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sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

PLANEJANDO SEU PRIMEIRO ESTÚDIO CASEIRO


Trabalhar em casa tornou-se tão comum em virtude da pandemia, que faltava pouco para que os fotógrafos aderissem ao hábito. Um estúdio caseiro pode ser um meio bastante econômico, onde o fotógrafo tem liberdade para trabalhar em tempos tão incertos. O truque é criar um espaço, que não entregue o fato de você estar fotografando na sua sala, de pijama e com seu pet como assistente! Felizmente, montar um estúdio caseiro pode ser fácil, sem gastar muito.

Antes de adquirir qualquer equipamento, é importante se questionar sobre que tipo de trabalho você deseja realizar - com que tipo de fotografia você planeja trabalhar? Por exemplo, o estúdio de retratos exigirá mais espaço e iluminação do que o de pequenos produtos. É essencial garantir desde o início, que você tenha espaço suficiente para fazer o que precisa. Não se esqueça de considerar o espaço necessário para a iluminação, tripés e outros equipamentos fora da área útil para fotografia.

Você planeja dedicar um espaço para usar como estúdio fixo ou precisa montar e desmontar seu equipamento? Se o seu estúdio é a sala de estar da sua casa, escolha um equipamento compacto e fácil de guardar quando não estiver em uso. Por exemplo, os suportes móveis para fundos são excelentes ferramentas, mas uma péssima decoração para casa. Felizmente, existem muitos suportes desmontáveis, que podem ser guardados entre os períodos de uso.

Iluminação Dentro do Orçamento



Tudo começa com a luz. Se você estiver trabalhando com um orçamento limitado, seja inteligente. Você tem janelas, que recebem luz intensa durante o dia? Elas poderão funcionar como uma fonte de luz natural para suas fotografias. Combine a luz da sua janela com um rebatedor dobrável, como luz de preenchimento e terá, num piscar de olhos, um estúdio compacto, por um custo muito baixo.

Mesmo com a melhor luz natural em casa, você pode, eventualmente, acrescentar uma fonte mais controlável, a fim de complementar sua janela ou mesmo obter uma luz principal, quando o sol estiver baixo. Se você já possui um flash, que possa ser acionado remotamente, procure adquirir um adaptador para usar com um softbox ou com uma sombrinha, que tanto pode ser difusora, quanto refletora.

Se e quando você decidir comprar uma luz de estúdio, escolha o modelo de melhor qualidade que seu orçamento permitir – o estúdio não é o melhor lugar para economizar. Se você for trabalhar apenas com fotografia, pode optar por flashes. Se você for complementar o trabalho fotográfico com vídeos, considere um LED.

Nenhuma fonte nua produz uma luz ideal para fotografia - você precisará investir em modificadores, a fim de moldar a luz e obter resultados melhores. Um ótimo ponto de partida é uma sombrinha simples. As sombrinhas são baratas e fáceis de guardar. Você também pode utilizar uma sombrinha difusora para simular o efeito de um softbox, sem ter que investir muito.


Mais uma observação sobre flashes: certifique-se de ter um dispositivo para dispará-los. Os meios mais comuns são os rádios, triggers ou cabos de sincronismo. Alguns modelos têm recursos sem fio integrados - verifique se é esse o caso e adquira acessórios compatíveis. Por fim, lembre-se de providenciar um tripé de iluminação para montar sua luz.

Transformando seu Espaço

Um bom estúdio caseiro não deixa nas imagens, sinal de que foi montado em casa. Isso é bastante fácil, quando se está trabalhando com pequenos produtos. Mesas simples são ótimas para produtos, macro e outros pequenos projetos. Uma tenda pode criar um ambiente limpo e simples em, praticamente, qualquer lugar além de ser dobrável e fácil de guardar. Aproveite o que você tem em casa - às vezes, o melhor fundo para um still pode ser uma toalha ou um livro. Brechós, antiquários e lojas de ferragens estão cheios de materiais interessantes e muitas vezes mais econômicos, que podem ser usados em um estúdio doméstico.


