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domingo, 26 de maio de 2019

A CRIAÇÃO DO CONCEITO NA FOTOGRAFIA DE MODA

Em nosso curso de fotografia bh, sempre abordamos com muito carinho, o desenvolvimento da linguagem fotográfica.
E é exatamente sobre isso, que falamos aqui - ideias, conceitos, histórias e projetos.

Em qualquer área da fotografia, mas especialmente na fotografia de moda ou fashion Photography, produzir um editorial (ou projeto) com base em um conceito é essencial para torná- lo consistente e impactante.
Antes de tudo, é preciso encontrar inspiração para depois, transformá-la num conceito, no qual o trabalho será baseado.

Estamos diante do passo mais importante, que costuma causar angústia na maioria dos fotógrafos - como transformar a ideia em um conjunto de imagens?

É preciso criar um ponto comum entre todas as fotos e que juntas, elas contem uma história.

Este é o momento de mergulhar em uma das principais ferramentas da criação - a PESQUISA.
Com ela, o fotógrafo se abastecerá de informações para desenvolver suas ideias.

Você quer fazer um editorial baseado em cores primárias, do sistema subtrativo, por exemplo? Amarelo, azul e vermelho? Pesquise – quais são os aspectos psicológicos das cores? Qual a simbologia associada à elas?
Explore editoriais com base nas cores.
Durante a pesquisa, planeje a sessão fotográfica – será em estúdio ou externa?
Você trabalhará com um, dois ou três modelos?
Os modelos serão brancos, negros, louros, ruivos ou morenos?
Escreva todas as suas idéias num papel e comece a transformá-las em imagens usando sua imaginação.
Para alguns fotógrafos, desenhar esboços de suas idéias é uma excelente solução.
Para outros, coletar imagens funciona melhor.

Depois de todo material de pesquisa pronto, é hora de juntar tudo num painel de referências , onde o conceito visual do seu projeto estará representado.

Expressar um conceito é o que fundirá as imagens, numa história única. A maneira através da qual o fotógrafo desenvolve o processo, demonstra um pouco do seu estilo - um conceito vai muito além de um conjunto de fotos onde a modelo está vestindo amarelo.
É preciso acrescentar criatividade.


Observe os editoriais e campanhas publicitárias nas revistas e você perceberá algo que une todas as imagens – o conceito.
Você não encontrará um editorial em que modelos diferentes usam diferentes tipos de roupas em locações, que não têm nenhuma ligação entre si.
Mesmo para a fotografia autoral ou a social, a ideia de realizar o trabalho sob um conceito, pode transformar qualquer conjunto de imagens, numa história memorável e emocionante.

Experimente - faça exercícios.
Invista seu tempo no aprimoramento da sua linguagem fotográfica.

Fotos: Mario Testino para a Vogue UK . 2003

Maio . 2019

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

NOVA VERSÃO DO PHOTOSHOP 2019 TRAZ ERROS NOS MODOS DE MESCLAGEM



Os usuários do Photoshop CC devem ter cuidado com a atualização 2019 – ela ainda precisa de correções..

Com a última atualização, feita na terceira semana de Outubro, a Adobe lançou também as últimas versões de todos os aplicativos da Creative Cloud, incluindo o mais recente Photoshop (versão 20.0.0).
Daniel Hager, um dos Adobe Photoshop Certified Expert, que vive na Alemanha, afirma que estava inclinado a experimentar a nova versão do software.

“Tive algumas decepções com as estratégias anteriores de atualização da Adobe, mas isso ainda não havia acontecido com nenhuma das versões CC. Como, praticamente, todos os bugs da versão anterior haviam sido corrigidos, o que poderia dar errado?
A resposta – Muito!

O que não funciona no Photoshop CC 2019

É opinião comum, que um dos recursos mais valiosos do Photoshop é o trabalho com camadas e por consequência, o uso dos modos de mesclagem ou “Blending Modes”.

Não conheço um único usuário, que não dependa desses recursos, não importa em que campo você esteja trabalhando - você precisa dessas funcionalidades!

O Bug do Modo de Mistura do Photoshop CC 2019

Não tenho uma visão técnica exata sobre o que está acontecendo, mas posso dizer que muitos dos modos de mesclagem não estão funcionando corretamente, o que é mais evidente nos modos de mesclagem Matiz, Saturação, Cor e Luminosidade.

Aqui está um exemplo do que está ocorrendo. A imagem tem uma cor com um modo de mesclagem ativo e como referência, eu tenho a mesma cor que um patch.



Pode-se perceber, claramente, que a cor não é a que deveria ser (na imagem, usei o modo de mesclagem “Matiz”). O tom da cor misturada e a cor da amostra deveriam permanecer as mesmas.

Aqui está um exemplo com a execução correta do modo de mesclagem “Matiz". A cor misturada e a cor de referência deveriam ter as mesmas matizes!



Como corrigir os problemas do modo de mesclagem no Photoshop CC 2019

Pesquisei e não encontrei nenhuma menção da Adobe na lista de bugs conhecidos, mas uma publicação, considerei relevante em relação ao problema. E “voilá”! O problema dos modos de mesclagem podem ser corrigidos!

