Receber e dar feedbacks são dois lados do mesmo aprendizado. Quem sabe receber críticas e feedback também sabe dar feedback. Eu melhoro para ouvir quando eu aprendo a falar”, recomenda Bortoletto. "


Li e recomendo a leitura dos livros de Goleman - é o caso de, sem radicalismos e com inteligência emocional, absorver informações, analisa-las e adapta-las à nossa realidade e nossa personalidade.
Daniel Goleman (from Wikipedia): http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Goleman

Andreia Bueno © . 23 de Janeiro de 2012