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segunda-feira, 26 de maio de 2014

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Iº DESAFIO FOTOGRÁFICO DE VERÃO 2014 - RESULTADO



Saiu o resultado do Iº DESAFIO FOTOGRÁFICO DE VERÃO da Escola de Fotogria Studio3 & Sesiminas!

A aluna vencedora das duas fotos foi Maísa Camagos, formada na turma do Curso de Fotografia Profissional 2012!


A seleção se deu, de forma absolutamente imparcial e aberta, em duas etapas - a primeira foi feita por um grupo formado por mim, representando a Escola e por colaboradoras da Gerência de Cultura, representando o SESI.
A segunda, foi feita pela New360 Comunicação, que recebeu o resultado da primeira seleção.

Agradecemos e parabenizamos os participantes, que abrilhantaram a competição, produzindo material fotográfico de alta qualidade - Adriana Souza Salvador, Walisson Queiroz, Bruno Correa, Maria Elizabeth Pimentel Maluf, Ana Caroline de Carvalho e Maísa Mary Camargos.
Todos fizeram um trabalho fotográfico excepcional!
Será uma honra tê-los, novamente, inscritos nos próximos eventos.

Esperamos, que o DESAFIO tenha proporcionado experiência, incentivo e conhecimento à todos - a fotografia publicitária, em algumas ocasiões, pode parecer simples, mas não é.
O trabalho limitado a determinadas necessidades, a um layout prévio, exige concentração, entendimento da melhor captura para utilização em diversas mídias, domínio da técnica fotográfica e de iluminação, de direção de modelos e do conceito da campanha.
Tivemos pouco tempo para realizar o projeto.

Merecem nossos aplausos, a equipe super competente da Gerência de Cultura do SESI- DR-MG, em especial, a Thiago Maia, nosso Gerente de Cultura, idealizador do projeto, que fez todos os esforços para que tivéssemos sucesso.
Nosso muito obrigada à equipe do Centro de Cultura Nansen Araujo e à New360 Comunicação pela disponibilidade.

Nossos pacientes e brilhantes modelos, Gabriel Barreto e Hanny Guimarães representam os alunos e clientes - aqueles que são transformados pela imersão no universo do conhecimento. A eles, nosso muito obrigada, pelas mais de 7 horas de trabalho!

Assim, numa ação conjunta as Escola de Cultura do SESI seguem cumprindo sua missão de valorizar os talentos trabalhados aqui, de trabalhar, sempre, buscando a excelência e de disseminar a arte e a cultura em nosso estado.

Seguindo o processo, o prêmio de R$500,00 (quinhentos reais) por cada foto selecionada, será pago diretamente pelo SESI DR-MG, à aluna ganhadora.
Para isso, informaremos através de email, os trâmites.

Em 2014 estaremos ampliando nossas ações, a fim de que os alunos, que nos chegam, obtenham no melhor - o trabalho realizado em conjunto, com dedicação e domínio, sempre, resultam em satisfação.

As fotos vencedoras estão aqui-  em breve, estarão ilustrando outdoors, cartazes, flyers, camisetas, banners, backbus e todas as mídias, que fazem parte da campanha!

Tenham todos um ótimo dia!

Andreia Bueno

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

FOTOGRAFIA BOUDOIR


Na semana passada, realizamos a primeira prática do Módulo "Fotografia Sensual Feminina", da Escola de Fotografia Studio3, em parceria com o Sesiminas, também denominada "Boudoir", embora o último, encerre um conceito diferenciado.

Foram dois dias, com 14 horas de exercícios - aproveitei e fotografei com meus alunos, esse que é meu trabalho principal.
Seguiremos com novas práticas e outras modelos, até que todos estejam seguros e dominem a matéria.

Os resultados de todos foram excepcionais.

Nessa postagem:
Fotografia: Andreia Bueno
Modelo: Kelly Monteiro

Em breve, postaremos o trabalho dos alunos e publicaremos um artigo sobre o assunto, que merece atenção especial, por exigir técnicas bem específicas.

Boa semana a todos os visitantes!










domingo, 10 de novembro de 2013

FOTOGRAFIA NEWBORN




A Fotografia Newborn se tornou o alvo de um grande número de fotógrafos, que encantados com os resultados, mergulham no universo dos recém- nascidos.
Mas o tema é delicado e merece, além de "vocação" e delicadeza para lidar com os pequenos, muito estudo.

O estúdio dedicado aos recém-nascidos deve ser montado de forma a proporcionar conforto e segurança, sendo indispensável a climatização.
É interessante ter muitos tecidos, de cores variadas e texturas delicadas, para montar os cenários.
Os acessórios podem ser de crochê, fitas, tricô, entre outros materiais.

Além disso, os fotógrafos podem adquirir almofadas especiais, de formatos específicos, onde os bebês podem ser apoiados, quando em pose.

