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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ANDREIA BUENO OU ANDREIA STUDIO3?

A minha jornada por aqui, nem sempre foi fácil - tive tempos obscuros, difíceis mesmo, que só a Força Divina poderia reverter. E assim foi feito.
Me foram oferecidas várias chances de aprendizado, para que eu pudesse lapidar meu espírito. No começo, com o coração cheio de medo, não consegui aproveitar todas. Mas aos poucos, sob a tutela generosa e afetuosa do Universo, fui compreendendo a vida, baixando a guarda e me deixando aprimorar, abrandando meu espírito e abrindo as portas para que uma nova luz brilhasse em mim e por consequência, iluminasse a vida daqueles que cruzassem meu caminho. Eu sempre carreguei o amor, bons sentimentos, a gentileza na alma, a comunhão com os outros, a gratidão, a consciência da minha missão, mas tudo estava trancado. Tenho muito a aprender e apesar de saber do meu valor, não perco de vista, a minha pequenez diante da Vida.
Hoje, me vejo como uma professora feliz, realizada.

Faz pouco, comecei a entender e a colocar tudo em prática na Studio3 Escola de Fotografia . E tudo através das riquezas maiores, que a Vida insistiu em me oferecer - as pessoas com quem tenho a dádiva de me encontrar. Minha família - filhos e neta - meus amigos e alunos. Quanto tesouro! Ainda bem, que Ela, a Vida e a Força Divina, não desistiram de mim!

Ontem, recebi um presente, que reafirmou ainda mais, minha existência e minha missão - uma mensagem de meu ex-aluno, Walace Benzaquen. Ele agora, é um fotógrafo Profissional, formado por sua habilidade, talento e mérito.
Nas palavras dele e nas dos outros alunos, que se formaram em 2017, através de minhas alunas Monica CoutoAlessandra Magalhães e dos queridos Marcos Martins e Gilmar Pereira,  no carinho que recebi de cada um, percebi que a chave do que buscava estava dentro de mim - eles, os alunos, são meus grandes professores, meus afetuosos tutores. Realmente, aprendo tanto quanto ensino.
E por tanto carinho, cheia de emoção, agradeço e faço reverências - não há para um professor, nada mais valoroso do que o retorno dos alunos em forma de amor. E assim, reverto tudo para eles em cada aula, que ministro no Curso de Fotografia Profissional da minha Escola querida, do meu projeto de vida, a Studio3 Escola de Fotografia Sesiminas.
Foi assim, que desenvolvi o método de ensino, que considero o mais proveitoso, o mais amoroso - o Ensino Afetivo.

Eu sou mesmo assim - cada palavra, olhar e abraço são para que voem e não precisem mais de mim.
Que quando eu partir, vocês caminhem sozinhos, com autoridade dos que sabem o que fazer para alcançar o sucesso.
Com amor.



Walace, minha eterna gratidão pelo poema - e voltamos ao 3 - Foco, Força e Fé!
E amor ao próximo. À Fotografia, que tanto nos dá.

Andreia Bueno ou Andreia Studio3?

Dá na mesma, pois, tudo se funde em aprendizado.

Regra de 3
Regra dos terços
Fotometrar em 3 passos
3 trimestres
3 planos de enquadramento
3 dádivas (2 filhos e Helena)
Tripés, 3 pés, 3 pontos de luz, 1, 2, 3 e.... valendo!

Assim gritava Andreia Bueno e mais um click ia se perfazendo, senão, dizia ela, senta e chora.

Os números 1 e 3 juntos eram iguais a minha nota da prova.
Era, também, com 1 clicando e mais 3 na rebarba.
Foram 3 dias em Tiradentes, 3 em Lavras Novas e com 3, tínhamos um longo tempo de exposição... 30"!

Mas nada de “tri” de tristeza e nem com desânimo, não!
Porque isso, com ela, dá "caixão"!

E será que trigger vem de 3?

