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quarta-feira, 8 de junho de 2016

CATÁLOGOS . O CORAÇÃO DO LIGHTROOM


O QUE É UM CATÁLOGO?


Um catálogo é uma base de dados, que armazena um registro de cada uma de suas fotos.
 O registro contém três informações importantes sobre cada foto:
  • Uma referência à localização da foto em seu sistema.
  • Instruções de como você deseja processar a foto.
  • Metadados, como avaliações e palavras-chave aplicadas às fotos para ajudá-lo a localizar ou organizá-las.
Ao importar fotos para o Lightroom, você cria um vínculo entre a foto e o registro de fotos no catálogo. Em seguida, qualquer trabalho que você executa na foto — como aplicação de palavras-chave ou suavização de pele através do pincel de máscara – é armazenado no registro de fotos no catálogo como metadados adicionais.
















Quando o tratamento estiver finalizado, você pode compartilhar suas imagens no Facebook, imprimir ou montar um álbum. O Lightroom aplica suas alterações de metadados, que são como instruções de revelação de foto, na cópia da foto, para que todos possam visualizá-las.

O Lightroom nunca altera as fotos reais capturadas pela câmera. Dessa forma, a edição no Lightroom é não destrutiva. Sempre é possível retornar à foto original, não editada.

A forma de trabalho do Lightroom é diferente da de um navegador de arquivo como Adobe Bridge. Navegadores de arquivo precisam de acesso direto, físico aos arquivos exibidos. Os arquivos devem estar realmente no disco rígido, ou o computador deve estar conectado a uma mídia de armazenamento que contém os arquivos a serem exibidos pelo Adobe Bridge.
Como o Lightroom usa um catálogo para manter o controle de fotos, você pode visualizar fotos no software, mesmo que estejam fisicamente no mesmo computador que o software.
 

As vantagens do fluxo de trabalho baseado em catálogo


O software oferece flexibilidade de gerenciar, organizar e editar fotos, pois as fotos podem estar em qualquer lugar – no mesmo computador com o Lightroom, em um disco rígido externo, ou em uma unidade de rede.
Como o catálogo armazena uma visualização de cada foto, é possível trabalhar com as fotos no Lightroom e ver as alterações de edição, just in time. 

Práticas recomendadas para trabalhar com catálogos do Lightroom 


Sugerimos muito cuidado ao trabalhar com os catálogos do Lightroom.
É possível mover catálogos e fotos, colocar fotos em vários catálogos e combinar ou mesclar catálogos, mas isso pode gerar confusão. Além de isso, os links entre o catálogo e as fotos podem ser rompidos.

Fique Atento!

Embora você possa ter vários catálogos do Lightroom, o fotógrafo pode optar por um método simplificado, utilizando um único catálogo.
Não há limite para o número de fotos, que se pode ter em um catálogo, e o Lightroom oferece várias formas de classificar, filtrar ou organizar e localizar fotos em um catálogo - é possível, por exemplo, usar pastas, coleções, palavras-chave, rótulos e avaliações.
Com a prática, provavelmente é possível encontrar forma de organizar e gerenciar adequadamente, as fotos em um catálogo.

Depois que se iniciar o trabalho no Lightroom, se for necessário mover ou renomear as fotos — suponhamos que o disco rígido esteja cheio e é necessário alternar para uma unidade externa — essas tarefas devem ser executadas a partir do Lightroom.
Não é aconselhável utilizar o Explorer ou pelo Finder para mover fotosm pois o fotógrafo poderá se deparar com a temível mensagem de erro "fotos ausentes" e será necessário restabelecer todos os links.

Decida com antecedência onde você armazenará o catálogo do Lightroom em seu computador. Não é possível armazená-lo na rede.
Você deverá armazená-lo no disco rígido do computador ou em um disco externo. Após decidir onde salvar o catálogo, considere a pasta ou o caminho específico onde o colocará.

Determine onde deseja manter suas fotos. Avalie o espaço livre existente em seu disco rígido. Se estiver trabalhando em vários computadores, considere hospedar o catálogo e as fotos em uma unidade externa, que você possa conectar a qualquer sistema.
Copie ou mova suas fotos para esse lugar antes de importá-las para o Lightroom.

Finalmente, inicie o Lightroom e importe as fotos para o catálogo adicionando-as no local.

Como Criar e Gerenciar Catálogos

 

Ao criar um catálogo, você cria um nome para a pasta, como por exemplo, "Casamentos 2016", que inclui um arquivo de catálogo - "Casamentos 2016.lrcat". Esse arquivo de catálogo armazena as configurações do catálogo. Quando fotos são importadas, uma nova subpasta (como "Visualizações de fotos do casamento.lrdata") é criada para armazenar as imagens de visualização JPEG.

Como Fazer 

1. Arquivo > Novo catálogo.
2. Especifique o nome e o local da nova pasta de catálogo e clique em Salvar (Windows) ou Criar (Mac OS).

O Lightroom redefine e exibe um módulo Biblioteca vazio, pronto para você importar fotos.