Se você planeja fotografar retratos, moda ou qualquer outro assunto de maiores proporções, precisará alocar mais espaço, caso contrário, as opções são simples. O fundo de papel próprio para fotografia é uma boa escolha, que transforma qualquer ambiente em estúdio, além de ter bom preço, ser resistente, bastante durável e fácil de enrolar quando não estiver em uso. É possível ainda, instalar um sistema de armazenamento e montagem na parede com perfis metálicos ou de madeira, para organizar o ambiente sem grandes investimentos. 

Você pode também, usar tecidos como musselina, veludo ou qualquer outro material, que considerar interessante para suas fotos. Fundos de pano podem ser dobrados após o uso, mas devem ser passados antes do uso, a fim de remover rugas.

Depois de ter escolhido um plano de fundo, você precisa de acessórios para montá-lo. Existem muitos suportes móveis, para facilitar o armazenamento. Os tripés são populares por conta da facilidade de montagem e por serem leves. Se você tiver um espaço dedicado ao estúdio, considere a possibilidade de instalar suportes na parede, que eliminarão a necessidade de montagem e desmontagem do sistema, além de liberar espaço extra para trabalhar. Procurando uma barra transversal econômica para tecidos e outros fundos sem tubo? Opte por um tubo de PVC, facilmente encontrados em lojas e ferragens e material de construção. Certifique-se, apenas, de que seja rígido o suficiente para suportar o peso e manter sua forma ao longo de seu comprimento.


Outra forma versátil e barata de fixar (temporariamente) os fundos é utilizando ímãs de neodímio e pequenas placas metálicas presas na parede com fitas adesivas.

 Acessórios

Os estúdios caseiros utilizam os mesmos acessórios “cotidianos”, que qualquer outro estúdio. Tenha alguns rolos de fita gaffer, pois sua utilidade supera muito seu baixo custo. Grampos e clipes são quase tão essenciais quanto a fita gaffer - seus usos são infinitos e todo estúdio deve ter, pelo menos, meia dúzia de cada tamanho.

Entre os benefícios do estúdio caseiro bem montado, está a possibilidade de usar itens tanto para as fotografias quanto para a casa. Cadeiras e bancos podem ser excelentes assentos para retratos. Por outro lado, o cubo de madeira, padrão do estúdio, pode ser um ótimo item doméstico, seja como uma escadinha, mesa lateral, suporte para livros, etc. Escadas, cabos de extensão e estabilizadores de tensão são itens básicos de estúdio, que são igualmente úteis em casa. O truque é ser engenhoso. Se você procurar, vai ficar surpreso com quantas opções já estão disponíveis em casa para começar seu estúdio caseiro.

Agora, é só começar e ir ampliando seu estúdio de acordo com a necessidade!

Janeiro - 2023

domingo, 4 de novembro de 2018

A MANIPULAÇÃO DE IMAGENS ANTES DA ERA DAS FAKE NEWS

Em nosso curso de fotografia em BH, estamos sempre estimulando os alunos a ampliarem seu repertório cultural, a fim de que possam enriquecer a criação de suas imagens.
Assim, iniciamos hoje, uma série de publicações, abordando fotos memoráveis, seus contextos e autores.

Neste texto, vamos explorar uma das fotos mais icônicas da história - A Bandeira Vermelha sobre o Reichstag.
Em tempos de uma enxurrada de fake news, poderíamos pensar que a internet e o Photoshop seriam, em boa parte, responsáveis.

Mas a manipulação de imagens não é procedimento recente – antes do surgimento da fotografia digital e dos softwares de edição e tratamento, delicadas técnicas manuais eram utilizadas para que a fotografia servisse aos objetivos do fotógrafo e da mídia. Uma das mais famosas imagens da tomada de Berlim pelos soldados soviéticos,durante a Segunda Grande Guerra feita pelo fotógrafo Yevgeny Khaldei, é a confirmação.

"A Bandeira Vermelha sobre o Reichstag" - Yevgeny Khaldei


Muitas vezes chamado de “Robert Capa Russo”, o fotógrafo ucraniano Yevgeny Khaldei (1917 – 1997) trabalhou para a Agência de Telégrafos da União Soviética durante a Segunda Guerra Mundial e suas poderosas imagens do avanço do Exército Vermelho, através dos campos de batalha europeus, ajudaram a consagrá-lo como o mais famoso fotógrafo de guerra da Rússia. Sua imagem dos soldados soviéticos hasteando a bandeira nacional no alto do Reichstag em ruínas, comemora o momento em que as forças soviéticas tomaram o prédio, em 30 de Abril de 1945, durante a Batalha de Berlim.


