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domingo, 26 de maio de 2019

A CRIAÇÃO DO CONCEITO NA FOTOGRAFIA DE MODA

Em nosso curso de fotografia bh, sempre abordamos com muito carinho, o desenvolvimento da linguagem fotográfica.
E é exatamente sobre isso, que falamos aqui - ideias, conceitos, histórias e projetos.

Em qualquer área da fotografia, mas especialmente na fotografia de moda ou fashion Photography, produzir um editorial (ou projeto) com base em um conceito é essencial para torná- lo consistente e impactante.
Antes de tudo, é preciso encontrar inspiração para depois, transformá-la num conceito, no qual o trabalho será baseado.

Estamos diante do passo mais importante, que costuma causar angústia na maioria dos fotógrafos - como transformar a ideia em um conjunto de imagens?

É preciso criar um ponto comum entre todas as fotos e que juntas, elas contem uma história.

Este é o momento de mergulhar em uma das principais ferramentas da criação - a PESQUISA.
Com ela, o fotógrafo se abastecerá de informações para desenvolver suas ideias.

Você quer fazer um editorial baseado em cores primárias, do sistema subtrativo, por exemplo? Amarelo, azul e vermelho? Pesquise – quais são os aspectos psicológicos das cores? Qual a simbologia associada à elas?
Explore editoriais com base nas cores.
Durante a pesquisa, planeje a sessão fotográfica – será em estúdio ou externa?
Você trabalhará com um, dois ou três modelos?
Os modelos serão brancos, negros, louros, ruivos ou morenos?
Escreva todas as suas idéias num papel e comece a transformá-las em imagens usando sua imaginação.
Para alguns fotógrafos, desenhar esboços de suas idéias é uma excelente solução.
Para outros, coletar imagens funciona melhor.

Depois de todo material de pesquisa pronto, é hora de juntar tudo num painel de referências , onde o conceito visual do seu projeto estará representado.

Expressar um conceito é o que fundirá as imagens, numa história única. A maneira através da qual o fotógrafo desenvolve o processo, demonstra um pouco do seu estilo - um conceito vai muito além de um conjunto de fotos onde a modelo está vestindo amarelo.
É preciso acrescentar criatividade.


Observe os editoriais e campanhas publicitárias nas revistas e você perceberá algo que une todas as imagens – o conceito.
Você não encontrará um editorial em que modelos diferentes usam diferentes tipos de roupas em locações, que não têm nenhuma ligação entre si.
Mesmo para a fotografia autoral ou a social, a ideia de realizar o trabalho sob um conceito, pode transformar qualquer conjunto de imagens, numa história memorável e emocionante.

Experimente - faça exercícios.
Invista seu tempo no aprimoramento da sua linguagem fotográfica.

Fotos: Mario Testino para a Vogue UK . 2003

Maio . 2019

segunda-feira, 6 de maio de 2019

CURSO DE FOTOGRAFIA PARA INICIANTES . NOVAS TURMAS À NOITE E AOS SÁBADOS PELA MANHÃ




Venha começar sua caminhada na fotografia com a gente!

No nosso curso de fotografia para iniciantes bh, você vai aprender como usar sua câmera fotográfica, as técnicas, conhecerá os acessórios e terá aulas super interessantes sobre composição e narrativa visual.
Terá ainda oportunidade de conhecer o trabalho dos grandes fotógrafos, para que possa se inspirar!

Tudo isso através de um método, que respeita as necessidades e prontidão de cada aluno - o ensino afetivo.

São 72 horas entre aulas práticas e dialogadas, para um resultado eficiente.

Venha aprender com a gente no Curso de Fotografia para Iniciantes BH.

Turmas Disponíveis:
Turma 1905 - 2ª e 4ª feiras / Noite - de 19:30h às 22:30h
Turma 1906 - Sábados / Manhã - de 9:00h às 13:00h
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Duração - 3 meses/ 72 horas
Vagas Limitadas
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Que saber mais detalhes? Escreve pra gente: studio3.sesiminas@gmail.com

sábado, 22 de dezembro de 2018

COMO FAZER FOTOS INCRÍVEIS DAS LUZES DE NATAL

A iluminação de Natal, raramente, fica tão linda nas fotografias, quanto a que vemos com nossos próprios olhos, mas isso não nos impede de fazer fazer belas imagens.
Se você quer fotografar sua própria decoração natalina ou registrar as luzes da cidade, siga as dicas a seguir, que costumamos dar em nosso curso de fotografia em BH.

A Melhor Hora para Fotografar

O erro mais comum, que as pessoas cometem ao fotografar as luzes natalinas, é esperar que anoiteça. Quando não há mais nenhuma luz natural, as luzes do Natal parecem flutuar num fundo, absolutamente, negro.