Pois é, Studio3!
A Escola de Fotografia Studio3 é mesmo a Andreia Bueno - mulher de garra, de fibra, brava e às vezes serena, mulher de atitude, de conhecimento.
Fotografia é sua vida, fotografar é sua arte e ensinar tudo que sabe, também faz parte!

Foi um ano de muita luta, Professora - de superação, de perdas, mas também de muitos ganhos e emoção. Com você aprendemos sobre arte, paixão, limites, paciência. Aprendemos sobre a profissão e convivência, mas também exercemos a resiliência.

Mesmo quando, às vezes, parecíamos não mais querer, não desistimos, por também amarmos você!

Experimentamos novas experiências, demonstramos mau e bom humor, destilamos nosso cansaço, mas ainda assim, tínhamos sempre um carinho, comidinhas e um abraço.
Não queremos aqui fazer nenhum desabafo, nem mesmo despedida, apesar de nossa definitiva partida – queremos, apenas, que saiba Andreia Bueno, que estamos todos crescendo.
Crescendo como seres humanos e em um novo legado.
Crescendo na fotografia com um longo caminho a ser galgado.

Mas se escrevemos tudo isso, é para somente dizer.... Obrigado... obrigado... Obrigado!

Walace Christian Benzaquen . Formatura Fotografia Profissional 2017
Studio3 Escola de Fotografia
Dezembro . 2017

Andreia Bueno
Studio3 Escola de Fotografia
Dezembro de 2017


domingo, 26 de novembro de 2017

MOSTRA FOTOGRÁFICA "RESILIÊNCIA" EXIBE OS TRABALHOS DOS FORMANDOS DO CURSO DE FOTOGRAFIA PROFISSIONAL DA STUDIO3 ESCOLA DE FOTOGRAFIA


A Resiliência em Imagens

No dia 07 de Dezembro, às 20:00h, será aberta para convidados, na Galeria Otto Cirne, da Associação Médica de Minas Gerais, a exposição “Resiliência”, com fotografias dos formandos do Curso de Fotografia Profissional 2017, da Studio3 Escola de Fotografia Sesiminas.

Buscando traduzir o sentido da palavra – resiliência – e sua importância em tempos tão desafiadores, os fotógrafos mergulharam em suas sensações e resinificaram objetos, paisagens e cenas diárias, criando imagens representativas de suas próprias vivências diante de situações limite.
O resultado são fotografias de grande beleza plástica, em que o espectador pode perceber a fragilidade, a força de cada autor e sua capacidade de retornar à serenidade, contornando ou não, obstáculos.

Os artistas - e entre eles, engenheiros, advogados, médicos, que buscam uma nova e satisfatória carreira - estiveram durante todo 2017, dedicados ao aprimoramento dos conhecimentos sobre sua paixão pela fotografia, através do Curso de Fotografia Profissional e finalizam o período prontos para o mercado de trabalho, quer seja autoral ou comercial.

“A arte fotográfica, com toda sua riqueza e generosidade, nos permitem narrativas que estão para além das palavras ou que, muitas vezes, não conseguimos expressar, a não ser lançando mão de símbolos, como numa catarse – ampliamos então, o significado das coisas. Em “Resiliência”, os autores emprestam às cenas ordinárias, a representação de suas próprias inquietações e capacidade de superação em face de seu próprio cotidiano”, afirma Andreia Bueno, curadora da exposição.

A realização conta com o apoio do Centro Cultural Sesiminas, do Bureau 5000K e da Associação Médica de Minas Gerais.