Apesar da imensa repercussão e do peso histórico atribuído à imagem, ela não é – literalmente – expressão da realidade. A cena foi produzida por Khaldei na manhã do dia 02 de Maio de 1945, dias após o acontecimento. Como ninguém havia fotografado o hasteamento da bandeira, o fotógrafo identificou a oportunidade de criar uma obra prima, possivelmente, comparável à “A Old Glory” de Joe Rosenthal, feita naquele mesmo ano.

"A Old Glory" - Joe Rosenthal

Yevgeny Khaldei almejava mais do que criar uma foto famosa, icônica, para alimentar sua fama – comunista assumido e fiel à sua terra natal, percebeu o peso e o apelo dramático, que aquela imagem teria para seu de seu povo: ela era a verdadeira representação da esmagadora vitória da União Soviética sobre os nazistas. Aquela fotografia, distribuída, divulgada e vista por milhares de pessoas, era a vingança de mais de 30 milhões de combatentes, que perderam suas vidas na Frente Oriental.

Na verdade, o comandante nazista havia se rendido poucas horas antes de Khaldei reconstruir o instante da vitória, tendo subido no edifício, acompanhado de alguns companheiros, com sua Leica – o fotógrafo usou um único rolo de filme, expôs 36 fotogramas e editou as imagens várias vezes, buscando a dramaticidade e a narrativa, que com certeza, agradaria os censores soviéticos.

Quando a foto foi impressa pela primeira vez na revista sindical "Ogonjok" em 13 de maio de 1945, houve a manipulação de um detalhe na foto: na verdade, o soldado do Exército Vermelho, que estava apoiando os companheiros, usava dois relógios, sendo um em cada braço. A história aponta que os relógios tinham um significado especial para os soviéticos, como se fossem troféus - sobreviventes relatam que, quando o Exército Vermelho tomou Berlim, exigia aos alemães: "Uri, uri!" ("Relógios, relógios!"). Conclui-se, que o relógio extra havia sido roubado dos alemães e não seria de bom tom para a imagem soviética, expor um soldado usando artigos roubados. A manipulação também tinha a intenção de proteger o soldado da ira de Stalin, que era contra a pilhagem.

Khaldei admitiu mais tarde, que arranhou um dos negativos, fazendo desaparecer o relógio do braço direito do “soldado”, com uma agulha.
Primeira foto da série "A Bandeira Vermelha sobre o Reichstag" publicada - Yevgeny Khaldei


Foi depois, divulgada uma nova versão da foto, onde nuvens escuras de fumaça aparecem no céu, levando os espectadores a pensar, que a imagem havia sido captada logo após a vitória dos soviéticos. Na última versão, uma nova bandeira aparece, agitando-se dramaticamente, ao vento. 

Pelo menos três outros fotógrafos militares soviéticos tenham fotografado soldados com bandeiras em 1 e 2 de maio de 1945 no Reichstag, a imagem de Khaldei prevaleceu. Mais tarde, numa entrevista, quando questionado sobre as manipulações, ele apenas respondeu: "É uma boa foto e historicamente significativa. A próxima pergunta, por favor”.

Embora as imagens de Khaldei tenham sido muito elogiadas na época, foram publicadas sem créditos.
Apenas após a queda do Muro de Berlim, o crédito de autor e o reconhecimento lhe foram dados.

Três anos depois de voltar da guerra, em 1948, Khaldei foi demitido da Tass, vítima de uma das periódicas ondas de anti-semitismo, que varriam os órgãos oficiais soviéticos. Mais tarde, passou a integrar a equipe do Pravda, o jornal do Partido Comunista, para ser novamente despedido, novamente por ser judeu, em 1972. Desde então, sobreviveu como pôde, sempre fotografando, até 1991, quando afinal se aposentou, já na Rússia pós-comunismo.