A melhor hora para fotografar é ao entardecer, quando a luz natural é brilhante o suficiente para iluminar as bordas de edifícios e das árvores, mas não tão brilhante, que se sobreponha às luzes artificiais. Se você fotografar numa grande cidade, poderá fazê-lo mais tarde em virtude da poluição luminosa, mas o céu não estará mais azul, o que enriqueceria bastante as imagens.

Quando Usar o Flash

Iluminação cênica e flash dedicado, normalmente, não se misturam - a luz do flash torna a cena plana e desinteressante, além de “abafar” o brilho suave das luzes de Natal.

Mas há uma exceção a esta regra: quando se deseja capturar uma pessoa ou determinado objeto em primeiro plano. É possível utilizar o flash para iluminar, apenas, o assunto, mantendo a velocidade do obturador lenta o suficiente para capturar as luzes de Natal brilhando ao fundo.
Em nosso Curso Flash Dedicado explicamos, detalhadamente, como configurar o flash para diversas aplicações.
Corrie Lindroos Photography
Se a intenção é fazer um retrato indoor, em frente a arvore de Natal, sugerimos que uma lâmpada ou lanterna seja utilizada para iluminar o assunto em lugar de um flash, a fim de não exceder na quantidade de luz. Assim é possível manter a atmosfera do ambiente.

Trazer Detalhes das Áreas Escuras 

Fotografar as luzes de Natal em ambientes internos pode ser difícil, pois elas não são potentes o suficiente, para iluminar o entorno.
Isso significa, que podemos obter uma bela imagem das luzes da árvore de Natal, mas todo o restante da imagem estará escuro, sem informações visuais.

Para obter uma fotografia mais equilibrada, experimente posicionar outras fontes de luz no ambiente, fora do quadro, para adicionar mais iluminação ambiente à cena. Esconder uma lâmpada atrás da árvore também conferirá profundidade à imagem e servirá de luz de recorte, destacando seu volume.

Tripé é Essencial
Carregar o tripé pode ser desconfortável, mas usá-lo melhora, significativamente, as fotografias.

Cenas com iluminação deficiente exigem velocidades baixas do obturador e qualquer uma abaixo de 1/60 seg pode produzir imagens borradas, se a foto for feita com a câmera nas mãos, sem apoio.
Para fotografar as luzes de Natal, o ideal é que sejam utilizadas velocidades entre 1 seg e 1/60 seg, dependendo da abertura do diafragma e das outras variáveis.
Para obter qualidade máxima nas imagens, utilize um tripé leve, com uma cabeça flexível e robusto o suficiente para suportar o peso de sua câmera.

Não se esqueça de desligar o estabilizador de imagem de sua objetiva – caso possua – se você estiver usando o tripé. Mantê-lo ligado provocará borrões em suas imagens.

Fotografe em Modo Manual e Use um ISO Baixo

A menos que você tenha esquecido seu tripé e precise segurar a câmera na mão, o ideal é não utilizar ISO alto, evitando ocorrência de ruído, mais evidente nas áreas escuras das imagens.
Para maior definição, mantenha a configuração ISO abaixo de 400 ao fotografar as luzes de Natal.

Escolha Manualmente a Melhor Velocidade do Obturador 

O segredo para obter belas fotos de iluminação natalina é escolher uma velocidade de obturador, que produza o equilíbrio certo entre as altas luzes e as sombras. Se a velocidade do obturador for muito alta, você poderá perder detalhes nas áreas de sombra da imagem. Se a velocidade do obturador for muito lenta, as luzes de Natal ficarão apagadas e o céu pode adquirir o mesmo aspecto da luz do dia.
Para encontrar a exposição perfeita, sugerimos fotografar no modo manual e experimentar várias velocidades de obturador.

Escolha o White Balance Correto

O White Balance que você escolher - ou o que sua câmera definir, se você estiver usando o balanço de branco automático - pode alterar, significativamente, a aparência de suas imagens. A iluminação natalina contém, geralmente, uma mistura de luzes brancas, azuis, vermelhas, verdes ou até mesmo faixas multicoloridas do espectro. Aproveite e experimente todas as configurações de white balance disponíveis em sua câmera, para definir qual delas atende melhor sua intenção.

Se você está fotografando ao entardecer e deseja que o céu assuma um tom de azul mais vibrante, use a configuração WB para luz de tungstênio.

No Momento do Disparo

Mesmo quando utilizamos tripé, ainda há possibilidade de balançar a câmera quando pressionamos o botão de disparo. Uma boa solução é fazer uso de um disparador a cabo, um controle remoto sem fio ou o temporizador da câmera. Configurar o temporizador da câmera para disparo em 5 seg é suficiente para evitar vibrações.