Para que seus Blend Modes funcionem corretamente, siga o caminho:

. Vá em Preferências > Desempenho e mude para o Legacy Compositing Engine.
Depois de salvar essas alterações, você pode continuar trabalhando sem problemas!

Sei que, às vezes, é enlouquecedor lidar com esses problemas – afinal, nós como usuários, não deveríamos passar por isso.
Penso que temos o direito de não esperar mais 6 meses até que esta versão seja, finalmente, utilizável.

Uma pegunta - qual é o objetivo de lançar software inacabado?"

Fonte: Peta Pixel
Tradução livre: Andreia Bueno
Outubro . 2018

sábado, 29 de setembro de 2018

FOTOGRAFIA COMERCIAL X AUTORAL: UM FALSO PROBLEMA?

O perfil de instagram @insta_repeat possui 133 publicações. Até aí, nada demais.
Sua relevância não vem da quantidade de imagens postadas, mas de sua proposta provocadora. Sua autora, identificada como @emmasheffer, usou a plataforma para nos mostrar o quanto as fotos que compartilhamos na internet são semelhantes umas às outras.
As imagens são organizadas em blocos temáticos, que formam mosaicos de fotografias de terceiros que, depois de editadas e repostadas em conjunto, explicitam de maneira chocante a monotonia estética, que reina no Instagram.
Cada conjunto é acompanhado de legendas como: “Insta Hat”, mostrando dezenas de fotos de pessoas de chapéu, fotografadas de costas, todas com o mesmo ângulo. Ou: “drones olhando diretamente para baixo com lago no centro”, mais uma vez, dezenas de fotos muito parecidas. E por ai vai.


A questão da autenticidade na fotografia não é nova.
Desde sua origem em meados do século XIX, fotógrafos, cientistas e artistas de várias vertentes têm debatido as diferentes dimensões das imagens fotográficas e, sobretudo, o papel do fotógrafo como autor das imagens produzidas.
Para muitos, a fotografia não poderia ser considerada uma forma de arte pois, diferentemente dos pintores, as imagens criadas pela máquina eram “imagens técnicas”, frutos diretos de processos físico-químicos que se produziam “sem a interferência humana”. Nessa vertente, o interesse pela fotografia vinha de sua potencialidade científica.

Por meio das máquinas, foi possível pela primeira vez promover estudos detalhados sobre o movimento de animais e humanos, como nas obras de Eadwerard Muybridge e Etienne-Jules Marey, ou analisar em detalhes os caracteres fenotípicos dos diferentes tipos humanos, como em Alphonse Bertillon e Maurice Vidal Portmann, entre outros.
A fotografia, encarada como imagem técnica, trazia outra novidade.
Seu caráter científico lhe dava uma aura de realismo numa dimensão inatingível pelos pintores de então. Por mais naturalistas que fossem as pinturas do neoclassicismo do século XIX, elas eram sempre criações subjetivas de seus autores, que interpretavam a realidade segundo sua vontade.
Apenas a fotografia científica era capaz de documentar o mundo objetivamente, ou seja, a documentação fotográfica mostrava o real como nunca havia sido possível, permitindo inclusive seu uso como prova em processos judiciais.



Contra essa vertente surgiu, já em 1880, um movimento conhecido por Pictorialismo, que pleiteava o status de arte para a fotografia, negando o caráter puramente técnico das imagens fotográficas. Na batalha por reconhecimento no mundo das artes, fotógrafos como Alfred Stieglitz, Henry Peach Robinson, Edward Steichen, Clarance White além de muitos outros, produziram imagens manipuladas em laboratório, que buscavam imitar a estética das pinturas.


Na virada do século XX o debate sobre o estatuto artístico da fotografia já se libertava da estética pictórica e alçava vôo amparado pelo aprimoramento da técnica.
Grandes nomes como Ansel Adams, Paul Strand e Edward Weston apostaram na excelência técnica, usando câmeras de grande formato e definição apurada, além de desenvolverem novas metodologias para a produção do que ficou conhecido como “Fotografia Direta”. A obra de Weston intitulada “Nautilus Shell”, de 1927, foi leiloada em 2010 por mais de um milhão de dólares.
Enfim, após cerca de 80 anos o mercado da arte reconheceu a genialidade de seu autor!
Mas afinal, o que tudo isso tem a ver com fotografia comercial? Eu diria, tudo a ver!
Um dos principais desafios dos (das) fotógrafos (as) iniciantes é descobrir o tal “estilo pessoal”. Apresentado como a pedra filosofal do sucesso na fotografia, essa tal marca autoral parece uma miragem inalcançável, um enigma hermético acessível apenas aos iniciados.
Muitas vezes acabamos nos rendendo a padrões estéticos que fazem sucesso e relegamos a questão da autoria para os fotógrafos “de galeria”. Mas da mesma forma que as imagens postadas pelo @insta_repeat, os ensaios da chamada “fotografia social” acabam muitas se tornando repetitivos, esteticamente monótonos e desinteressantes. Em geral, o termômetro do sucesso tem sido o número de seguidores nas redes sociais, que transformam alguns poucos profissionais em ídolos de uma legião de fotógrafos, que muitas vezes dominam a técnica fotográfica, mas não conseguem desenvolver uma linguagem própria ou uma marca pessoal.