Fotógrafos Expositores:

Alessandra Magalhães
Andre Senna
Angélica Ferreira
Antonio Hardy
Attilio Lamêndola
Christian Micaele
Claudio Appolinario
Daniela Costa
Danielly Faria
Fernanda Resende
Fernando Costa
Gabriela Cabral
Geraldo Luciano
Gilmar Pereira
Giovana Oliveira
Giuliano Souza
Hugo Bengtsson
Livia Faria
Marcia Prates
Marcos Martins
Maristela Chaves
Michael Faria
Monica Couto
Tiago Silva
Vinicius Santos Domingues
Walace Benzaquen
Werbert Rodrigo

SERVIÇO:

Exposição Fotográfica “Resiliência”

Galeria Otto Cirne / Associação Médica de Minas Gerais – Avenida João Pinheiro, nº 161.
Abertura para Convidados– 07 de Dezembro de 2017 - 20:00h
Período de Visitação - Público – de 08 de dezembro de 2017 a 15 de janeiro de 2018 – de 08:00h às 21:00h
Entrada Gratuita
Contato – Andreia Bueno – (31) 2551-3720 / 99636-4022
studio3.sesiminas@gmail.com

Novembro . 2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

OS CHINESES VÃO GANHANDO MERCADO . YONG NUO LANÇA DUAS NOVAS LENTES PARA NIKON

Se você é usuário Nikon, aguarde novidades - a fabricante chinesa Yongnuo lançará em breve, duas novas objetivas. A primeira é uma pancake 40mm f / 2.8 e a segunda, uma 100mm f / 2.

O Nikon Rumors informa, que ambas permitem foco automático e manual.

O interessante é que elas são equipadas com uma porta USB, permitindo que os próprios usuários atualizem o firmware, preservando sua capacidade em termos de compatibilidade e desempenho. A Sigma também oferece essa possibilidade, através de seu Dock USB, permitindo que os fotógrafos ajustem inclusive, o autofocus (embora o software utilizado não seja tão eficiente).
A superfície de ambas é tratada com um revestimento multilayer, com a finalidade de reduzir a ocorrência de glare e na lateral possuem um indicador de distância de foco, que facilita a avaliação da profundidade de campo. A montagem é fabricada num metal durável e os contatos são banhados a ouro, garantindo a expansão do sinal e consequente comunicação do conjunto câmera + lente, além de proporcionar maior resistência à corrosão.

Uma vez capturadas com essas objetivas, o Exif das fotografias é gravado corretamente pelas Nikon DSLR.

Yongnuo 40mm f / 2.8N
A objetiva Yongnuo 40mm f/ 2.8 é construída de forma simples, com 6 elementos em 4 grupos. As especificações incluem uma abertura de diafragma de 6 lâminas, distância de focagem mínima de 0,3 m, diâmetro de filtro de 58mm e um peso de 130g.

Sua montagem conta com um elemento asférico, que ajuda na correção de várias formas de aberrações.



Yongnuo 100mm f/ 2


A Yongnuo 100mm f/ 2 possui 8 elementos em 6 grupos, abertura de 9 lâminas, distância mínima de focagem de 0,9m, motor DC, diâmetro de filtro de 58mm e um peso de 440g.


A data de lançamento não foi informada pelo fabricante – ambas indicam “em breve” – mas num futuro próximo, estarão disponíveis na B & H e na Amazon. O preço também não foi divulgado, mas apenas para referência: a lente EF 100 mm f/ 2 Yong Nuo Mount Canon custava U$170 quando foi lançado no final do ano passado.

Resta esperar!

Agosto . 2017

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A REALIDADE QUE A FOTOGRAFIA NOS TRAZ - BONGO FEVER. SE FOR ASSISTIR, PREPARE SEU CORAÇÃO.



A contemporaneidade e a necessidade de formas de expressão mais contundentes, têm levado alguns fotógrafos brilhantes na direção da ampliação de suas ferramentas de expressão - são sons, imagens estáticas e em movimento, músicas, cores, num mix impressionante.
Tive o privilégio de participar de um Workshop promovido pela Agência Magnun, em Março último, Ouro Preto/MG, orientado por Chien-Chi Chang, sobre projetos fotográficos e edição.
Na ocasião, Chien-Chi Chang nos presenteou com a exibição de seus trabalhos finalizados em vídeo, exatamente, nesse formato completo, trazendo os sons do tempo/lugar, a história e as pessoas.
Compartilho com vocês, um vídeo impressionante - me tirou o chão - pelo tema, pela construção, pela emoção provocada, por ter me colocado de frente com uma realidade, que sabia existir, mas que da qual, não tinha recebido o impacto.