Enquadramento

Enquadre toda a cena pretendida, mas inclua espaços negativos e quando for possível, superfícies reflexivas – água, poças ou mesmo um espelho, que possam refletir as luzes de Natal. Seja criativo, usando acessórios inusitados.
Para luzes que piscam, certifique-se de usar uma velocidade de obturador suficiente para capturar todo o ciclo da luz.

Aproveite o Bokeh

Nem sempre as luzes de Natal precisam estar, totalmente, nítidas na imagem.
Às vezes, desfocá-las produz um belo bokeh, conferindo à foto uma atmosfera de sonho. Existem várias formas de incluir um bokeh na imagem - podemos manter o foco num elemento em primeiro plano e desfocar o fundo ou desfocar toda a cena.
Para isso, é preciso utilizar uma lente com abertura máxima ampla, que possibilite uma pequena profundidade de campo.
De qualquer forma, você terá uma bela foto.

Fotografe em RAW

O formato ideal para se fotografar a iluminação natalina é RAW, utilizando uma câmera DSLR ou mirrorless – as imagens terão, não só qualidade superior, mas você terá também, mais flexibilidade na pós produção, destacando e valorizando os detalhes através dos softwares de tratamento, como o Lightroom e o Photoshop.

Esta possibilidade é, especialmente, importante no caso das luzes do Natal, já que as fotos tendem a apresentar sombras profundas e pontos de luz estourados.

Lightpainting

Lightpaiting é uma técnica fácil e divertida de enriquecer as fotos. É possível iluminar objetos específicos com uma lanterna, escrever no ar as palavras "Feliz Natal" ou criar rastros com pincéis de luz.
Para garantir que você não apareça nas fotos, use roupa escura e tente não se iluminar com a lanterna. Lembre-se de usar uma velocidade do obturador lenta o suficiente, para permitir que você interfira na cena.

Seja Criativo
Existem infinitas formas de fotografar as luzes natalinas – experimente, quebre regras e crie imagens únicas.


Andreia Bueno . Dezembro 2018

terça-feira, 27 de novembro de 2018

CANON LANÇA SUA PRIMEIRA MIRRORLESS - A EOS R

Em nosso Curso de Fotografia em BH, procuramos informar e esclarecer dúvidas sobre qualquer tema que os alunos nos tragam e as questões técnicas e de equipamentos são sempre discutidas.
Desta vez, o assunto é o lançamento da Canon mirrorless, que tem encantado os futuros fotógrafos profissionais e hobbistas.

Canon anuncia a EOS R - sua primeira câmera Mirrorless Full-Frame
A Canon divulgou oficialmente a nova EOS R, a primeira concorrente sem espelho da empresa. O anúncio foi feito apenas duas semanas após a Nikon ter divulgado seu primeiro sistema full-frame mirrorless, o Z series.


A câmera apresenta um novo sistema de montagem de lentes - o RF - que a Canon diz ser “revolucionário”.

A montagem RF possui um diâmetro interno de 54 mm, o mesmo que o EF, mas tem uma distância focal de flange mais curta, de 20 mm, permitindo que as lentes sejam mais simples e opticamente superiores.
O sistema RF usa 12 contatos elétricos para uma comunicação mais super rápida entre os corpos das câmeras e as lentes.

A montagem é “o equilíbrio perfeito da excelência em engenharia óptica, mecânica e eletrônica, permitindo designs inovadores nas lente full frame, autofoco mais rápido e comunicação de alta velocidade entre a câmera e a lente”, afirma a Canon.

A Canon está projetando uma nova linha de lentes RF, específicas para esse novo sistema mirrorless, mas toda a linha de lentes EF, EF-S, TS-E e MP-E é compatível com a câmera, se o usuário utilizar o adaptador EF-EOS R.


Além do adaptador standard, a Canon também criou um adaptador de montagem de filtro drop-in para adicionar funcionalidades adicionais (por exemplo, filtros e um anel de controle personalizável) ao adaptar as lentes.

O adaptador para montagem de filtro é disponibilizado juntamente com filtros de densidade neutra (V-ND) ou um filtro polarizador circular (C-PL). Um terceiro filtro (CL) também está disponível, caso o usuário não queira efeitos.

O adaptador de montagem do filtro drop-in EF-EOS R com os filtros V-ND (esquerda) e C-PL (direita).