Como fazer então para não cairmos na armadilha da cópia?
Qual o caminho para fazer diferença em um oceano infinito de imagens semelhantes?

Do meu ponto de vista, a única forma é um trabalho árduo de aprendizado, de evolução pessoal e de educação visual.

Se você procura um atalho, esqueça.
Não acredito em “cinco dicas para desenvolver seu estilo pessoal”.
O amadurecimento estético vai muito além de voar pelos perfis de sucesso na internet.

Como inúmeros autores já disseram, apenas o estudo da história dos grandes fotógrafos, a leitura de textos teóricos e o exame exaustivo de imagens significativas pode fazer com que cada um de nós descubra dentro de si uma forma especial de olhar e ver o mundo.
Certa vez me disseram, “não compre equipamentos, compre livros!”.
Por mais exagerado que isso possa parecer, a fotografia, como diria Cartier-Bresson, é fruto do alinhamento entre o olho, a mente e o coração. Se acreditamos mesmo que as fotografias não são produzidas pela máquina, mas pelo fotógrafo, as imagens que produzimos são reflexos de nós mesmos em conexão com o mundo em que vivemos. Por isso, novas dimensões para os ensaios de “life style” se escondem nos trabalhos clássicos de documentação da vida cotidiana.

Há um universo a ser descoberto na história da arte para enriquecer os ensaios de casamento. Produtos podem ser encantados pelas experiências estéticas de artistas consagrados. A fotografia, como a alquimia, pode ser um meio para evoluirmos junto com as imagens que produzimos, seja para a apreciação em galerias, seja para levar a felicidade a um jovem casal que se lança na aventura do matrimônio.

Imagens:

1. Pagina @insta_repeat
2. Eadwerard Muybridge
3. Maurice Vidal Portmann
4. Edward Steichen
5. Edward Weston

Setembro . 2018

terça-feira, 25 de setembro de 2018

UM PROJETO FOTOGRÁFICO PARA APOIAR O TERCEIRO GÊNERO . OS HIJRAS

Chame-me de Heena: Hijra, O Terceiro Gênero

Um profundo relato, feito pela fotógrafa Sharhia Sharmin desde 2012, sobre um grupo único de pessoas – fora das noções ocidentais de gênero – que tentam encontrar seu lugar no mundo.


“Eu me sinto como uma sereia. Meu corpo me diz que sou um homem, mas minha alma me diz que sou uma mulher. Eu sou como uma flor, uma flor feita de papel. Eu sempre serei amado à distância, nunca serei tocado e não haverá nenhum perfume, pelo qual se apaixonar”, diz Heena, 51 anos, de Dhaka, Bangladesh, em 2012.

"Hijra" é um termo do sul da Ásia, que não tem correspondência exata na moderna taxonomia ocidental de gênero, designada como masculina ao nascimento, com identidade de gênero feminina e que, eventualmente, adota papéis femininos.




 Eles são, muitas vezes e grosseiramente, rotulados na literatura como hermafroditas, eunucos, transgêneros ou mulheres transexuais. Atualmente, usa-se um termo social mais adequado - o “Terceiro Gênero”. 

Transcendendo a definição biológica, os hijras são um fenômeno social, fazendo parte de um grupo minoritário, e têm um longo registro histórico no sul da Ásia. No entanto, sua aceitação social e as condições atuais de vida variam, significativamente, em países como Bangladesh, Índia e Paquistão. Talvez os Hijras de Bangladesh enfrentem a pior situação, o que obriga boa parte deles a deixar sua pátria e migrar para a Índia.

Embora tenham suas próprias origens familiares e sociais, os Hijras experimentam um verdadeiro sentimento de pertencimento, quando estão em seu próprio grupo - os Hijras. Esses grupos oferecem a eles o abrigo natural de uma família e o calor do relacionamento humano. Fora do grupo, são discriminados e desprezados em quase toda parte.




Tradicionalmente, esses indivíduos ganhavam a vida com base na crença cultural de que os Hijras tinham o poder de abençoar a casa das pessoas com prosperidade e fertilidade. Em virtude da história geográfica e cultural compartilhada com o subcontinente, essa crença hinduísta ganhou, aos poucos, espaço na entre os muçulmanos, que habitavam aquela terra. Os tempos mudaram e os Hijras perderam seu espaço privilegiado na sociedade. Atuamente ganham a vida andando pelas ruas pedindo dinheiro a lojistas, passageiros de ônibus e trens ou através da prostituição.

Eu, como quase todos que fazem parte do meu círculo social, cresci vendo os Hijras como pessoas “menores”, como sub-humanos - seus hábitos, modo de vida e até mesmo sua aparência, os definiam como “diferentes”, “desviados” , como se fossem o testemunho vivo de uma aberração biológica. Então, conheci Heena, que me mostrou como eu estava errado. Ela contou sobre sua vida, me fez parte de seu mundo e me ajudou a ver algo além da palavra “Hijra”. Ela me fez entender - ela e outros membros de sua comunidade, como mães, filhas, amigos e amantes - quem são de verdade.