Como Abrir um Catálogo

 

Quando você abre um catálogo diferente, o Lightroom fecha o catálogo atual e é reiniciado.
 
Como Fazer 
 
1. Arquivo > Abrir catálogo.
2. Na caixa de diálogo Abrir catálogo, especifique o arquivo de catálogo e clique em Abrir.

É possível ainda, escolher um catálogo no menu Arquivo > Abrir recente.
Se o programa solicitar, clique em Reiniciar para fechar o catálogo atual e reiniciar o Lightroom.
 
Também é possível alterar as preferências gerais, para especificar qual catálogo será aberto quando o Lightroom for iniciado.


 

 

 

 

 

 


 

 

 

 

Alterar o catálogo padrão


Por padrão, o Lightroom abre o catálogo mais recente ao ser iniciado.
Esse comportamento pode ser alterado, possibilitando abrir um catálogo diferente ou sempre avisar sobre a escolha de um catálogo.
 
Como Fazer 
 
Nas Preferências Gerais, escolha uma destas opções no menu “Ao inicializar, usar este catálogo”:
  • O caminho do arquivo de uma biblioteca específica: Abre o catálogo encontrado em um local de caminho de arquivo específico.
  • Carregar catálogo mais recente: Abre o catálogo mais recente com o qual você está trabalhando.
  • Avisar ao iniciar o Lightroom: Abre a caixa de diálogo Selecionar catálogo na inicialização.














Observação:

Também é possível escolher "Outro", navegar até um arquivo de catálogo específico (.lrcat) e selecioná-lo como a biblioteca padrão a ser aberta na inicialização.

Andreia Bueno  - Junho . 2016
Escola de Fotografia Studio3 Sesiminas
Fonte: Adobe Help

segunda-feira, 9 de maio de 2016

O VALOR DE UM FOTÓGRAFO PROFISSIONAL OU "VOCÊ PODE ME ENTREGAR TODAS AS FOTOS?"


Grande parte dos fotógrafos se depara com essa pergunta, depois de uma sessão fotográfica bem sucedida: 

"As fotos estão ótimas, mas você pode me entregar todas, no caso de eu precisar delas no futuro? Não é preciso editar ou fazer nada com elas!”.


Se você quer uma resposta curta e objetiva, é “Não”.


Mas é importante, que as pessoas entendam o motivo pelo qual a resposta é essa.

Ao longo deste post, você vai ver, lado a lado, a título de comparação, fotos originais, sem tratamento e o mesmo arquivo depois de tratado.


Eu digo “não” a esse pedido, não porque seja ganancioso ou, simplesmente, porque quero dizer. Não é porque sou preguiçoso e não quero saber disso. Mas com certeza, não estou deixando de entregar ao cliente, aquela “foto fantástica”.

"Mas, qual é o problema?" –escuto dos clientes quando digo “Não”.

Aqui está uma explicação sucinta sobre o motivo pelo qual, isso não é tão simples.
As fotografias são, supostamente, para serem editadas. A resposta é "Não", mesmo!

Você deve estar familiarizado com os termos “RAW” e “JPEG” – são tipos de arquivos de imagem.
Basicamente, os arquivos JPEG são os que você utiliza para uploads no Facebook, Instagram ou para imprimir.
Os arquivos RAW contêm muito mais informação, incluindo uma quantidade, significativamente, maior de cor e textura, e mais detalhes nas áreas de sombra e altas luzes, mas para abri-los, é necessário um software específico.


Se o fotógrafo envia ao cliente arquivos originais em RAW, nada poderá ser feito com eles, sem executá-los num software adequado. E normalmente, os clientes não os têm, além de não saberem como utilizá-los.
Fotógrafos profissionais optam por fotografar em RAW porque acreditam que é melhor ter mais (dados digitais) do que menos, como em um JPEG.
As capturas em RAW, que saem diretamente da câmera, geralmente, apresentam um aspecto muito inferior às suas possibilidades – as fotos são “chapadas”, com pouco contraste e cores maçantes. Até que a foto seja tratada, o trabalho não está terminado.
Um fotógrafo, que captura em RAW pode ser comparado a um carpinteiro, que tem uma oficina cheia de madeira, ferramentas e materiais à sua disposição, para a construção de uma mesa, e a capacidade de criar o que quiser. Um JPEG é a compra de uma mesa na loja – goste ou não dela, não há nada, que o carpinteiro possa fazer sobre isso.

Minha edição e tratamento é parte do meu processo, o meu produto e meu estilo. É uma das razões pelas quais, o cliente me escolheu.
A maneira através da qual eu trato minhas fotos é um componente crucial da minha fotografia. Meu estilo como fotógrafo abrange vários aspectos como enquadramento, tempo e toda uma série de outras habilidades.
Mas a foto crua não é o produto acabado, na qual tenho orgulho de aplicar minha marca, até que tenha feito a edição e o tratamento – se você está fazendo a ceia de Natal, não vai tirar o assado do forno antes que esteja pronto e servir!