O coração da EOS R guarda um sensor CMOS full- frame de 30,3 megapixels, com variação de ISO que vai de 100 a 40000, expansível para 50 a 102400, equipado com o processador DIGIC 8. Na frente do sensor há um filtro low-pass, auxiliando na eliminação do moiré, o que sacrifica um pouco a nitidez das imagens. A câmera oferece uma velocidade de disparo contínuo de 8 qps - para disparos de até 100 JPEGs em qualidade máxima, 47 RAW ou 78 C-RAW. O delay do obturador é de apenas 50 milissegundos e tempo de inicialização de 0,9 segundos.
O sistema de foco automático da câmara tem 5.655 pontos de AF, utilizando o sistema de detecção de fase Dual Pixel CMOS AF da Canon. O AF funciona até f / 11 e possui um sistema de medição em tempo real de 384 zonas (24 × 16), funcionando bem em situações de luz deficiente, graças à sua faixa de operação de EV -6 a 18 - a sensibilidade do AF de EV -6 exige lentes f / 1.2.

O sistema AF atinge o foco em apenas 0,05 segundos, quando a câmera está equipada com a nova lente RF 24-105mm f / 4L IS, que é atualmente, a velocidade de autofoco mais rápida do mundo, diz a Canon.

A câmera apresenta outros recursos de foco, que incluem o foco “touch and drag” e o foco “Peaking”.

Os silenciosos disparos no modo “disparo único” permitem que os fotógrafos se mantenham discretos enquanto trabalham – o recurso não está disponível no modo de disparo contínuo, mas será implementado no futuro, após uma atualização do firmware.

A parte superior da EOS R é construída com liga de magnésio, resistente a poeira e intempéries, e apresentar um display de ótimas dimensões.

Na parte de trás da câmera há um visor eletrônico OLED de 3,69 milhões de pontos com uma cobertura de, aproximadamente, 100% e uma ampliação de 0,71x.
Abaixo do viewfinder eletrônico, há um monitor LCD Touchscreen Vari-angle de 3,15 polegadas e 2,1 milhões de pontos.

Acima da tela LCD e à direita do EVF há um novo recurso, inspirado no recente laptop da Apple – uma nova barra multifuncional.

Esta barra de toque permite que os fotógrafos acessem rapidamente as configurações personalizáveis ​, tais como o foco automático, ISO e balanço de branco. O usuário pode tocar e deslizar o dedo pela barra para acessar as configurações e ajustá-las.


Veja aqui um vídeo de 7 minutos mostrando como o anel de controle da lente e a barra multifuncional da câmera funciona no sistema EOS R.


Em relação à utilização do flash fora da câmera, a EOS R é compatível com a linha EX de Speedlites da Canon e realiza medição E-TTL II. A Canon anunciou um novo Speedlite, o EL-100, juntamente com a EOS R. O EL-100 tem cabeça giratória, número guia máximo de 85 pés/ 26m em ISO 100, cobertura em grande angular de 24mm, wireless óptico, controle de exposição do flash e um dial de modo na posição AUTO.



Nas funcionalidades de vídeo, a EOS R filma em 4K, a 30fps e 1080p, a 60fps com o Canon Log (12 pontos de faixa dinâmica), 10bit 4: 2: 2 saída HDMI, e um tempo máximo de gravação de 29 minutos e 59 segundos . A lateral da câmera tem conectores de microfone e fone de ouvido. 
Tal como a Nikon e sua Z6, a Canon decidiu colocar um único slot para cartões de memória na EOS R. Ao contrário da Z6, que utiliza cartões XQD, a EOS R utiliza cartões de memória SD / SDHC / SDXC. A Nikon está de olho no futuro dos cartões de memória (e na transição do XQD para o CFexpress), enquanto a Canon permite que seus usuários de DSLR adotem a EOS R com sua coleção atual de cartões SD e leitores.

Outros recursos e especificações da EOS R: autolimpeza do sensor, limpeza de poeira, AF com detecção de face, Wi-Fi, Bluetooth, terminal USB 3.1, compatibilidade com bateria LP-E6N ( até 560 fotos por carga), carregamento via USB, faixa de temperatura de trabalho de 0–40 ° C (32–104 ° F), faixa de trabalho em ambientes úmidos de 85% ou menos, dimensões físicas de 5,35 × 3,87 × 3,32 pol (135,8 × 98,3 × 84,4 mm) e um peso de 1,28 lb (580 g).


Veja uma comparação entre a EOS R e a DSLR 5D Mark IV:


A Canon anunciou, que está desenvolvendo dois modelos diferentes de câmeras full-frame mirrorless. Enquanto a Nikon lançou suas câmeras high-end e low-end (a Z7 e Z6, respectivamente) ao mesmo tempo, a Canon afirma estar guardando sua câmera profissional para uma apresentação exclusiva, mais tarde. A EOS R seria, portanto, uma concorrente direta das Nikon Z6 e a Sony a7 III.

A Canon anunciou quatro lentes RF iniciais que serão lançadas com a EOS R: a Macro STM RF 35mm f / 1.8 IS, a RF 50mm f / 1.2L USM, a RF 24-105 mm f / 4L IS USM e a RF 28-70mm f / 2L USM.