No mundo de hoje, os hijras dificilmente têm a oportunidade de uma vida normal. Eles não têm escolas onde estudar, nenhum templo para orar, nenhum governo e organizações privadas, que queiram vê-los em sua lista de funcionários. Eles não têm acesso a sistemas legais e os provedores de serviços de saúde, não os recebem.

Eu comecei este projeto autofinanciado e em andamento, no início de julho de 2012. Meu trabalho conquistou os corações e a confiança de muitos Hijras, o que espero ser evidente em meu ensaio fotográfico. Para contar a história completa, o trabalho deve continuar.

Através do meu trabalho, espero dar voz aos “sem voz”. A fotografia sempre foi uma ferramenta extremamente eficaz ao desafiar o estigma social e ajudar a revelar uma realidade diferente para o mundo. Espero que meu trabalho ajude os Hijras a encontrar um espaço para respirar em uma sociedade claustrofóbica como a nossa e a encontrar novos amigos em seu mundo sem amigos.

Fotografias e texto de Shahria Sharmin

Tradução livre - Andreia Bueno
Setembro . 2018

segunda-feira, 23 de abril de 2018

COMO CRIAR SEU PORTFÓLIO DIGITAL

Num mercado tão competitivo, exibir adequadamente sua produção fotográfica na web é essencial - ter um site bem elaborado e capaz de vender seu trabalho é uma das mais poderosas ferramentas para se destacar no mercado.


Possuir um portfólio online envolve muito mais do que, simplesmente, mostrar suas fotografias e deve ser tratado como um canal de marketing.
O site precisa ser de fácil navegação, esteticamente agradável, rentável e direto.

POR ONDE COMEÇAR




O primeiro passo, mesmo antes de procurar um profissional para desenvolver o projeto, é preparar as fotografias e o conteúdo.
Um bom site deve ter o foco em seu objetivo - sendo assim, elementos que distraiam, cansem ou desperdicem o tempo do visitante devem ser eliminados.
Desista de animações complicadas, filmes ou textos desnecessários.
Muitas vezes, a visita ao site é sua primeira oportunidade de contato com o possível cliente e a experiência precisa ser prazerosa.

Selecione, apenas, o melhor do seu trabalho fotográfico e não exceda na quantidade de fotos - com uma média de 10 a 15 imagens de cada área de atuação, você mostra sua capacidade.
Quem não consegue mostrar a qualidade de seu trabalho em 15 fotos, não conseguirá fazê-lo em 30!

Separe um espaço para exibir seus projetos pessoais, seu autoral. Desta forma, você transmite ao cliente a mensagem de que "ama seu trabalho" e que não está ali, apenas para "ganhar dinheiro", o que é extremamente positivo.
Alguém que faz o que ama, faz muito melhor.

Infelizmente, vivemos tempos de dificuldades econômicas e a maioria dos fotógrafos atua em mais de uma área para suprir suas necessidades - não há nada de errado nisso, embora seja desejável, que atuemos numa única, tornando-nos referência no mercado.

Exatamente, em busca deste reconhecimento, é preciso selecionar o material fotográfico de acordo com as áreas de atuação, dando mais destaque àquele em que se é especialista, ao mais relevante.

SEGUNDO PASSO

Depois de selecionar e arquivar todo material numa única pasta em seu computador, chega a fase de preparar o material para a web - chega a fase de contratar o profissional, que irá desenvolver o projeto.

Os dispositivos digitais em que seu portfólio será exibido estão cada vez mais variados, passando por grandes telas até as de compactos dispositivos móveis.

Os formatos e resolução devem estar, perfeitamente, ajustadas à web, embora no desenvolvimento de sites, a decisão sobre a resolução a ser adotada depende do perfil da maioria dos usuários.
Sugerimos uma consulta com um profissional da web, a fim de tomar a melhor decisão.
De qualquer forma, as imagens precisam ser "leves", porém, nítidas e bem acabadas.

O conceito do "design responsivo" ajuda a solucionar qualquer problema, considerando essas diferenças como faces de uma mesma experiência, trabalhando de modo adaptativo.

O que é design responsivo?


Design responsivo é um conceito de otimização estrutural e de design de sites para diferentes tipos de tela de dispositivos. Quando um site responsivo é aberto em um celular, ele automaticamente se adapta ao tamanho da tela deste dispositivo e oferece ao usuário as informações da mesma forma que teria em uma tela de computador, mas em contexto diferente. Hoje o design responsivo seria como um requisito básico de um site para que o usuário possa navegar independente do dispositivo, seja computador, tablet ou celular.

QUEM É VOCÊ


Além de conter imagens é interessante, que o site mostre informações a seu respeito, através de uma pequena biografia e um retrato, chamada carinhosamente de "bio".