E o mundo segue, nossa fotografia precisa acompanhar as mudanças.
Nossa fotografia - o dom que recebemos - precisa ser veículo da transformação desse mundo. 

Tradução da apresentação do vídeo BONGO FEVER:

A Tanzânia tem enfrentado duas epidemias - HIV e AIDS.
Uma antiga e generalizada (mais de 6% da população, em geral - crianças, jovens, adultos e idosos) e, mais recentemente, a outra assola a região.


Prepare seu coração e assista o vídeo - Bongo Fever
Andreia Bueno
Studio3 Escola de Fotografia

quarta-feira, 8 de junho de 2016

CATÁLOGOS . O CORAÇÃO DO LIGHTROOM


O QUE É UM CATÁLOGO?


Um catálogo é uma base de dados, que armazena um registro de cada uma de suas fotos.
 O registro contém três informações importantes sobre cada foto:
  • Uma referência à localização da foto em seu sistema.
  • Instruções de como você deseja processar a foto.
  • Metadados, como avaliações e palavras-chave aplicadas às fotos para ajudá-lo a localizar ou organizá-las.
Ao importar fotos para o Lightroom, você cria um vínculo entre a foto e o registro de fotos no catálogo. Em seguida, qualquer trabalho que você executa na foto — como aplicação de palavras-chave ou suavização de pele através do pincel de máscara – é armazenado no registro de fotos no catálogo como metadados adicionais.
















Quando o tratamento estiver finalizado, você pode compartilhar suas imagens no Facebook, imprimir ou montar um álbum. O Lightroom aplica suas alterações de metadados, que são como instruções de revelação de foto, na cópia da foto, para que todos possam visualizá-las.

O Lightroom nunca altera as fotos reais capturadas pela câmera. Dessa forma, a edição no Lightroom é não destrutiva. Sempre é possível retornar à foto original, não editada.

A forma de trabalho do Lightroom é diferente da de um navegador de arquivo como Adobe Bridge. Navegadores de arquivo precisam de acesso direto, físico aos arquivos exibidos. Os arquivos devem estar realmente no disco rígido, ou o computador deve estar conectado a uma mídia de armazenamento que contém os arquivos a serem exibidos pelo Adobe Bridge.
Como o Lightroom usa um catálogo para manter o controle de fotos, você pode visualizar fotos no software, mesmo que estejam fisicamente no mesmo computador que o software.
 

As vantagens do fluxo de trabalho baseado em catálogo


O software oferece flexibilidade de gerenciar, organizar e editar fotos, pois as fotos podem estar em qualquer lugar – no mesmo computador com o Lightroom, em um disco rígido externo, ou em uma unidade de rede.
Como o catálogo armazena uma visualização de cada foto, é possível trabalhar com as fotos no Lightroom e ver as alterações de edição, just in time. 

Práticas recomendadas para trabalhar com catálogos do Lightroom 


Sugerimos muito cuidado ao trabalhar com os catálogos do Lightroom.
É possível mover catálogos e fotos, colocar fotos em vários catálogos e combinar ou mesclar catálogos, mas isso pode gerar confusão. Além de isso, os links entre o catálogo e as fotos podem ser rompidos.

Fique Atento!