Khaldei viveu em um apartamento no 6º andar de um prédio simples em Moscou, em que o único cômodo servia de sala, quarto, escritório, laboratório e arquivo de negativos de sessenta anos de fotografia.
Yevgeny Khaldei faleceu em Moscou, em 6 de outubro de 1997, aos 80 anos.



A BANDEIRA FALSA, O RELÓGIO ESCONDIDO, AS NUVENS INVENTADAS 


A Fumaça – Duas colunas de fumaça ao fundo da cena sugerem, que a sangrenta Batalha de Berlim ainda estava ocorrendo no momento da foto. Na imagem original, a fumaça vista à distância é bem fraca. Khaldei editou a imagem copiando a fumaça de outra tomada, para aumentar a dramaticidade. 

O Reichstag – O edifício do século XIX foi importante na história alemã como sede do parlamento, tendo sido usado no Terceiro Reich com finalidades de propaganda e militares. 

Os Soldados – Em 13 de Maio, quando a imagem foi publicada, foi divulgado que os soldados eram Mikhail Yegorov e – para fazer a felicidade de Stalin, que havia nascido na Georgia – um georgiano chamado Meliton Kantaria. Depois do fim da Guerra Fria, veio à tona que o homem hasteando a bandeira era, na verdade, um ucraniano, Alyosha Kovalyov. 

A Bandeira – Khaldei pretendia criar uma imagem icônica, mas não tinha uma bandeira. Persitindo na ideia, voou até Moscou onde conseguiu três toalhas vermelhas utilizadas em funções oficiais. Passou a noite costurando nelas, a foice e o martelo, antes de voar de volta à Berlim para a foto. 

Os Relógios – durante as batalhas, os relógios tinham um significado especial para os soviéticos. Eles os consideravam como troféus, indicando vitória. A história relata, que quando os soldados vermelhos tomaram Berlim, gritavam “Uri, uri!”, reclamando os relógios dos derrotados. A primeira foto publicada da série mostrava três homens, que representavam os soldados soviéticos comemorando a vitória, hasteando a bandeira – um deles usava dois relógios, um em cada braço, o que indicaria o roubo de pelo menos, um. Khaldei, protegendo a imagem dos soldados soviéticos, apagou um deles no negativo, usando uma agulha.


Novembro . 2018




terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Curso de fotografia profissional 2018. É o momento de profissionalizar!

Estão abertas as matrículas para o Curso de Fotografia Profissional para 2018. O início será em Fevereiro com turmas durante a semana (segunda e quarta / terça e quinta) e aos sábados.



As aulas são compostas por conteúdo técnico, teórico e práticas fotográficas, onde são construídas imagens criativas e consistentes, tecnicamente adequadas para serem vinculadas a qualquer mídia comercial ou autoral.

A carga horária é de 245 horas. Abaixo, veja as turmas disponíveis:
Turma Fotoprof 2018/1 - Segundas e Quartas - Noite - de 19:30h às 22:30h
Aulas duas vezes por semana, com duração de 3 horas cada uma.
Turma Fotoprof 2018/2 - Terças e Quintas - Noite - de 19:30h às 22:30h
Aulas duas vezes por semana, com duração de 3 horas cada uma
Turma Fotoprof 2018/3 - Terças e Quintas - Manhã - de 9:00h às 12:00h
Aulas duas vezes por semana, com duração de 3 horas cada uma
Início das aulas: 05 de Fevereiro de 2018

As matrículas são presenciais na secretaria do Centro Cultural SESIMINAS, na Rua Álvares Maciel, nº 59, Santa Efigênia de 8h às 19h. Para inscrever-se, você deve estar munido dos seguintes documentos - originais e cópia:
01. Carteira de identidade
02. CPF
03. Comprovante de endereço
O pagamento poderá ser realizado a vista (boleto ou cartão de débito) ou parcelado (boleto e cartão de crédito).

Para maiores informações, fale com a equipe do Studio3 nos dados abaixo:
studio3.sesiminas@gmail.com
[31] 2551-3720 / 3241-7177 / 3241-7175
[31] 99636-4022

Esperamos por você!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O QUE FAZER PARA MELHORAR A LUZ DO FLASH?