Aqui está a descrição de cada lente, segundo a Canon:


RF 35 mm f / 1,8 IS Macro STM
“Uma lente macro de 35mm f / 1.8 de abertura, oferecendo uma perspectiva naturalmente grande angular e focagem a uma distância mínima, é uma ótima lente para a criatividade do dia a dia, onde a flexibilidade é a chave.”


RF 50 mm f / 1,2 L USM
“Estabelecendo novos padrões de qualidade e velocidade ópticas, esta lente prime de 50mm f / 1.2 oferece alta nitidez, além de notável desempenho sob luz deficiente.”


RF 24-105 mm f / 4L IS USM
“Com tecnologia Nano USM, rápida e silenciosa, esta 24-105mm f / 4 oferece aos fotógrafos e cineastas uma lente pequena e leve de uso geral com 5 pontos de estabilização de imagem.”

RF 28-70 mm f / 2L USM.
“Uma lente 28-70mm f / 2 que oferece a qualidade de imagem esperada das lentes prime. Com uma abertura f/ 2 , super rápida e brilhante em toda a faixa de zoom, ela proporciona resultados impressionantes em pouca luz. ”

Aqui está um vídeo de 4 minutos sobre as lentes RF:

Segundo o respeitado portal DPreview, a conclusão:

"Com um sensor de 30MP, fantástica reprodução de cores e autofoco no sensor, a EOS R é capaaz de produzir algumas belas fotografias com foco super preciso. Mas é a primeira câmera full-frame mirrorless da Canon e, de muitas maneiras, isto fica evidente. A ergonomia parece inacabada e, com o mesmo ou menos dinheiro, é possível encontrar outra câmera, que entregue um vídeo de melhor qualidade, um alcance mais dinâmico e velocidades de disparo mais rápidas. Mas temos que admitir que as novas lentes RF da Canon são simplesmente, espetaculares e, neste momento, a EOS R é a única maneira de usá-las.

Boa para: Fotografia geral e social, vídeos casuais e para aqueles que procuram um corpo de backup para sua full-frame da Canon ou estão montando uma nova coleção de lentes RF.


Não é tão boa para: Aqueles que querem fotografar esportes ou assuntos em movimento rápido; aqueles que precisam da melhor qualidade de imagem para trabalhos em paisagens ou vídeos."


Preços e Disponibilidade

A Canon EOS R está disponível desde Outubro de 2018 pelo valor de US $ 2.299 (somente o corpo) - em comparação, a Nikon Z6 custa US $ 1.997 e a Sony a7 III custa US $ 1.998. O kit montado com a lente de 24-105mm sai por US $ 3.399.

O adaptador de montagem Canon EF-EOS R e o adaptador de montagem para anel de controle EF-EOS R estão, também disponíveis com preços de US $ 100 e US $ 200, respectivamente. O adaptador de montagem de filtro drop-in O EF-EOS R chegará às lojas em fevereiro de 2019 com um preço de US $ 400 com o filtro ND ou US $ 300 com o filtro de polarizador circular.

O Canon EL-100 Speedlite já está sendo comercializado por US $ 200.

A objetiva RF 50mm f / 1.2L custa US $ 2.299 . A RF 35mm f / 1.8 IS Macro, RF 24-105 mm f / 4L IS e RF 28-70mm f / 2L começarão a ser entregues às lojas em dezembro de 2018 com de preços de US $ 499, US $ 1.099 e US $ 2.999, respectivamente.

Tradução livre: Andreia Bueno

terça-feira, 2 de maio de 2017

FOTÓGRAFOS – PRINCIPAIS DICAS PARA CONQUISTAR O CLIENTE DOS SEUS SONHOS

É duro, mas temos que encarar a realidade - o cliente dos seus sonhos não vai encontrar, casualmente, sua conta no Instagram e correr até você oferecendo trabalho – se você quiser conquista-lo, terá que trabalhar para isso.

As dicas abaixo são um ótimo ponto de partida.

Rachel e Daniel da Mango Street Lab fotografam para várias marcas e clientes interessantes, mas nem sempre foi assim. A fim de obter os clientes que queriam, eles tiveram que refinar seus métodos de abordagem e atuação.

Aqui está o que aprenderam ao longo de sua jornada:















1. Investir em um Estilo de Fotografia

Se você quer trabalhar com determinado estilo de fotografia, precisa mostrar aos possíveis clientes, que é capaz. 