Cestos e barris de superfícies ásperas, estão vetados, mesmo que cobertos.
É fundamental ter um assistente ao lado do bebê, todo o tempo.

Abaixo, um texto extraído do site da Associação Brasileira de Fotógrafos de Recém-nascidos, que orienta os profissionais no exercício da profissão:

"1. Nunca deixar o bebê sozinho, seja no pufe, em um cesto ou em qualquer outro lugar. O bebê deverá estar SEMPRE ao alcance das mãos de um adulto responsável por cuidar dele, seja o próprio fotógrafo, um assistente ou um dos pais. Apesar de ser bem pouco provável, é possível que em um reflexo, estique as pernas ou faça algum movimento inesperado que pode desequilibrá-lo ou colocá-lo em uma situação de risco. Por isso é importante a supervisão constante.
2. Verificar a segurança dos materiais e acessórios a serem utilizados. Recomendamos a utilização de materiais macios, confortáveis e que não apresentem risco de quebra. Jamais devem ser utilizados objetos de vidro ou louça, que podem representar um risco grande para a segurança do bebê. Nas poses em que o bebê ficará pendurado dentro de um tecido ou uma rede, é importante testar a integridade do suporte com um peso que seja no mínimo o dobro do peso do bebê, por pelo menos 10 minutos. Em situações como estas, é importante suspender o bebê em até 20 cm e fazê-lo sobre um pufe ou com as mão de um adulto responsável por baixo.
3. Cuidado e atenção constantes com a higiene. Os recém-nascidos possuem o sistema imunológico frágil e por isso estão mais sujeitos à infecções. É imprescindível que você higienize suas mãos antes e durante a sessão com álcool em gel, além de manter o ambiente e todos os materiais que entrarão em contato com o bebê limpos. Caso ele use uma chupeta, mantenha um recipiente limpo para colocá-la quando não estiver em uso e esterilize-a a cada vez que cair no chão.
Observação importante: caso você ou alguma pessoa de sua família com quem você tenha contato próximo, esteja doente ou com suspeita de alguma doença contagiosa, cancele ou transfira a sessão para outra data, evitando assim o risco de contaminação do bebê.
4. Alergias. Apesar de ser pouco provável que o bebê desenvolva alergias devido ao contato com mantas e cobertores durante a sessão, é importante que todos os materiais nos quais a criança será exposta sejam lavados com sabão neutro apropriado para o uso de recém-nascidos.
5. Cuidado e atenção para a circulação sanguínea. É comum que os recém-nascidos tenham a circulação sanguínea diminuída nas extremidades, mãos e pés, por isso mantenha-se atento para alterações na coloração dessas partes durante as poses, que podem comprometer ou dificultar ainda mais a circulação. Caso perceba que as mãos ou os pés estão ficando muito vermelhos ou arroxeados é necessário retirar o bebê da pose para a circulação voltar ao normal.
6. Poses elaboradas requerem montagens fotográficas. A cabeça de um recém-nascido é bastante pesada em relação ao corpo, podendo representar um terço do peso total. Esta informação é importante porque em todas as poses onde o bebê fique na vertical (ou com a cabeça apoiada sobre as mãos) é necessário que ele esteja seguro durante todo o tempo, jamais sendo deixado sozinho na pose. Nesses casos, você deverá fazer uma montagem fotográfica com duas ou mais imagens, na qual o bebê tenha sido apoiado em pontos diferentes.
Quando posicionado dentro de baldes ou cestos, especialmente aqueles que tenham a base menor do que a boca, é necessário usar um contra-peso no fundo do mesmo, para evitar seu tombamento.
7. Atenção para os reflexos primitivos. Os recém-nascidos são dotados de alguns reflexos específicos para garantir sua sobrevivência fora do útero, que devem ser conhecidos e observados para evitar situações perigosa. O reflexo de busca, por exemplo, se dá quando encostamos na bochecha e o bebê vira o rosto para procurar o seio materno. Se estiver em sono leve ou ligeiramente faminto, poderá fazer isso durante a pose e ocasionar um movimento brusco, como rolar para a frente no pufe. Neste caso, o ideal é deixar que ele mame antes de continuar com a sessão.
Outra reação que deve ser estudada, é o reflexo de Moro, quando as pernas e os braços esticam e o fecham rapidamente. Isto geralmente acontece quando os pequenos ouvem um barulho forte ou com uma mudança brusca de  posição. Além de gerar choro e irritação, este reflexo pode ser perigoso nas poses em móveis, então evite ambientes barulhentos.
É importante também prestar atenção ao reflexo de encurvamento do tronco, conhecido por reflexo de Galant: quando a criança está de bruços e é tocada nas costas (ao longo da espinha ou nas laterais acima dos rins) ela flexiona o tronco para o lado tocado, causando o desequilíbrio da mesma. Nesta situação, é importante ressaltar que os pais não toquem ou acariciem as costas do bebê.
8. Atenção às limitações pessoais de cada bebê. Cada bebê tem seus próprios limites corporais e podem não se adaptar a determinadas posições. Se você perceber que o bebê está resistindo a uma posição, ou se ele começar a chorar e resmungar sempre que colocado naquela pose, mude a posição e fotografe-o em outras poses. Isto é importante para garantir o conforto e evitar o risco de machucá-lo ao forçar determinada posição.
Bebês que sofrem de refluxo (comum entre recém-nascidos) podem ter maior dificuldade para ficar de bruços ou nas posições com o corpo dobrado sobre o abdômen. Orientamos que busquem posições mais naturais e confortáveis.
9. Atenção à temperatura e umidade relativa do ar. Antes de despir o recém-nascido, é importante verificar que o ambiente esteja na temperatura ideal, entre 26 e 30 graus Celsius. O conforto térmico da criança irá variar de acordo com seu metabolismo, entretanto, é preciso estar atento aos sinais de frio e calor para regular a temperatura de acordo com a necessidade de cada um. A umidade relativa do ar deve ficar entre 50 e 60%, pois em ambientes muito secos e quentes você pode não perceber o suor do bebê, que evaporará rapidamente, levando-o a um quadro de desidratação. A mãe do bebê também deverá amamentá-lo nos horários rotineiros ou a cada 2 horas, para garantir que não haja desidratação.
10. Verificar o estado geral de saúde do bebê. O fotógrafo precisa se informar previamente com os pais sobre o estado geral de saúde do bebê, problemas congênitos, má formação ou qualquer outro problema que possa interferir nas poses. Caso haja alguma condição pré-existente, é recomendável solicitar aos pais um atestado formal assinado pelo pediatra liberando o bebê para a sessão fotográfica. É sempre melhor pecar pelo excesso de zelo, pois algumas vezes a ansiedade dos pais em obter fotos lindas pode ofuscar a preocupação com a segurança, portanto é dever do fotógrafo alertar os pais sobre os riscos."
No vídeo, um dos acessórios mais interessantes para apoiar o bebê, com segurança, na pose "butterfly"!