As imagens tratadas mostradas aqui, são as que quero que me representem como fotógrafo.
Esse é o tipo de trabalho, que está no meu site e é a qualidade que quero, que as pessoas esperem de mim.
Abaixo estão mais alguns exemplos comparativos de fotos em RAW , totalmente intocadas e meus tratamentos concluídos.



Eu venho selecionando fotos, desde que comprei minha primeira câmera e me tornei bom nisso.
Você nunca verá as fotografias, que não incluí nas seleções - as capturas borradas, as repetidas (meu Deus! Tantas repetidas!).
De qualquer foto apresentada, pode haver dezenas ou centenas, que são pequenas variações sobre o tema – todas piores, em face das que publiquei (olhos fechados, cabelo no rosto, talvez um cão, que tenha passado em frente à câmera, o que, realmente, aconteceu diversas vezes).

Passei muito tempo analisando todas elas, fazendo comparações, até selecionar as melhores.
Eu nunca terei duas fotos diferentes, igualmente boas, e entregarei ao cliente, apenas uma delas.

O processo de seleção consiste em reduzir, gradualmente, o excesso, buscando a alma das imagens, para que eu possa dar o que o cliente deseja: qualidade, fotos profissionais.
Ao final do trabalho, o cliente deseja imagens com qualidade profissional e minha missão é fornecê-las. “Qualidade profissional” significa fotografias, que traduzem com perfeição, a atmosfera do trabalho e isso, muitas vezes, inclui fotos que fogem da intenção inicial e que poderiam ser descartadas, como sorrisos entre poses, o registro de um momento de relaxamento ou uma careta – “qualidade profissional” não significa formalidade ou nenhuma diversão.

Você tem certeza de que estaria disposto a escolher uma imagem entre 5000 como essas acima?

Como o cliente confiará em minha seleção?

Contabilize milhares de horas, que tenho dedicado a observar imagens e a prestar muita atenção, no que torna uma foto boa ou não.

Minha capacidade de escolher as melhores imagens para determinado trabalho é um dos aspectos, que me leva a ser contratado pelos clientes.

Entregar 10.000 fotos medíocres demonstra falta de respeito com o tempo do cliente – dessa forma, ele estará fazendo o trabalho de seleção, que eu deveria fazer.
Isso não quer dizer, que os clientes nunca opinem durante o processo - alguns trabalhos exigem sua participação.

O que quero dizer é que, uma vez feita a seleção e esta, aprovada pelo cliente, é desnecessário que ele solicite o restante das fotos (que aliás, foram descartadas). Já houve um acordo.

Há sempre um acordo, um contrato firmado sobre o trabalho fotográfico, antes de se iniciar uma sessão e parte desse contrato diz respeito ao número de fotografias, que serão entregues (por vezes, uma quantidade específica e em outras, uma média, dependendo do projeto).
É responsabilidade do fotógrafo, ser claro a respeito disso.
É importante ressaltar, que o valor cobrado pelo fotógrafo leva em conta o número final de fotos, que serão entregues, assim como o uso/ licenciamento e o tempo gasto com a edição e tratamento. Entregar todas as fotos capturadas não é rápido, nem simples – isso significa mais gasto de tempo para o fotógrafo, o que normalmente, extrapola do que foi estabelecido anteriormente.

É óbvio, que imprevistos acontecem e que, às vezes, é necessário um número maior de fotos por uma razão ou outra. O cliente deve estar ciente de que pode haver um custo adicional para o processamento de mais imagens. Nesse caso, o mais simples a fazer é agir com transparência e estar sempre, em comunicação. Assim, tudo flui tranquilamente.

E como ficamos?

Minha esperança é que eu tenha alcançado alguns “não-fotógrafos”, que nunca pensaram no assunto por esse prisma, e que no futuro, ao tratar com um fotógrafo profissional, saibam disso. Será bom também, se atingir alguns companheiros fotógrafos, que possam utilizar minhas ideias em seus negócios.

Esse é um assunto complicado – ninguém quer decepcionar o outro, especialmente, quando esse está lhe pagando.

Comunique-se!

Problemas a respeito dessa questão, geralmente, podem ser tratados de forma simples, através de conversas objetiva e gentis, que deixem claras as expectativas de cada parte, antes da sessão fotográfica, quando os detalhes do projeto estão sendo tratados.

Eu nem sequer cito a possibilidade de entregar um arquivo em RAW.

Se uma empresa me contrata como fotógrafo, mas deseja – ela mesma – editar e processar as imagens, com a finalidade de manter seu estilo, buscarei uma forma de trabalhar com ela!

Mas, minha esperança é que se você estiver lendo meu texto e vai contratar um fotógrafo no futuro – talvez, até eu mesmo! – que você compreenda de forma mais profunda, o ponto de vista dos fotógrafos. Espero que você entenda, que estamos dizendo “Não”, por uma razão relevante e não, porque somos idiotas.

Contrate um fotógrafo cujo trabalho te agrada, no qual você confia e acredite no seu processo de trabalho.

Tradução adaptada do artigo de Caleb Kerr  para o site Peta Pixel