Você pode se apresentar com um texto resumido, falando de sua trajetória, de sua formação acadêmica, de seu amor pela fotografia, do que ela representa para você e de seus objetivos enquanto profissional.
Insira ainda, caso queira transmitir uma sensação de proximidade com o visitante, informações pessoais, contando sua história.
Mas nunca - nunca! - insira informações excessivas e inverdades.
Não trate sua "bio" como a página inicial de seu diário.

O retrato, que acompanha o texto deve traduzir a pessoa que você é, mas acima de tudo, mostrá-lo acolhedor e transparente - lembre-se que somos, essencialmente, visuais e esta será a primeira impressão, que seu possível cliente terá a seu respeito.

Não se esqueça de inserir seus dados de contato!
Parece bobagem, mas muitos se esquecem de deixar seus canais de comunicação - telefone comercial, email e links para as redes sociais profissionais são suficientes.
Não aconselhamos endereço, telefones e links pessoais.

REGISTRO DE DOMÍNIO



É momento de escolher o nome do site e verificar a disponibilidade do domínio na internet.
Para domínios nacionais e internacionais basta acessar, gratuitamente, o site www.registro.br

Para domínios nacionais, pesquise - .com.br
Para domínios internacionais, pesquise -.com

Se o nome escolhido estiver disponível, basta registrá-lo por uma média de R$40,00 por ano.

Seja cuidadoso ao escolher o nome e endereço do site - opte por nomes e endereços de fácil identificação. Lembre-se de facilitar a busca do cliente.

ESTÉTICA E COMUNICAÇÃO


Como já citamos acima, é preciso que a experiência do usuário, ao visitar seu site, seja agradável, inclusive esteticamente.
Mais ainda, quando se trata de fotografia - aqui, a maior parte da comunicação é visual.
Portanto, a programação visual precisa ser bem elaborada no que diz respeito ao layout, aos esquemas cromáticos, às linhas e diagramação, eliminando qualquer distração e problemas com o fluxo de leitura.
Existe um princípio básico - as fotos são o elemento principal, o foco do site e todos os elementos visuais devem concorrer para que o objetivo seja atingido.
Um bom exemplo é a escolha do "fundo", que nunca deve "brigar" com a foto pela atenção do visitante.

HOSPEDAGEM

Finalizando o projeto, chega a fase da escolha do provedor que hospedará o site.

Existem diversos serviços de hospedagem de site diferentes e você precisa conhecer suas necessidades para contratar o tipo de plano, que mais se encaixa com seu perfil.

Segundo o Rock Content devemos observar os 10 pontos a seguir, antes de definirmos o provedor:

1 – Disponibilidade (Uptime)
2 – Armazenamento disponível
3 – Tráfego mensal
4 – Velocidade de carregamento
5 – Segurança dos seus dados
6 – Suporte ao cliente
7 – Formas de pagamento
8 – Sistema de gerenciamento de conteúdo
9 – Faça um teste grátis
10 – Descubra vantagens extras

Lembre-se de manter seu portfólio atualizado periodicamente e de responder a todas as mensagens que chegarem - é sua chace de começar a criar um vínculo com os possíveis clientes!

A contratação de um profissional da área para desenvolver o projeto e gerenciar o site é essencial - só ele tem o conhecimento necessário para que os objetivos sejam alcançados.
Não há uma tabela de preços para o serviço e aqui vale uma boa pesquisa, tanto no preço quanto de qualidade de serviços prestados.

Mas se você quiser se aventurar na área e montar seu próprio portfólio, a Adobe disponibiliza um software - Dreamweaver - perfeito para criação de sites responsivos.
Basta estudar e colocar o conhecimento em prática.

Existem ainda provedores, que oferecem recursos facilitados para quem não tem familiaridade com as linguagens utilizadas na criação de sites - são inúmeros templates e tutoriais, através dos quais você mesmo pode criar e gerenciar seu portfólio digital.
Dois dos maiores são o WIX e o WORDPRESS

Para ver um comparativo entre os maiores, clique aqui!

Site pronto, é manter tudo funcionando e aguardar os resultados!
Boa sorte!

Abril . 2018

domingo, 18 de fevereiro de 2018

5 DICAS PARA FOTOGRAFAR A PELE - PRÉ-REQUISITOS PARA UMA BOA PÓS-PRODUÇÃO

A pergunta mais comum, que me fazem, quando publico minhas imagens é a respeito do tratamento de pele – afirma Miguel Quiles, fotógrafo que trabalha em Nova York.
Infelizmente, responder diretamente a essa pergunta não fará com que os fotógrafos alcancem o mesmo resultado.

Para explicar melhor seu método, ele escreveu um artigo onde dá cinco valiosas dicas, que todos devem observar, se desejam que seus retratados tenham peles perfeitas.

No artigo, Miguel usa os termos "modelo" e "assunto" de forma intercambiável e que os dois se referem a uma pessoa, que se esteja fotografando.
Considera também, que se está fotografando em RAW, já que o formato oferece maior flexibilidade na pós-produção.



A IMPORTÂNCIA DA MAQUIAGEM

A maquiagem feita incorretamente é de difícil correção na pós-produção - é uma das principais formas de se arruinar uma fotografia.