Video from - http://fotojennics.ca/



sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

FOTOGRAFIA NOTURNA . LOW LIGHT PHOTOGRAPHY . PARTE I

Foto: Andreia Bueno . Março de 2011

Iniciando o tema “Fotografia Noturna”, o texto discorre sobre os equipamentos e como eles se relacionam com os processos e desafios desse tema.

Embora a escolha de câmeras, objetivas, tripés e outros acessórios seja uma questão pessoal, uma breve explicação sobre o equipamento essencial para a fotografia noturna pode ajudar o fotógrafo a optar de forma eficiente.


A Câmera

Quase toda câmera que permita encaixe em tripés, possui controles manuais e possibilidade de exposições prolongadas podem ser utilizadas. Geralmente, as câmeras compactas, point-and-shoot não funcionam muito bem à noite e ,até mesmo, aquelas que possuem o modo pre-definido “cena noturna”, funcionam apenas, para fotografias em condições específicas, de monumentos iluminados, fogos de artifício
ou para imagens que combinem a exposição utilizando o flash incorporado com tempos, levemente, estendidos.

A regra geral para câmeras de filme é “quanto mais simples, melhor. Câmeras totalmente mecânicas, que não necessitam de bateria para acionar o obturador, funcionam muito bem para a fotografia noturna.

As câmeras SLR de baixo custo, fabricadas a partir de 1970, como a Pentax K1000, Nikon FM ou FG, ou Canon FTB, permanecem disponíveis no mercado de equipamentos usados e são, geralmente, duráveis ​​e confiáveis. Câmeras médio formato e TLR são, também, adequadas a esse tipo de trabalho e ,surpreendentemente, acessíveis, depois que os profissionais que costumavam utiliza-las, migraram para as digitais.
 

As famosas Hasselblad série 500 são utilizados por muitos fotógrafos e por boas razões - são simples de operar e construídas para durar. Até mesmo as câmeras grande formato podem ser usadas com sucesso na fotografia noturna, embora possa ser, extremamente, desafiador compor e focar.

Todas as câmeras DSLR podem ser usadas à noite, mas, na maioria dos casos, os modelos mais novos produzem melhores resultados. A maior vantagem das câmeras DSLR recentes é o fato de produzirem níveis menores de ruído, mesmo trabalhando em longos tempos de exposição e sensibilidade ISO elevada, em relação às mais antigas. 

Essa afirmação é, especialmente, comprovada quando se observa os resultados obtidos pelas câmeras dotadas de sensores full frame, quando comparados aos produzidos por câmeras que possuem sensores menores, embora o ruído esteja sendo, cada vez menos importante, a cada geração de câmeras produzidas e a cada software de processamento lançado.

Câmeras digitais são produtos em que se tem, realmente, o que se paga e, geralmente, uma boa prática é adquirir o lançamento mais recente e mais caro que a capacidade financeira do fotógrafo pode comprar –supondo-se que se pretende imprimir as fotografias capturadas.