Embora você possa ter vários catálogos do Lightroom, o fotógrafo pode optar por um método simplificado, utilizando um único catálogo.
Não há limite para o número de fotos, que se pode ter em um catálogo, e o Lightroom oferece várias formas de classificar, filtrar ou organizar e localizar fotos em um catálogo - é possível, por exemplo, usar pastas, coleções, palavras-chave, rótulos e avaliações.
Com a prática, provavelmente é possível encontrar forma de organizar e gerenciar adequadamente, as fotos em um catálogo.

Depois que se iniciar o trabalho no Lightroom, se for necessário mover ou renomear as fotos — suponhamos que o disco rígido esteja cheio e é necessário alternar para uma unidade externa — essas tarefas devem ser executadas a partir do Lightroom.
Não é aconselhável utilizar o Explorer ou pelo Finder para mover fotosm pois o fotógrafo poderá se deparar com a temível mensagem de erro "fotos ausentes" e será necessário restabelecer todos os links.

Decida com antecedência onde você armazenará o catálogo do Lightroom em seu computador. Não é possível armazená-lo na rede.
Você deverá armazená-lo no disco rígido do computador ou em um disco externo. Após decidir onde salvar o catálogo, considere a pasta ou o caminho específico onde o colocará.

Determine onde deseja manter suas fotos. Avalie o espaço livre existente em seu disco rígido. Se estiver trabalhando em vários computadores, considere hospedar o catálogo e as fotos em uma unidade externa, que você possa conectar a qualquer sistema.
Copie ou mova suas fotos para esse lugar antes de importá-las para o Lightroom.

Finalmente, inicie o Lightroom e importe as fotos para o catálogo adicionando-as no local.

Como Criar e Gerenciar Catálogos

 

Ao criar um catálogo, você cria um nome para a pasta, como por exemplo, "Casamentos 2016", que inclui um arquivo de catálogo - "Casamentos 2016.lrcat". Esse arquivo de catálogo armazena as configurações do catálogo. Quando fotos são importadas, uma nova subpasta (como "Visualizações de fotos do casamento.lrdata") é criada para armazenar as imagens de visualização JPEG.

Como Fazer 

1. Arquivo > Novo catálogo.
2. Especifique o nome e o local da nova pasta de catálogo e clique em Salvar (Windows) ou Criar (Mac OS).

O Lightroom redefine e exibe um módulo Biblioteca vazio, pronto para você importar fotos.


Como Abrir um Catálogo

 

Quando você abre um catálogo diferente, o Lightroom fecha o catálogo atual e é reiniciado.
 
Como Fazer 
 
1. Arquivo > Abrir catálogo.
2. Na caixa de diálogo Abrir catálogo, especifique o arquivo de catálogo e clique em Abrir.

É possível ainda, escolher um catálogo no menu Arquivo > Abrir recente.
Se o programa solicitar, clique em Reiniciar para fechar o catálogo atual e reiniciar o Lightroom.
 
Também é possível alterar as preferências gerais, para especificar qual catálogo será aberto quando o Lightroom for iniciado.


 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

Alterar o catálogo padrão


Por padrão, o Lightroom abre o catálogo mais recente ao ser iniciado.
Esse comportamento pode ser alterado, possibilitando abrir um catálogo diferente ou sempre avisar sobre a escolha de um catálogo.
 
Como Fazer 
 
Nas Preferências Gerais, escolha uma destas opções no menu “Ao inicializar, usar este catálogo”:
  • O caminho do arquivo de uma biblioteca específica: Abre o catálogo encontrado em um local de caminho de arquivo específico.
  • Carregar catálogo mais recente: Abre o catálogo mais recente com o qual você está trabalhando.
  • Avisar ao iniciar o Lightroom: Abre a caixa de diálogo Selecionar catálogo na inicialização.














Observação:

Também é possível escolher "Outro", navegar até um arquivo de catálogo específico (.lrcat) e selecioná-lo como a biblioteca padrão a ser aberta na inicialização.

Andreia Bueno  - Junho . 2016
Escola de Fotografia Studio3 Sesiminas
Fonte: Adobe Help

quarta-feira, 25 de maio de 2016

FOTÓGRAFO - VOCÊ CONHECE SEUS DIREITOS?