As condições da pele da modelo devem ser consideradas (seca ou oleosa, por exemplo) e os produtos aplicados, adequados à elas – antigamente, costumava-se utilizar bases e pós, que só realçavam as imperfeições das peles, tais como espinhas e cicatrizes.
A maquiagem corretamente aplicada deve ajudar a esconder estas imperfeições, para que na pós- produção seja necessária apenas, uma limpeza básica, evitando horas e horas de tratamento.

Se o fotógrafo quiser uma pele perfeita em seus retratos, deve procurar um maquiador profissional, que esteja disposto a colaborar com ele – você vai perceber, rapidamente, que eles valem ouro!


A ILUMINAÇÃO PODE CRIAR UMA BELA IMAGEM OU DESTRUÍ-LA

Miguel afirma: Quando comecei a fotografar retratos de beleza, saí e comprei um “Beauty Dish” - afinal, a palavra "beleza" está ali, no próprio nome do modificador. Presumi então, que seria o tipo certo de modelador de luz. Se você pensar como eu, aprenderá rapidamente, que em algumas pessoas, o Beauty Dish produz resultados excelentes, mas em outras, faz o seu trabalho de pós-produção, terrivelmente, cansativo.

Como regra geral, Miguel escolhe o modificador de luz de acordo com a maquiagem aplicada e com a aparência da pele do modelo:

Se uma pessoa tem pele, realmente, oleosa ou acne, então ele opta por modificadores de luz maiores, que produzem luz bem suave, como octa ou softbox.
Se a pessoa tem uma pele boa, ele melhora a aparência e a textura usando um modificador ,que produz uma luz mais dura, como um beauty dish ou uma sombrinha refletora prata.
Se você fotografar qualquer pessoa com pouca iluminação, todas as imperfeições da pele ficarão em evidência.

Neste ponto, independentemente do método de retoque que você escolher - clonagem, separação de freqüência, etc. – ele, normalmente, produzirá um resultado pouco natural na imagem final.

Por isso, o padrão de modificador favorito de Mel é um octa de 150 cm - ele fornece uma luz suave e bonita, que pode ser transformada em uma fonte de luz de alto contraste, mais dura, sem o difusor externo. À medida que você experimenta fotografar as pessoas com diferentes modificadores, aprenderá rapidamente, o que é ideal para cada situação – experiência é fundamental.



A IMPORTÂNCIA DA ESCOLHA DA LENTE

No início da carreira como fotógrafos, aprendemos a valorizar, acima de tudo, a nitidez de uma objetiva – se uma lente não é nítida considera-se, que não é adequada para o trabalho de retrato. Como as lentes macro são, geralmente, algumas das mais nítidas, adquiri uma e comecei a usá-la para todos os meus clicks de retrato e beleza. Da mesma forma que concluí, que o Beauty Dish não era o modificador ideal para todas as minhas propostas, as lentes macro não eram a melhor opção para todas as cenas – se você optar por uma lente macro para retrato de um modelo, que não tenha uma excelente pele, tudo que conseguirá será uma imagem nítida de uma pele imperfeita.

Se você combinar esta opção com a escolha errada da luz e uma maquiagem aplicada incorretamente, perceberá facilmente, o motivo de tantas fotos mal retocadas publicadas na internet.


Assim como um eletricista utiliza várias ferramentas - uma para cada tipo de trabalho - nós como fotógrafos, precisamos de lentes variadas - uma para cada situação.

Tenho um conjunto de três lentes, que são minhas preferidas: a primeira é a que eu chamo de "super nítida" – uma 85mm f / 1.4 (ou f / 1.8). É uma ótima lente para uso geral, produzindo uma textura de pele excelente, mas não tão nítida, que não possa ser amplamente utilizada. A segunda lente que uso é uma de nitidez média, que no meu caso é uma Sony FE 100mm f / 2.8 STF GM, visivelmente mais nítida que a 85 mm, mas não tão nítida quanto minha lente mais nítida, que é uma macro 90 mm. Dependendo do que você vai fotografar, essa macro pode ser 90mm, 100mm, 105mm ou 150mm. Em qualquer caso, estas são as lentes mais nítidas, que você poderá usar em cenas com modelos, que tenham pele boa, utilizando maquiagem perfeita e luz adequada.


ABERTURAS MAIORES, PELE SUAVE. ABERTURAS MENORES, TEXTURAS REALÇADAS.

Outro fator importante para que a pele tenha um ótimo aspecto na foto é a configuração da câmera, que você define - especificamente, a abertura do diafragma. Muitos fotógrafos são apaixonados pela ideia de obter um belo "bokeh", mas na realidade utilizar grandes aberturas causará um “borrão” natural na pele, minimizando a textura e os detalhes. Isso é interessante se você estiver trabalhando com um modelo, que não tenha uma pele perfeita, produzindo certo “embaçamento, que pode ser reforçado se ela for bem iluminada, maquiada adequadamente e você, usar a objetiva certa – perceba que a situação depende de mais fatores do que, simplesmente, um retoque na pós- produção.