Se a intenção é, apenas, exibi-las num site, uma câmera com menor capacidade é suficiente. 

As principais características a serem observadas ao adquirir uma câmera digital são as seguintes:

• A primeira e mais relevante característica necessária é a capacidade de gravar arquivos RAW e possuir controles de exposição, totalmente, manuais.


• Procure câmeras que possuem sensores CMOS, que são menos suscetíveis ao ruído em longas exposições, devido ao acumulo de calor.
As marcas Canon e Nikon usam sensores CMOS em todos os seus modelos atuais.

• O recurso Live View é, extremamente, útil para focagem.

• A capacidade de trabalhar em ISO elevado (6400 ou superior) é importante para a realização de exposições de teste, sob a luz deficiente da noite ou madrugada.

• Prefira câmeras que tenham a opção de configuração, no menu, para redução de ruído em ISO elevado e em longos tempos de exposição.

• Verifique a disponibilidade de entrada de um cabo disparador com um temporizador embutido.

• Algumas câmeras, que disponibilizam a opção de “redução de ruído em ISO elevado” ou “redução de ruído em longa exposição”, permitem que se continue fotografando enquanto o ruído é, pela câmera, processado – verifique a possibilidade. Nas Canon, essa capacidade é característica dos modelos 5D e 5D Mark II ou superiores.

• Câmeras com sensores full-frame geram menos ruído e possuem variadas opções de objetivas disponíveis.

• A câmara utilizada na fotografia de longa exposição, deve ter um corpo bem construído, resistente à intempéries.
• O controle da sensibilidade ISO deve ser, facilmente, acessível.

• Escolha uma câmera que possua o painel LCD traseiro iluminado, ou melhor ainda, informações de configuração exibidas.

Objetivas

Depois da câmera, a escolha da objetiva é o próximo passo.

Objetivas de distância focal fixa, as chamadas “lentes prime” e as objetivas que possibilitam opção pelo foco manual, produzem melhores resultados e são mais fáceis de trabalhar em condições deficientes de luz.

Apesar das objetivas que possuem foco automático oferecerem a opção para foco manual, são otimizadas e construídas para produzirem seu melhor resultado, quando se utiliza o foco automático.

A velocidade de foco é a principal preocupação nas objetivas para que consigam focar objetos em movimento.

Assim, o grupo de lentes - que compõe a objetiva deve se movimentar a fim de conseguir focar, do ponto de foco mais próximo até o infinito - é bastante reduzido nas lentes auto foco. Um grupo de lentes reduzido, somado à baixa tensão das mesmas, características da construção de várias objetivas, dificultam a operação de focagem manual e sua precisão. 

Outra característica de construção das objetivas modernas, concebida para preservar o motor de auto foco, é sua capacidade de focar além do infinito. Isto significa que, quando se está focando manualmente, não basta simplesmente, girar todo corpo da objetiva, movimentando o jogo de lentes em seu interior até o final, para definir o foco no infinito – nesse ponto, a objetiva estará focando além do infinito. Se uma objetiva é, acidentalmente, focada para além do infinito, nada ficará nítido na fotografia capturada.

Lentes prime, geralmente, têm aberturas de diafragma maiores do que as lentes zoom, o que torna mais fácil a tarefa de focagem, enquadramento e composição da foto no escuro.
A maioria das prime têm melhor rendimento, desempenho e produzem imagens de qualidade superior, mesmo quando comparadas às melhores lentes zoom.
Prime são projetadas para uma única finalidade e zooms são obrigadas a realizar o trabalho de várias objetivas, muitas vezes, a um custo mais baixo.

Atualmente, por questões de conveniência, as lentes zoom são muito mais comuns do que as lentes prime.
As objetivas zoom, claro, podem ser utilizadas, porém, exigem cuidado extra.
A qualidade das imagens obtidas com objetivas zoom melhorou, substancialmente, nos últimos anos - problemas de reduzida nitidez, resolução inferior e flare são, hoje, menores do que eram a 15 anos.
Ainda assim, o complexo design óptico de objetivas zoom significa que, dentro do corpo, há mais superfícies de vidro capazes de refletir a luz, o que provoca flare. No caso de uso de objetivas zoom para a fotografia de longa exposição, é aconselhável evitar o uso das de baixo custo, que vem no kit de muitas câmeras, assim como as que cobrem uma escala de distãncias focais muita ampla.

Embora seja, inegavelmente, conveniente uma objetiva que varie de 18 mm (grande angular) a 200 mm - ou até 400 mm (teleobjetiva), não se pode esperar que ela tenha um desempenho tão eficiente quanto uma prime, mesmo que tenha preço elevado, principalmente, em condições desafiadoras, como as que se trabalha na fotografia noturna.