APRENDA A USAR OS MODIFICADORES


Quando adquirimos um flash externo, esperamos que ele seja a solução de nossos problemas, quando fotografamos em situações de luz deficiente - até porque ele tem aparência sofisticada e preço bastante salgado!
Mas não é isso que acontece.
Ele contraria todas as regras da boa iluminação: é uma fonte de luz reduzida, intensa e se utilizada na sapata da câmera à 90 graus, voltada diretamente para a cena, produz uma luz crua, dura, provocando brilhos excessivos, sombras duras, destruindo volumes e produzindo uma imagem desagradável e artificial.

De qualquer forma, o flash externo continua a ser o sistema de iluminação artificial mais evoluído e prático que existe.

A solução é "domar" sua luz, modificando-a.

Modificar a luz, utilizando acessórios tem três finalidades:
. Aumentar o tamanho do facho luminoso do flash
. Alterar a temperatura de cor de sua luz
. Conferir um formato específico ao facho de luz

Precisamos considerar a Física - se uma fonte de luz é pequena em relação à cena que ela vai iluminar, os raios luminosos serão direcionados - todos - para uma mesma área e num único ângulo, atingindo-a diretamente e provocando sombras duras.
Se, de outra forma, a fonte de luz é ampla em relação à cena, os raios luminosos virão de diferentes direções, proporcionando uma iluminação suave, sombras difusas e uma iluminação mais agradável.

Para que tenhamos uma iluminação mais natural, é preciso equilibrar a luz do flash com a luz ambiente, tanto em qualidade, quanto em cor - você pode utilizar gelatinas para modificar a temperatura de cor e obter efeitos diferentes.

Os Modificadores


Do Próprio Flash

Cabeça Giratória




















A cabeça giratória do flash externo permite que você a incline e gire em quase todas as direções, independentemente, da posição da câmera. Desta forma, você pode rebater a luz sobre uma superfície disponível e adequada - paredes, tetos, etc - "aumentando assim, o tamanho do facho de luz, suavizando-o.
Verifique a cor e a distância da superfície rebatedora - nem sempre encontramos uma, que seja ideal.

Zoom do Flash




















Você pode controlar o zoom manualmente, na própria unidade de Flash:
Se a intenção é obter uma área estreita de luz, você deve ajustar o zoom para o máximo de distância focal - 105 mm.
Se a intenção é obter uma área ampla de luz, você deve ajustar o zoom para o mínimo de distância focal - 24 mm.

Difusor Grande Angular e Mini Refletor




















A função do difusor retrátil e transparente, que fica embutido na cabeça do flash é difundir a luz de forma que ela cubra uma cena num ângulo de visão de uma objetiva 14 mm.
Assim, se você estiver fotografando com o zoom numa distância focal diferente, ao acionar o difusor, ele será configurado, automaticamente, para 14 mm.

A função do mini refletor branco, que fica também embutido na cabeça do flash, é jogar um pouco de luz para frente, quando se rebate para cima. Como ele tem tamanho muito reduzido, não tem boa aplicação, a não ser iluminar um pouco os olhos, quando a cena inclui pessoas.

Modificadores Externos

Omni Bounce

A função do Omni Bounce é reorganizar o facho luminoso, fazendo com que ele não seja direcionado apenas para frente, mas também, para os lados, suavizando um pouco a luz. É barato e versátil. Como é fabricado para cada tamanho específico de cabeça de flash, convém verificar na descrição do produto, se ele é adequado a seu modelo.

Rebatedores Flexíveis

São extremamente úteis quando não temos uma parede ou teto adequados para rebater a luz do flash, como em áreas abertas.
Como espalham a luz, aumentando o tamanho do facho luminoso que chega à cena, tornam-na mais delicada, suave.
São encontrados em vários modelos, cores e tamanhos - quanto maior e mais versátil em sua moldagem, melhor, pois o facho que luz será mais ampliado, proporcionando sombras mais difusas.
Os que possuem interior metálico - prata ou ouro - costumam fornecer luz menos suave, quando comparados aos forrados de branco, pois direcionam maior quantidade de luz para frente, além de proporcionarem maior contraste.
Se tiverem tamanho reduzido, podem causar um efeito semelhante ao do flash embutido da câmera.





