Se eu estou fotografando em estúdio ou sob luz natural, a tendência é utilizar aberturas maiores (f / 8 e para cima), pois é possível controlar os outros fatores discutidos neste artigo. Isso, geralmente, produz retratos que apresentam um aspecto de "alta definição". Uma sugestão - tente variar sua abertura durante a próxima sessão de retratos e você poderá avaliar melhor a aparência da pele com diferentes aberturas.

ESCOLHENDO A FOTO CERTA

Em minhas palestras e workshops, digo sempre às pessoas que "você não pode polir um “turd". Digo isso para exemplificar que, se você selecionar uma foto, que não tenha os elementos discutidos acima, não haverá retoque, técnica ou método, que renderão uma excelente imagem final. Esta é uma das principais coisas que pontuo com novos fotógrafos, pois é necessário tempo e experiência para disciplinar seus olhos, a fim de identificar as diferenças entre uma boa e uma má foto. À medida que seus olhos se aprimorarem, você se perceberá mais crítico ao selecionar uma imagem para trabalhar e mostrar o mundo. Se você tirar 100 fotos durante uma sessão e considerar que 95 deles são excelentes, provavelmente, você tem mais a aprender. Aproveite o tempo para aprender as diferenças entre uma imagem boa e outra ruim – assim, quando usar o Photoshop você, realmente, poderá torná-la ainda melhor - ouso dizer, perfeita!

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Vivemos numa era em que todos querem um atalho, um caminho mais curto ou uma técnica secreta para obter excelentes resultados. A questão em relação a fotografar a pele é que deve-se começar com uma ótima imagem em RAW a partir da câmera. Faça isso e você verá que mesmo as técnicas de retoque mais simples renderão resultados concretos.


Todas as fotos que ilustram o artigo são de autoria de Miguel Quiles

Fevereiro . 2018
Tradução livre de Fstoppers

domingo, 26 de novembro de 2017

MOSTRA FOTOGRÁFICA "RESILIÊNCIA" EXIBE OS TRABALHOS DOS FORMANDOS DO CURSO DE FOTOGRAFIA PROFISSIONAL DA STUDIO3 ESCOLA DE FOTOGRAFIA


A Resiliência em Imagens

No dia 07 de Dezembro, às 20:00h, será aberta para convidados, na Galeria Otto Cirne, da Associação Médica de Minas Gerais, a exposição “Resiliência”, com fotografias dos formandos do Curso de Fotografia Profissional 2017, da Studio3 Escola de Fotografia Sesiminas.

Buscando traduzir o sentido da palavra – resiliência – e sua importância em tempos tão desafiadores, os fotógrafos mergulharam em suas sensações e resinificaram objetos, paisagens e cenas diárias, criando imagens representativas de suas próprias vivências diante de situações limite.
O resultado são fotografias de grande beleza plástica, em que o espectador pode perceber a fragilidade, a força de cada autor e sua capacidade de retornar à serenidade, contornando ou não, obstáculos.

Os artistas - e entre eles, engenheiros, advogados, médicos, que buscam uma nova e satisfatória carreira - estiveram durante todo 2017, dedicados ao aprimoramento dos conhecimentos sobre sua paixão pela fotografia, através do Curso de Fotografia Profissional e finalizam o período prontos para o mercado de trabalho, quer seja autoral ou comercial.

“A arte fotográfica, com toda sua riqueza e generosidade, nos permitem narrativas que estão para além das palavras ou que, muitas vezes, não conseguimos expressar, a não ser lançando mão de símbolos, como numa catarse – ampliamos então, o significado das coisas. Em “Resiliência”, os autores emprestam às cenas ordinárias, a representação de suas próprias inquietações e capacidade de superação em face de seu próprio cotidiano”, afirma Andreia Bueno, curadora da exposição.

A realização conta com o apoio do Centro Cultural Sesiminas, do Bureau 5000K e da Associação Médica de Minas Gerais.

Fotógrafos Expositores:

Alessandra Magalhães
Andre Senna
Angélica Ferreira
Antonio Hardy
Attilio Lamêndola
Christian Micaele
Claudio Appolinario
Daniela Costa
Danielly Faria
Fernanda Resende
Fernando Costa
Gabriela Cabral
Geraldo Luciano
Gilmar Pereira
Giovana Oliveira
Giuliano Souza
Hugo Bengtsson
Livia Faria
Marcia Prates
Marcos Martins
Maristela Chaves
Michael Faria
Monica Couto
Tiago Silva
Vinicius Santos Domingues
Walace Benzaquen
Werbert Rodrigo

SERVIÇO:

Exposição Fotográfica “Resiliência”

Galeria Otto Cirne / Associação Médica de Minas Gerais – Avenida João Pinheiro, nº 161.
Abertura para Convidados– 07 de Dezembro de 2017 - 20:00h
Período de Visitação - Público – de 08 de dezembro de 2017 a 15 de janeiro de 2018 – de 08:00h às 21:00h
Entrada Gratuita
Contato – Andreia Bueno – (31) 2551-3720 / 99636-4022
studio3.sesiminas@gmail.com

Novembro . 2017

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

OS CHINESES VÃO GANHANDO MERCADO . YONG NUO LANÇA DUAS NOVAS LENTES PARA NIKON

Se você é usuário Nikon, aguarde novidades - a fabricante chinesa Yongnuo lançará em breve, duas novas objetivas. A primeira é uma pancake 40mm f / 2.8 e a segunda, uma 100mm f / 2.