Para a maioria dos fotógrafos, o dinheiro gasto na alta qualidade de lentes prime, é bem gasto.
A Zeiss fabrica lentes prime de foco manual de excelente qualidade para mount Canon, Nikon e Pentax. Essas lentes são projetados para atender às exigências do trabalho com câmeras full frame DSLR de altíssimas resoluções.

Lentes prime com foco manual, fabricadas a partir da década de 1970 e 1980, oferecem excelente custo X benefício e podem ser , facilmente, encontradas no mercado de equipamentos usados. Não são tão boas quanto as modernas, mas oferecem ótimo retorno a um investimento mínimo e têm a vantagem de serem pequenas e leves.


É necessário observar que nem todas as lentes prime de foco manual podem ser utilizadas com câmeras DSLR, sendo necessário o uso de adaptadores, que são relativamente, baratos e estão se tornando cada vez mais comuns.

Quando a Canon e a Nikon (que há muito dominam o mercado SLR) lançaram equipamentos com sistema auto foco, em meados dos anos 80, adotaram  diferentes abordagens para a engenharia das novas câmeras e objetivas.
A Canon optou por começar do “ponto zero” e projetou um mount, completamente,  novo
A Nikon optou por manter o mount já existente, permitindo que os fotógrafos continuassem a usar suas lentes antigas.
Consequentemente, as primeiras lentes Canon dotadas de sistema auto foco, tinham desempenho mais rápido e mais suave do que as fabricadas pela Nikon.
Essa disparidade foi eliminada e alguns fotógrafos consideram que a Nikon apresenta uma ligeira vantagem no desempenho do auto foco, em relação a Canon.
Os avanços na tecnologia de auto foco privilegiaram, principalmente, a velocidade de focagem, em detrimento da performance, sob condições deficientes de luz.
A maioria das lentes Nikon de foco manual podem ser adaptadas nas DSLRs atuais.

As lentes Canon de foco manual (FD) não podem ser usadas em DSLRs Canon, sem um adaptador, que inclui um elemento ótico adicional o que, geralmente, reduz a qualidade da imagem. Estes elementos extras funcionam como teleconverters por aumentarem a distância focal e pelo fato de limitarem, de forma importante, o ângulo de visão da lente. 

Felizmente, para os que utilizam câmeras Canon, as roscas de montagem das objetivas Nikon, Olympus, Leica, M42 e as da Contax  de foco manual podem ser, facilmente, adaptadas sem a necessidade de um elemento óptico adicional.

Existem dois grandes inconvenientes na adaptação de objetivas de outros fabricantes nas câmeras DSLR de marcas diferentes. Devido a espessura da placa, que se encontra entre o corpo da câmera e a lente, a escala de distância da lente pode não ser precisa. Se um adaptador é utilizado, a focagem deve ser feita visualmente, em vez de através da escala de distância contida no corpo da objetiva.

Nenhum adaptador é necessário para se utilizar objetivas com foco manual Nikon, nas câmeras DSLR da mesma marca e a escala de distância pode ser, tranquilamente, utilizada para focagem no infinito.

Como as operações com essas lentes são, completamente, manuais, elas não são indicadas para outros tipos de trabalhos fotográficos, que exigem espontaneidade e resposta rápida do equipamento.


Objetivas que possibilitam controle da perspectiva (PC) são, especialmente, úteis para fotógrafos que atuam na área da arquitetura e precisam evitar a convergência de linhas verticais, ocasionada pelo movimento de inclinação da câmera, a fim de capturar o topo de altas edificações.
São, também, ótimas para criar fotos panorâmicas formadas por duas imagens capturadas com a lente deslocada para a extrema direita e para a extrema esquerda – a perspectiva não é alterada quando as lentes PC são deslocadas, permitindo que as imagens sejam, perfeitamente, soldadas usando-se o Photomerge, um plugin do Photoshop, que combina automaticamente, várias imagens em uma única panorâmica.

As lentes PC mais antigas podem ser adaptadas para as DSLRs e são, substancialmente, mais baratas do que as mais modernas. As modernas objetivas PC possuem melhor óptica e revestimento, que as produzidas nas décadas de 70 e 80, sendo portanto, mais nítidas e livres de aberrações cromáticas e flare.

A maioria dos amantes da fotografia noturna prefere objetivas grande-angulares a normais, que capturam mais da atmosfera da cena, enriquecendo a imagem obtida.
Elas podem, também, ser usadas ​​com aberturas maiores (proporcionando menor tempo de exposição), mantendo uma profundidade de campo razoável.
A seleção básica de objetivas prime para fotografia noturna inclui uma grande-angular extrema, uma grande-angular média e uma normal.

Grande-angulares extremas para sensores APS (sensores de dimensões menores do que os full frame) são limitadas e caras. Objetivas de distâncias focais maiores podem ser, também, utilizadas na fotografia noturna, embora apresentem o incoveniente de terem, geralmente, aberturas máximas de diafragma reduzidas, dificultando a tarefa de compor e focar no escuro. As teleobjetivas podem apresentar aberturas extremamente reduzidas, para que se obtenha profundidade de campo razoável, obrigando o fotógrafo a exposições mais longas ou a trabalhar com ISOs mais elevados, o que pode gerar imagens com altos níveis de ruído.