Para fotógrafos iniciantes, que ainda não possuem material suficiente em seu portfólio, isso significa trabalhar para gerar as fotos que o comporão, sem ser pago por isso.
Isso não é "trabalhar de graça" e sim, esforço para a produção de pelo menos, uma sessão de fotos, do início ao fim, arcando com os custos de contratação de modelos, maquiadores, cabeleireiros, locações e licenças, a fim de produzir imagens apropriadas para seu portfólio profissional.
Outra forma de minimizar os custos é o trabalho em parceria com profissionais, que estão também, iniciando suas carreiras.

Tenha em mente, que ninguém vai contratá-lo para fotografar um casamento ou produto, por exemplo, se você não mostrar que tem alguma experiência.















2. Seja seletivo em seu portfólio

"A chave da transição para se atuar, apenas na área em que se deseja, está em mostrar, apenas, o que se deseja.”

Este é um ótimo conselho. Se você quer fotografar bandas de rock, moda, produtos ou casamentos, o material que compõe seu portfólio deve corresponder.

Isso não significa que você não deve aceitar outro trabalho fora do foco principal para pagar suas contas - mas evite publicá-lo nas mídias sociais e em seu portfólio.

Construa um portfólio on-line, que o cliente dos seus sonhos está procurando!















3. Faça um trabalho de Investigação e use, efetivamente, o “Cold Mail”.

Por último, mas não menos importante, Rachel e Daniel falam sobre a arte, há muito perdida – o “Cold Mail”. Você precisa alcançar o cliente dos seus sonhos e quando você executar ações para tal, elas devem ser bem feitas, o que significa ser criativo.

Rachel e Daniel sugerem uma técnica de “Cold Mail”, que utilizam ocasionalmente:

Eles procuram por perfis de marcas de médio porte, com uma presença não muito significativa no Instagram e baixam suas 10 melhores fotos de produtos. Em seguida, realizam um tratamento refinado no Photoshop, enviam-nas para o email da marca, mostrando-lhes como sua presença nas mídias sociais pode melhorar, através de imagens impactantes..

Você não precisa fazer, exatamente, isso - muitos fotógrafos usam a criatividade de outras maneiras. O importante é encontrar uma forma de captar a atenção do cliente e ao mesmo tempo, mostrar seu valor.

Saiba mais sobre "Cold Email", clicando aqui.

Texto Original: Petapixel
Tradução livre: Andreia Bueno
Maio . 2017

domingo, 17 de julho de 2016

FOTOGRAFIA DE MODA: DE RICHARD AVEDON AOS EDITORES DE IMAGENS DIGITAIS



"Richard Avedon se destaca entre os melhores fotógrafos do mundo e, no caso específico
da fotografia de moda, deixa um legado que incita uma reflexão sobre o papel que as tecnologias de tratamento de imagem digital desempenham na construção da identidade
feminina. Avedon humanizou a fotografia de moda ao colocar o modelo no primeiro plano, privilegiando a expressividade, o movimento e o psicologismo. O fotógrafo surrealista David LaChepelle, ajuda a definir a fotografia de moda hodierna como um retorno ao pictorialismo e a uma visão cartesiana, às avessas da mulher contemporânea.

Uma análise comparativa entre os dois fotógrafos pode sugerir que na fotografia de moda atual a mulher é subjugada pela consagração da aparência ditada pela mídia e do espetáculo assumindo muitas vezes o papel de coadjuvante de sua própria vida.

Richard Avedon foi considerado o fotógrafo mais famoso do mundo pelo jornal The New York Times. Ficou conhecido como um divisor na história da fotografia de moda em função de características muito especificas que rompem com o pictorialismo, inerente à fotografia anterior a ele. Nascido em Nova York, foi descoberto e apresentado ao mundo da moda por Alexey Brodovith diretor de arte da Harper`s Bazaar em que trabalhou durante 20 anos (1945-4965).

A partir de uma pesquisa bibliográfica e iconográfica percebe-se que a obra de Richard Avedon retrata o ser humano desprovido de noções espaço-temporal e em dimensões nunca antes registradas; ao desenhar as fotos antes de tirá-las Avedon garantia resultados em ângulos e cortes inéditos. A atemporalidade, o fundo simples, o cenário branco ou cinza, o modelo no primeiro plano, e a dessaturização, asseguram um equilíbrio impressionantes de suas imagens apesar do espaço vazio que geralmente ocupa grande parte de suas fotografias. (BARTHERS, 2008).

Quiros (1993) pontua que nas fotografias de Avedon homem e mulher eram o foco central e às vezes, os únicos elementos da imagem. Avedon tenta captar (não só na fotografia de moda, mas também nos portraits e nas fotografias jornalísticas) expressões íntimas de modelos que nos olham nos olhos e ou nos atravessam com sua humanidade. Ao captar a vulnerabilidade da pessoa Marilyn Monroe e ao fotografar com “crueza” Coco Chanel Avedon exalta o psicologismo minimalista em detrimento da representação artística da atriz ou do glamour da estilista.