Direito autoral é um conjunto de prerrogativas conferidas por lei à pessoa física ou jurídica criadora de obra intelectual, para que ela possa gozar dos benefícios morais e patrimoniais resultantes da exploração de suas criações.
O direito autoral está regulamentado pela Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98) e protege as relações entre o criador e quem utiliza suas criações artísticas, literárias ou científicas, tais como textos, livros, pinturas, esculturas, músicas e entre elas, a fotografia.

Como um ramo, que se insere nos Direitos de Propriedade Intelectual, os Direitos Autorais podem ser conceituados dentro do Direito Civil, embora alguns autores considerem como ramo do Direito Comercial, tendo caráter dual.


A fotografia é protegida por Lei?

É. A fotografia é considerada como obra intelectual, e como tal, está protegida pelo art. 7º, inc. VII da Lei nº 9.610/98:

“Art.7º: São obras intelectuais protegidas as criações do espírito, expressas por qualquer meio ou fixadas em qualquer suporte, tangível ou intangível, conhecido ou que se invente no futuro, tais como:

VII – As obras fotográficas e as produzidas por qualquer processo análogo ao da fotografia.

Quem é o autor? A Lei garante os seus direitos?

O autor é a pessoa física, que cria a obra literária, artística ou científica, sendo, no nosso caso, o próprio fotógrafo. O autor da obra fotográfica poderá ser identificado pelo seu nome civil, completo ou abreviado, por suas iniciais, pelo pseudônimo ou qualquer outro sinal convencional.

A obra fotográfica precisa ser registrada? Como é comprovada sua autoria?

Não. O artigo 18 da Lei dos Direitos Autorais exime a obrigação de registro da obra. No caso específico do fotógrafo, a autoria de uma foto pode ser comprovada de muitas maneiras: o orçamento que gerou a foto, o pedido da agência ou cliente, a nota fiscal, as sobras de cromos ou negativos, e arquivo original em RAW, enfim, tudo o que ligue a foto ao solicitante e/ou ao fotógrafo.

E quando a foto é base para uma segunda imagem, através de utilização em peça publicitária ou arte digital, realizada por terceiros? O fotógrafo é autor?
 

A legislação brasileira prevê duas hipóteses específicas para o caso. A primeira está prevista na Constituição Federal, art. 5º, inc. VIII, que se refere à definição da obra feita em co-autoria, ou seja, aquela obra criada em comum por dois ou mais autores. E a segunda, está prevista neste mesmo artigo, letra “g”, que se refere à obra derivada, ou seja, aquela que constitui criação intelectual nova resultando da transformação da obra originária. Na utilização da obra feita em co-autoria será sempre necessária a autorização dos autores que integram essa obra.

A foto é sempre o produto de um autor, portanto objeto de um direito. Nos casos onde haja manipulação digital (retoque, fusão etc) posterior, necessariamente autorizada, o direito passa a ser compartilhado.

Você precisa saber

Na composição dos direitos autorais, existe uma divisão: direitos morais e patrimoniais, portanto, tem caráter dual. Esses direitos protegem e orientam o autor, no que diz respeito à obra criada por ele. Como autor, há coisas que o fotógrafo pode e coisas que não pode fazer, e esta é a chave para toda a questão ética.



Os direitos morais são inalienáveis e irrenunciáveis.
Os patrimoniais poderão ser cedidos definitivamente ou por prazo determinado.