TRIPÉ


A próxima escolha é o tripé. Vale investir em um tripé de qualidade profissional, considerando sua estabilidade, tamanho e peso. Os modelos mais simples e de baixo custo não oferecem boas condições de trabalho, mesmo sob brisa suave.


É fundamental considerar estabilidade  X tamanho e peso, porque mesmo o mais caro tripé de fibra de carbono pode vibrar em determinadas condições de vento, uma vez que são, extremamente, leves.
Esses tripés podem ser adequados para exposições de alguns segundos, mas as longas exposições necessárias para fotografia noturna, à luz da lua, necessitam de um tripé resistente.

Alguns tripés possuem um gancho na parte inferior da coluna central, em que o fotógrafo você pode pendurar um peso e melhorar a estabilidade do conjunto, em situações de vento forte.

Tripés de qualidade têm seus componentes vendidos separadamente – cabeça e pernas.
O fotógrafo pode escolher pernas que tenham capacidade de ampliar sua altura, evitando com isso, a necessidade de se levantar a coluna central, já que essa manobra torna o sistema menos estável.
Tripés que têm pernas de três seções são, também, mais estáveis ​​do que os tripés de viagem, que têm quatro ou cinco seções e podem ser dobradas e se tornarem compactos e mais fáceis de transportar.

A maior parte das pernas dos tripés são feitas de alumínio ou fibra de carbono. Tripés de alumínio são mais baratos e tripés de fibra de carbono são mais leves.

Existem dois tipos principais de cabeças de tripé: as cabeças pan-tilt e cabeças esféricas.
As cabeças pan- tilt têm três botões para ajustar o ângulo da câmera, separadamente, em cada sentido e as cabeças esféricas movem-se, livremente, em todas as direções, quando o botão de ajuste está destravado.
As cabeças pan- tilt são as preferidas dos fotógrafos de arquitetuta, pois a câmera pode ser posicionada e alinhada com o assunto, com maior precisão. Tendem ainda, a serem maiores e mais pesados, mas são, geralmente, mais baratos do que os de cabeças esféricas de qualidade similar.

As cabeças esféricas utilizam um mecanismo composto por uma esfera e um soquete, para ajustar a posição da câmera, podendo ser ajustada em todas as direções com a manipulação de um único controle.
As cabeças esféricas de melhor qualidade possuem, ainda, um ajuste de tensão que os torna mais fáceis de serem controlados, mas esse recurso aumenta seu preço, consideravelmente.
As cabeças esféricas são as favoritas dos fotógrafos que trabalham com assuntos em movimento e exigem respostas rápidas e frequentes.

Embora a distinção entre esses tipos de cabeça não seja significativa para a fotografia noturna, um tripé estável é importante.

Cabos e Controles Remotos


O intervalo de velocidade de obturação da maioria das câmeras não ultrapassa os 30 segundos no modo manual e, embora esse intervalo de tempo seja suficiente para algumas cenas noturnas iluminadas, ambientes mais escuros exigem exposições muito mais longas.

Para exposições muito longas é necessário definir a velocidade do obturador ou trabalhar no modo Bulb, utilizando um cabo disparador ou controle remoto sem fios. Quase todos os fabricantes de câmeras disponibilizam esses acessórios da própria marca, mas existem no mercado, os alternativos, menos dispendiosos.
Um cabo disparador é, basicamente, um interruptor que mantém o obturador aberto enquanto o interruptor está acionado ou até que a bateria da câmera se esgote. Embora as câmeras mais atuais possuam disparadores ou controles- remotos de modelos específicos, as câmeras de filme mais antigas, assim como as de médio e grande formato, utilizam um cabo disparador mecânico universal.

Para fotógrafos que realizam longas exposições em bases regulares ou qualquer pessoa interessada em registrar trilhas das estrelas, é altamente recomendado o uso de disparadores que possuam timer.

 As diferenças de preço entre os acessórios de marca e os alternativos pode ser substancial. Ao que parece, os disparadores com timers integrados das marcas Canon e Nikon são fabricados por outra indústria e, em seguida,  recebem as marcas originais - os alternativos são vendidos por um terço do preço do custo dos originais.

 A grande vantagem dos disparadores com timer é que podem ser programados para uma exposição ou para uma sequência delas, ao contrário de um disparador sem timer, que obriga o fotógrafo a cronometrar o tempo de exposição com um relógio e fechar, manualmente, o obturador no instante exato. 

Bloqueadores

Flare vindos de fontes luminosas localizadas fora da cena podem provocar grandes problemas à noite, razão pela qual, é sempre essencial utilizar dispositivos que previnam o efeito indesejável, tal como o para-sol.
É importante escolher um modelo específico para cada lente, pois os modelos errados provocam vinhetas nas grande-angulares e podem não oferecer proteção adequada para uma teleobjetiva.