“Coco Chanel que nunca perdoou o fotógrafo pela crueza com que foi retratada. O que mais a magoou foi o detalhe do pescoço”. (BAKER, 2004) Fonte: Veja/ Abril

AVEDON E A FOTOGRAFIA DE MODA

Feital (2004) diz que Avedon “pode ser considerado como um divisor na história da fotografia de moda” e Acon (2008) pontua sua ruptura com o padrão da fotografia de moda das décadas de 40 e 50 principalmente ao tirar as modelos dos estúdios e privilegiar cenários incomuns na época, como circos, zoológicos e foguetes da NASA.

O fotógrafo passou a dirigir a modelo e criar através da foto um acontecimento. Seu contato com as modelos era quase convertido em um caso de amor platônico, o que resultava em um retrato psicológico minimalista e monocromático. Ele pedia às modelos que se movimentassem, o que dava um efeito original e dramático (ACON, 2008).
 A rigidez do pictorialismo foi demolida definitivamente por Richard Avedon, que ao privilegiar o realismo, a expressão, a espontaneidade, o movimento enfatiza justamente o que foge do controle do fotógrafo, daí a periculosidade e risco presentes em sua obra, como defende Samyn (2004).
A periculosidade de sua obra está justamente no fato de que, em sua fotografia, o imprevisível ocupa um lugar central. Os limites da própria fotografia entram em jogo, sendo os mesmos reafirmados, já que esta delimitação torna-se uma tarefa imprescindível; e a questão fundamental torna-se esta: de que forma o incontrolável como, por exemplo: a expressividade de um olhar, ou a contingência de um movimento inscrito no espaço fotográfico pode ser potencializado?

Se há nisso um risco e uma periculosidade, é ai que está o valor singular de Avedon. (SAMYN, 2004).


“Dovina com os elefantes” é certamente uma das fotografias mais conhecidas de Avedon na qual se percebe vários dos diferenciais de sua obra.

Outro trabalho de fotografia de moda em que Avedon traduz a humanidade de sua obra é o Calendário Pirelli de 1995 e de 1997 em que o movimento, a expressão facial, a sensualidade naturalmente exacerbada asseguram às modelos a possibilidade de mostrar o algo mais inerente à beleza feminina e nem sempre captada pelas lentes.

“Richard Avedon transformou a fotografia de moda em obra de arte, procurando encontrar a essência espiritual de seus modelos” (PIRES, 2005).

É sob essa ótica que "a fotografia de moda pós - Avedon será lugar de uma convergência de subjetividades, já que será tarefa do fotógrafo obter, da modelo, seu máximo de expressividade, enfatizando o papel do próprio fotógrafo como uma espécie de diretor e estabelecendo, por conseguinte, a síntese definitiva entre fotografia de moda e retrato que hoje conhecemos como essencial” (SAMYN, 2004).

Victin (2008) salienta ainda que “Os retratos de Avedon, mais que imagens de uma cara, uns olhos, uma boca, um nariz um corpo, são bocados da alma que habita esse corpo”.

No editorial para o The New Yorker, intitulada In Memory of the Late Mr. And Mrs. Comfort em parceria com Diane Airbus, Avedon analisa a moda contemporânea que, seduzida pelos encantos da efemeridade e da finalidade mercadológica privilegia a aparência ainda que desumanizada, coisificada, alienada e vazia. A modelo Nadja Auermann é a escolhida por Avedon para, acompanhada de esqueletos humanos em poses bizarras, personificar a posição da mulher no universo que mais a escraviza na contemporaneidade: o mundo fashion.







Avedon teve sua carreira interrompida durante uma sessão de fotos para a revista New York, em que sofreu uma hemorragia cerebral aos 81 anos de idade, dos quais 59 dedicados à fotografia. A morte de Richard Avedon representa o encerramento de um capitulo na História da Fotografia. Quem morre, afinal, é um símbolo da modernidade na Fotografia: alguém que ousou questionar, de uma forma radical, cânones e verdades estabelecidas, inaugurando por conta própria uma nova maneira de se fotografar, uma nova maneira de se perceber a figura do fotógrafo e uma nova maneira de se conceber a própria noção de beleza na fotografia. (SAMYN, 2004).

FOTOGRAFIA DE MODA E OS EDITORES DE IMAGEM

“A imagem fotográfica, o modelo fotográfico, as formas, cores e o vestuário são componentes formadores de uma identidade.” (VARGAS, 2008, p.1) e o fotógrafo participa ativamente desse processo dependendo do tipo de “dialeto” usado por ele.