Softboxes

Os softboxes são os favoritos quando se trata de moldar e suavizar a luz do flash - em vários formatos, tamanhos e por filtrarem duplamente a luz, proporcionam sombras bastante delicadas, fazendo com que a iluminação pareça mais natural.
Os que possuem face rebaixada criam um limite definido para a luz, muito útil na difusão e na modelagem do formato do facho luminoso.
Os de formato circular proporcionam belos reflexos nos olhos das pessoas..

Lembre-se de avaliar o tamanho do softbox em relação à cena, que vai iluminar, para definir a que distância ele deve estar - quanto mais distante ele estiver, menor será e mais dura será a luz.

Como o flash, em sua função primária, é uma fonte de iluminação portátil, verifique o peso e a facilidade de transporte do softbox - o conjunto pode ser usado sobre um tripé, mas também, nas mãos durante um evento.





































Na próxima postagem, continuaremos a analisar os modificadores para flash externo.

Novembro . 2016

terça-feira, 22 de novembro de 2016

COMO CRIAR SEUS PRÓPRIOS PRESETS PARA O LIGHTROOM

As pré-definições do Lightroom - ou Presets, em inglês - são arquivos que "memorizam" uma sequência de tratamentos ou ajustes criados anteriormente (exposição, temperatura de cor, saturação, vibração, nitidez, redução de ruído, etc) e podem ser aplicados, de forma automática, em qualquer fotografia importada para o LR.

A função primária das pré-definições é automatizar o tratamento e otimizar o tempo do fotógrafo na pós produção.

O próprio Lightroom já disponibiliza alguns, quando da sua instalação, mas podemos comprá-los de desenvolvedores, baixá-los gratuitamente em sites ou mesmo criá-los, a partir de algum tratamento que tenham feito e aprovado.

Vejamos como criar uma pré-definição:

01. Importe a foto que você deseja tratar para o Lightroom. Selecione o Módulo Revelação e faça os ajustes até que ela esteja de acordo com seu objetivo.


02. Faça os ajustes, utilizando o painel direito do Módulo Revelação.


03. Para transformar o efeito obtido numa pré-definição e deixa-la disponível para ser aplicada em outras fotos, vá até o painel pré-definições à esquerda e clique no sinal de soma (+), no canto direito – será aberta uma janela de configuração:


04. Na janela de configurações, nomeie sua Pré-definição, escolha a pasta do Lightroom onde ela deve será guardada e marque as caixas de efeitos, que foram aplicados e clique no botão “Criar”. A nova pré-definição deverá estar disponível para aplicação em outras fotografias, na pasta que você escolheu para salvá-lo.


05. Aqui, a nova pré-definição disponível:



06. Agora, a pré-definição pode ser aplicada em qualquer foto.



Lembre-se, que ela foi criada e os ajustes ficaram adequados para uma determinada imagem, em condições de luz específicas, assim como as de cores.
Para aplicação em outra imagem, frequentemente, precisamos fazer adaptações, alterando os ajustes anteriores.

Novembro . 2016

domingo, 9 de outubro de 2016

A COMPOSIÇÃO PARA OS MELHORES RETRATOS

Retratos são narrativas sobre o retratado e costumam manter o foco no próprio sujeito, mas isso não quer dizer, que devemos dispensar outros elementos da cena.
Pelo contrário, incluir outras informações visuais de forma equilibrada, enriquece a fotografia, dizendo muito sobre o modelo.
Além disso, o fotógrafo conta com outra arma poderosa para criar uma imagem interessante e agradável - a composição, que está intimamente, relacionada com a direção.
O fluxo num retrato pode, por exemplo, ser criado através do posicionamento sutil das mãos, que levarão o olhar do espectador, ao centro de interesse da foto, que no caso dos retratos, tende a ser o rosto.