Os para-sóis estilo “borboleta”, que são projetados para objetivas zoom prometem atender o comprimento focal variável dessas lentes, mas não bloqueiam a luz vinda de várias fontes potencias de flare.


Uma alternativa útil pode complementar o efeito obtido com o para-sol: uma sapata ou braço articulado , normalmente, montado em tripés com uma garra para prender um bloqueador. Com esse acessório, o bloqueador feito de um cartão negro, pode ser colocado em qualquer posição e é mais eficaz do que um único para-sol.

Existem modelos de braços articulados que podem ser adaptados tanto na sapata da câmera quanto no tripé.

A utilização desse sistema é mais eficiente em noites de brisa suave pois, sob fortes ventos, o cartão vibrará, provocando movimento na câmera, funcionando como a vela de um barco.

Acessórios Básicos

Acima, estão algumas das necessidades básicas para a fotografia noturna, mas existem outros acessórios que podem tornar o trabalho de campo mais criativo, eficiente e confortável.

Embora a tecnologia de produção de baterias esteja sempre melhorando, é aconselhável que o fotógrafo tenha consigo, pelo menos, mais duas baterias sobressalentes para a câmera, e jogos extras para os flashes e para as lanternas.

Uma lanterna pequena presa a um cordão que possa ser usada ao redor do seu pescoço é uma ajuda inestimável para encontrar coisas dentro da mochila ou mesmo, enxergar os controles da câmera.

Esta, deve ser uma luz, relativamente, fraca, de preferência vermelha para preservar a visão noturna nos ambientes escuros. A  utilização de luz branca e intensa para a realização de tarefas de ajuste e manutenção, quando os olhos do fotógrafo já estão acomodados com a escuridão é, extremamente, desagradável e ineficiente, podendo ofuscar a visão, além de atrair a atenção indesejada para ele próprio.

Lanternas de cabeça são, também, acessórios de grande valia, que podem ser adquiridos a preços reduzidos. Facilitam, imensamente, quando o fotógrafo caminha no escuro ou necessita manipular objetos.

A “capa de chuva” para a câmera pode fazer a diferença se, diante de uma grande foto, a chuva se inicia. Existem várias opções de alta tecnologia para proteção de câmeras, mas uma touca de banho de plástico descartável, não ocupa espaço, não pesa a mochila e faz o trabalho muito bem sob chuva fraca e garoa. Um saco plástico de lixo e elástico também podem ajudar e mante-lo à mão é a segurança de que a mochila estará limpa e seca, caso seja necessário coloca-la no chão ou em locais sujos.

Lenços de papel, uma flanela ou um pequeno retalho de microfibra são úteis para manter a lente limpa e seca.

GPS e bússolas são muito úteis quando o trabalho de campo é realizado em locais abertos, fora do perímetro urbano ou desconhecidos.

As câmeras digitais registram o EXIF de cada exposição, mas muitos fotógrafos lançam mão de um gravador portátil para fazer anotações sobre a localização, exposições ou descrições detalhadas de detrminado light painting. Para os tradicionalistas. Um bloco de papel e uma caneta funcionam muito bem. Anotar as configurações das exposições é essencial para os amantes da fotografia analógica, pois a melhor forma de aprender a calcular a exposição é através da comparação dos negativos com a notas, cuidadosamente, registradas.

Não há muito mais necessário à Fotografia Noturna e o equipamento pode ser, sempre, ampliado : lanternas de variados modelos e formatos mais potentes, diferentes filtros, novas objetivas.

Antes de tudo, estudo e criatividade.

Kit Básico de ferramentas para Fotografia Noturna























1. Flash dedicado com suporte para filtro (gelatina)
2. Filtros coloridos para flash (gelatinas)
3. Cronômetro digital
4. Controle remoto ou disparador com timer
5. Controle remoto ou disparador sem timer, de reservaLiberação de duração indeterminada de reposição
6. Sapata de tripé ou Sargento
7. Nível de bolha
8. Lanterna pequena para orientação e auxílio
9. Lâmina de papel escuro ou papel cartão preto para que, enrolado em forma de cilindro, modifique e direcione o facho de luz das lanternas ou flashes.

10. Touca de banho de plástico para proteger a câmera
11. Lanterna de LED para a light painting
12. Lanternas diversas para a light painting
13. Clip para prender bloqueadores na câmera, evitando luzes intrusas na objetiva e flare
14. Bloqueadores pequenos

Andreia Bueno ©. Janeiro de 2012


No próximo post, mais sobre Fotografia Noturna.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

REFERÊNCIAS NA CONSTRUÇÃO DO OLHAR . FRANCESCA WOODMAN









FRANCESCA WOODMAN

UMA FOTÓGRAFA INTENSA













Francesca Woodman nasceu numa família de artistas - George e Betty Woodman - em 1958 em Denver, Colorado, nos EUA.