1. Direitos Morais

São direitos que o autor não poderá vender, dar, emprestar, fazer leasing, desistir etc. Eles são parte inseparável da obra criada, seja ela feita por encomenda, co-autoria, colaboração ou outras, pertencendo esses direitos única e exclusivamente ao autor. Portanto, pelo art.24 da Lei dos Direitos Autorais, o fotógrafo pode:

- reivindicar, a qualquer tempo, a autoria da foto
- ter seu nome, pseudônimo ou sinal convencional ou indicado na utilização da foto
- é o que chamamos de crédito
- conservar a foto inédita
- opor-se a qualquer modificação na sua foto
- no entanto, o fotógrafo pode modificar sua foto, antes ou depois de utilizada
- retirar de circulação a sua foto ou suspender qualquer forma de utilização já autorizada, quando considerar a circulação ou utilização indevida.
- ter acesso, para reprodução, a original único e raro da foto de sua autoria, mesmo quando se encontre legitimamente em poder de outro.

2. Direitos Patrimoniais


São aqueles que permitem que você possa comercializar a sua foto, da forma que quiser. Seja ela encomendada ou não. é isso o que vai permitir sua profissionalização e sua inclusão no mercado.

Observação:

A Lei autoriza que, no caso de ausência de menção do prazo em contrato de cessão de direitos, fica estipulado o prazo de 05 (cinco) anos.

Quem for utilizar uma foto deverá ter autorização prévia e expressa do fotógrafo, por exemplo, para:

- reprodução parcial ou integral
- edição
- quaisquer transformações
- inclusão em produção audiovisual
- distribuição fora do contrato de autorização para uso ou exploração
- distribuição mediante cabo, fibra ótica, satélite, ondas ou qualquer meio que permita acesso pago à foto, inclusive a Internet
- utilização, direta ou indireta, da foto, através de inúmeros meios de exibição: audiovisual, cinema ou processo assemelhado, satélites artificiais, sistemas óticos, fios telefônicos ou não, cabos ou quaisquer meios de comunicação
- quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a ser criadas.

Dúvidas recorrentes

1. O cliente pagou, a foto é dele.


Não, não é. Os direitos patrimoniais da fotografia podem pertencer ao cliente, dependendo do contrato assinado com o mesmo. Os direitos morais não. Como já falamos, os direitos morais são inalienáveis e irrenunciáveis, pertencendo única e exclusivamente ao autor.

O direito de exploração da obra precisa sempre de autorização formal, a qualquer tempo.

Qualquer trabalho intelectual comercializado é uma concessão de direitos autorais, por tempo e veículo especificados.

Você pode fazer uma cessão patrimonial de direitos mas, para isso, a Lei exige um contrato específico à parte, pois a utilização econômica, por parte do cliente, se extingue automaticamente após 5 anos da morte do autor, voltando o direito de comercialização aos seus sucessores.

Os direitos patrimoniais ficam por 70 (setenta) anos com seus herdeiros. Só na falta deles a sua foto será de domínio público.

2. O cliente quer “buy-out”. O que é isso?

Legalmente não é nada e moralmente, é uma cilada para todos os envolvidos - significa  "cessão total de direitos". Perante a Lei, o autor - isto é, o fotógrafo - é responsável pelos Direitos Morais da foto, direitos estes, aos quais não pode renunciar, mesmo que queira.
O que o fotógrafo vende para o cliente, é a utilização de determinada foto, porque pode explorá-la comercialmente, mas por um tempo/espaço/mídia, sempre determinados.

Para haver cessão é necessário um contrato especial e, mesmo este, tem prazo para terminar.O valor pelo qual o fotógrafo vende esta utilização e como vende é, portanto, escolha dele próprio e baseada no mercado. Porém, a melhor forma será, sempre a praticada nos moldes e exemplos da própria Lei.

No caso de fotografia para fins comerciais, você não pode sair fotografando nem a pessoa que você bem entender nem qualquer objeto de autoria conhecida, sem prévia autorização, porque você estará infringindo a Lei que regula o Direito de Imagem das pessoas e/ou objetos.

 Andreia Bueno

Fontes de Pesquisa
Abrafoto
Ecad

Propriedade intelectual no Brasil - Dannemann Siemsen & Bigler Ipanema Moreira