 

Da mesma maneira, em retratos com tomadas mais amplas, o corpo e os outros elementos de cena devem ser cuidadosamente colocados, de forma a guiar o olhar do espectador pela imagem - isso afeta não só o equilíbrio visual, mas também a atmosfera da fotografia.
Para melhor dirigir as pessoas nas sessões fotográficas, entender a linguagem corporal como uma forma de comunicação não-verbal é de grande utilidade.
A pose do modelo tem enorme influência na forma como o espectador percebe o retrato - mãos e braços muito próximos ao corpo, quando analisados em conjunto com outros elementos, transmitem a impressão se tensão.
Veja aqui um breve texto a respeito na Wikipédia!

O ângulo de tomada - altura da câmera em relação ao retratado - também interferirá na interpretação do retrato - quando realizamos o enquadramento de baixo para cima (contra mergulho), ampliamos a importância do modelo dentro do quadro e transmitimos a impressão de "grandeza", de "domínio".
Esse ângulo de enquadramento em especial, provoca distorções desagradáveis na figura e por isso, deve ser aplicado com muito cuidado.

De outra forma, quando enquadramos - ligeiramente - de cima para baixo (mergulho), valorizamos o rosto, os olhos e aproveitamos melhor a iluminação.
No caso de retratos, o mergulho deve ser usado com cuidado, a fim de não transmitir sensação de "fraqueza" e "submissão" do sujeito, muito comum, quando há exagero.
 
Para que não haja distorção, o eixo da objetiva - que deve ter uma distância focal média entre 70 e 100 mm - precisa estar alinhado com os olhos do sujeito.
Outra boa prática para se obter retratos interessantes e dinâmicos é a aplicação da regra dos triângulos, idealizada para que uma composição onde prevalecem direções diagonais, se torne equilibrada e agradável.
A Regra dos Triângulos criada pelos gregos, estabelece que deve-se dividir o quadro com uma linha diagonal de um dos cantos superiores ao oposto inferior, formando assim, dois triângulos retângulos.
De cada um, deve-se encontrar a altura relativa à hipotenusa (lado maior) - os pontos onde as retas, que representam as alturas de cada um dos triângulos, tocam a diagonal inicial representam os pontos de interesse da composição.
O ideal então, é enquadrar de forma que as áreas mais interessantes do retrato coincidam com os pontos de interesse.


O essencial - regras existem para serem desafiadas e antes de qualquer boa composição é preciso, que o retrato carregue a alma do retratado e que consiga transmiti-la ao espectador.

Andreia Bueno . Outubro . 2016
Studio3 Escola de Fotografia



quinta-feira, 23 de junho de 2016

FILTRO POLARIZADOR - UMA CARTA NA MANGA DO FOTÓGRAFO



Os filtros polarizadores ou polarizantes são utilizados para minimizar reflexos indesejáveis em vitrines, janelas de vidro, superfícies de água, superfícies não-metálicas e outras superfícies polidas, que refletem luz.  Aumentam ainda, a saturação das cores, através da intensificação de contraste, especialmente, em céus azuis com nuvens.
Normalmente, não afetam o balanço de brancos das fotografias.
Como diz o nome, estes filtros têm o efeito de polarizar a luz proveniente de superfícies reflexivas e tem maior eficácia quando esta é refletida num ângulo de 350 a 400 graus a partir do eixo ótico da câmara.
Quando o ângulo de incidência é maior ou menor o efeito do filtro diminui rapidamente. Estes filtros são muito úteis quando desejamos filmar ou fotografar através de vitrines ou janelas e outras situações onde é necessário reduzir o efeito de reflexos.



 




Imagem sem Filtro
Divulgação Hoya
 





 Imagem com Filtro
Divulgação Hoya






 

 
Os filtros polarizadores se tornam virtualmente impraticáveis em duas situações:

. Em dias encobertos ou nublados e quando se pretende realizar movimentos com a  câmara, como para registros panorâmicos, pois o efeito do filtro muda de acordo com o ângulo de incidência da luz.
Por estar “polarizando” a luz o filtro absorve ou bloqueia de 1,5 a 2 diafragmas de luz obrigando o fotógrafo a compensar essa perda abrindo o diafragma da objetiva.
Apesar dessa perda, é um filtro essencial, principalmente, para os fotógrafos de natureza como Tom Alves, que fala mais, com muita propriedade, em seu Blog sobre o assunto.

Junho . 2016