Desde cedo se interessou por fotografia, tendo começado a fotografar aos 13 anos, em médio formato e a preto e branco. Aos 17 anos, ingressou na Rhode Island School of Design (RISD) onde, desde que iniciou os seus estudos, era notório que já sabia, exatamente, o que queria. Depois de algum tempo de estudo, do qual, uma parte em Roma, Francesca mudou-se para Nova Iorque para seguir sua carreira como fotógrafa.
Francesca utilizou elementos do simbolismo, do Barroco, do Surrealismo e do Futurismo. Suas fotos transportam o observador para um ambiente fantasmagórico, profundamente emocional, sensual e até mesmo, ocasionalmente, perturbado e violento. Mas seu trabalho era genial, no sentido de ser pouco comum. Não é possível ficar-lhe indiferente pela beleza, pela estranheza e pela audácia.É, também, fascinante, que  ela não tentasse capturar o instante suspenso no tempo, mas antes, preferisse mostrar a fluidez do arrastar do tempo. Sua obra, frequentemente, contém elementos performáticos – fotografando- se ou a amigos próximos em movimento,reduzia e ampliava o registro a um arrasto, produzindo uma arte em B&W gerada através dos longos tempos de exposição, na busca do registro do “movimento estático” tão discutido na fotografia.
Pode-se dizer que o escopo de seu trabalho é o auto-retrato encenado, em que a nudez é um elemento essencial, por ser colocado como parte dos objetos e de todo o ambiente que o envolve. A natureza, as casas tinham um papel fundamental em suas composições. Com esses elementos criava ambientes sinistros e com grande densidade simbólica, onde encenava histórias cheias de melancolia e tristeza, onde ela era o centro de tudo. Interessava-lhe relacionar-se com o espaço e compor jogos complexos, fazendo-se desaparecer numa superfície plana – tornando-se a parede por trás de papeis, escondendo partes de seu corpo por trás de vidros, fazendo parte do chão – constantemente, contrastando a fragilidade e vulnerabilidade do seu próprio corpo com a força dos objetos à sua volta. Os cenários de suas fotografias eram, frequentemente, salas de casas velhas, com paredes descascadas, espaços vazios que remetem ao local onde Francesca cresceu com os seus pais, ambos artistas.Fascinada por limites e fronteiras, seu trabalho explora os árduos limites entre a adolescência e a idade adulta, entre a existência e o derradeiro desaparecimento – a morte.
Os auto-retratos de Francesca Woodman não pretendem nenhuma contextualização com o meio social. Pelo contrário, expressam um mundo interior solitário, através da representação do corpo. Suas fotografias permitem a observação de um imaginário pessoal e um processo de busca individual.
Suas imagens e frases mostram uma pessoa ambiciosa, desejosa de reconhecimento, que possuía ego de artista ,numa psique frágil - combinação que, eventualmente, pode ter contribuído para o final que escolheu para si própria.
Francesa Woodman vivia certa de que tinha um destino. Para muitos, esse destino é nítido em suas fotografias, para outros, permanece oculto nas mesmas. Francesca entregou-se de tal modo ao seu trabalho, que não ter reconhecimento rápido, se tornou o não-reconhecimento de si mesma. A palavra mais comumente utilizada para descrevê-la é  “intensa” e essa entrega de si própria ao trabalho, assim como intensidade que lhe era peculiar, nota-se em suas imagens,que se mantém vivas e cheias de significado.
Uma semana antes de seu pai participar da exposição mais importante da sua carreira, no Museu Guggenheim, em 1981, Francesca suicidou-se aos 22 anos. Apesar de seu primeiro livro (“Disordered Interior Geometrie”) ter sido publicado cerca de uma semana antes de sua morte, Francesca manteve-se praticamente, desconhecida enquanto era viva, só ganhando notoriedade em 1986, cinco anos após sua morte, graças a uma exposição no Wellesley College.
Em 2010 C. Scott Willis realizou o documentário ”The Woodmans” , sobre a família de Francesca. Retrata o ambiente familiar e a vida da fotógrafa. ”Creio que a minha maior surpresa foi poder ler seus diários e cadernos e ver seus trabalhos em vídeo”, disse o realizador do documentário. “Neles, descobri que sua obra é muito mais vital do que parece, e que tem muito mais a ver com a celebração da vida, do que com a ausência,  como costuma ser divulgado. Creio, como disse o seu irmão no documentário, que a arte era uma religião, para ela e para a sua família. Quem sabe, não é dai, que surgiu o problema”.
A arte não matou Francesca , e sim, deu-lhe vida.
No entanto, quando uma crise afetiva e criativa afetou sua capacidade de trabalho, a artista entrou em depressão profunda, terminando com sua própria vida e deixando, apenas,  120 fotografias que já foram exibidas e publicadas