“Se a fotografia é um idioma, a fotografia de moda seria um dialeto”. Dialeto que nasceria de sua maior tendência á simbolização e a sua necessidade de condensar as mensagens (QUIROS, 1993, p.361). Independentemente de visões maniqueístas, Avedon preferiu o dialeto humano, hoje, muitos fotógrafos preferem um dialeto tecnológico
A fotografia de moda pode ser contada em três momentos como defende Catoira (2008). O primeiro momento se estende até os anos 60 em que a fotografia substituiu a ilustração, mas as modelos são retratadas como bonecas que personificam o ideal do belo e do feminino explorados geralmente com muita suavidade plástica

No segundo momento que se estabelece até o final da década de 1980, os resquícios da ilustração são totalmente superados com corpos posados e com gestuais marcantes.

O terceiro momento acontece a partir dos anos 90 com a ascensão da “Moda atitude” que explora a expressão e o potencial criativo da modelo. Agora o corpo super magro é referencia ocidental de silhueta. O que marca a fotografia de moda atual é a exacerbação dos retoques feitos por editores de imagem como o Photoshop - aplicativo de edição de imagens criado por Thomas Knoll. (CULEN, 2008).
Mas o tratamento de imagem não é característico apenas da sociedade hodierna, antes do Photoshop era feito com lupa e pincel em um trabalho artesanal. “A ideia de aprimorar o original não é nenhuma novidade ou então o período do Renascimento Italiano teria reunido a maior quantidade de beldades naturais da história da humanidade” (VEJA, 2008).

Nessa linha de raciocínio Cury (2008) defende que o Photoshop é um recurso utilizado para tornar uma imagem ainda mais bonita e não utilizá-lo é como negar tratamento a um doente quando se dispõe de médico e remédios.

“Se formos questionar o Photoshop temos que questionar toda a indústria dos cosméticos e beauty. Cabelos falsos, pele falsa, seios e bundas falsas.” (FERNANDO, 2008).

No entanto, como a fotografia de moda é um dos elementos que participa da construção da identidade feminina, os recursos tecnológicos podem tornar essa interferência negativa uma vez que torna a ditadura do belo ainda mais cruel. Os recursos computacionais possibilitam a veiculação de um padrão de beleza que nem as celebridades mais consagradas têm. Os distúrbios alimentares quando analisados sob a ótica cultural, se inserem nessa temática. O Conselho de Moda da Inglaterra está sugerindo aos responsáveis por revistas de moda que discutam até que ponto é aceitável o tratamento digital com o intuito de prevenir doenças como a anorexia e demais distúrbios alimentares ligados à obsessão com o físico.

É nesse contexto que o Photoshop pode ser considerado um divisor de água na fotografia de moda contemporânea da mesma forma que Avedon o foi em décadas anteriores, apesar da humanidade exaltada por Avedon e da desumanização muitas vezes ofuscada pelo caráter surrealista que a fotografia de moda ganha com os recursos computacionais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS



O fotógrafo David LaChapelle que já foi capa de grandes revistas- Italian Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D, Vibe, Interview, The Face entre outras e já fotografou importantes personalidades como: como Macy Gray, Moby, No Doubt, Whitney Houston, Mariah Carey, Lil’ Kim, Elton John, Madonna e Andy Warhol – e considerado pelo próprio Avedon como o melhor no gênero surreal, pode servir como referência para se analisar o que caracteriza grande parte da fotografia de moda tratada digitalmente sem ter a perfeição como o eixo da análise.
Ao se considerar os elementos da imagem digital que mostram a dessemelhança com a fotografia de Avedon pode-se ressaltar:

a) A imposição de padrão e não questionamento do stablisment
b) O aparente retorno ao pictorialismo
c) A negação da dessaturização
d) O retorno aos estúdios
e) O cenário rico em ornamentos
f) O papel secundário ao modelo

As imagens abaixo podem ser lidas como a materialização dessas diferenças.

Fotografia com tratamento de imagem de David Lachapelle

Dovina com elefantes, vestido Dior 1955
 
Uma analise mais subjetiva pode sugerir que em Lachapelle a mulher é subjugada, é personagem secundária da imagem da mesma forma que a mulher contemporânea é subjugada pela consagração da aparência e do espetáculo assumindo muitas vezes o papel de coadjuvante de sua própria vida.

Em contrapartida, Avedon parece sugerir que a beleza não está dissociada da força, do domínio e do autocontrole, tão importantes para que a mulher não seja colocada em segundo plano, não seja analisada sob uma ótica cartesiana às avessas, sobretudo pelos profissionais da Moda.
Texto Original: Layane Tavares
Faculdade de Moda de Ribeirão Preto - Centro Universitário Moura Lacerda
www.coloquiomoda.com.br/anais/anais/4-Coloquio-de-Moda_2008/42523.pdf
Julho 2016