O Nikon Rumors informa, que ambas permitem foco automático e manual.

O interessante é que elas são equipadas com uma porta USB, permitindo que os próprios usuários atualizem o firmware, preservando sua capacidade em termos de compatibilidade e desempenho. A Sigma também oferece essa possibilidade, através de seu Dock USB, permitindo que os fotógrafos ajustem inclusive, o autofocus (embora o software utilizado não seja tão eficiente).
A superfície de ambas é tratada com um revestimento multilayer, com a finalidade de reduzir a ocorrência de glare e na lateral possuem um indicador de distância de foco, que facilita a avaliação da profundidade de campo. A montagem é fabricada num metal durável e os contatos são banhados a ouro, garantindo a expansão do sinal e consequente comunicação do conjunto câmera + lente, além de proporcionar maior resistência à corrosão.

Uma vez capturadas com essas objetivas, o Exif das fotografias é gravado corretamente pelas Nikon DSLR.

Yongnuo 40mm f / 2.8N
A objetiva Yongnuo 40mm f/ 2.8 é construída de forma simples, com 6 elementos em 4 grupos. As especificações incluem uma abertura de diafragma de 6 lâminas, distância de focagem mínima de 0,3 m, diâmetro de filtro de 58mm e um peso de 130g.

Sua montagem conta com um elemento asférico, que ajuda na correção de várias formas de aberrações.



Yongnuo 100mm f/ 2


A Yongnuo 100mm f/ 2 possui 8 elementos em 6 grupos, abertura de 9 lâminas, distância mínima de focagem de 0,9m, motor DC, diâmetro de filtro de 58mm e um peso de 440g.


A data de lançamento não foi informada pelo fabricante – ambas indicam “em breve” – mas num futuro próximo, estarão disponíveis na B & H e na Amazon. O preço também não foi divulgado, mas apenas para referência: a lente EF 100 mm f/ 2 Yong Nuo Mount Canon custava U$170 quando foi lançado no final do ano passado.

Resta esperar!

Agosto . 2017

terça-feira, 2 de maio de 2017

FOTÓGRAFOS – PRINCIPAIS DICAS PARA CONQUISTAR O CLIENTE DOS SEUS SONHOS

É duro, mas temos que encarar a realidade - o cliente dos seus sonhos não vai encontrar, casualmente, sua conta no Instagram e correr até você oferecendo trabalho – se você quiser conquista-lo, terá que trabalhar para isso.

As dicas abaixo são um ótimo ponto de partida.

Rachel e Daniel da Mango Street Lab fotografam para várias marcas e clientes interessantes, mas nem sempre foi assim. A fim de obter os clientes que queriam, eles tiveram que refinar seus métodos de abordagem e atuação.

Aqui está o que aprenderam ao longo de sua jornada:















1. Investir em um Estilo de Fotografia

Se você quer trabalhar com determinado estilo de fotografia, precisa mostrar aos possíveis clientes, que é capaz. 

Para fotógrafos iniciantes, que ainda não possuem material suficiente em seu portfólio, isso significa trabalhar para gerar as fotos que o comporão, sem ser pago por isso.
Isso não é "trabalhar de graça" e sim, esforço para a produção de pelo menos, uma sessão de fotos, do início ao fim, arcando com os custos de contratação de modelos, maquiadores, cabeleireiros, locações e licenças, a fim de produzir imagens apropriadas para seu portfólio profissional.
Outra forma de minimizar os custos é o trabalho em parceria com profissionais, que estão também, iniciando suas carreiras.

Tenha em mente, que ninguém vai contratá-lo para fotografar um casamento ou produto, por exemplo, se você não mostrar que tem alguma experiência.















2. Seja seletivo em seu portfólio

"A chave da transição para se atuar, apenas na área em que se deseja, está em mostrar, apenas, o que se deseja.”

Este é um ótimo conselho. Se você quer fotografar bandas de rock, moda, produtos ou casamentos, o material que compõe seu portfólio deve corresponder.

Isso não significa que você não deve aceitar outro trabalho fora do foco principal para pagar suas contas - mas evite publicá-lo nas mídias sociais e em seu portfólio.

Construa um portfólio on-line, que o cliente dos seus sonhos está procurando!















3. Faça um trabalho de Investigação e use, efetivamente, o “Cold Mail”.

Por último, mas não menos importante, Rachel e Daniel falam sobre a arte, há muito perdida – o “Cold Mail”. Você precisa alcançar o cliente dos seus sonhos e quando você executar ações para tal, elas devem ser bem feitas, o que significa ser criativo.

Rachel e Daniel sugerem uma técnica de “Cold Mail”, que utilizam ocasionalmente:

Eles procuram por perfis de marcas de médio porte, com uma presença não muito significativa no Instagram e baixam suas 10 melhores fotos de produtos. Em seguida, realizam um tratamento refinado no Photoshop, enviam-nas para o email da marca, mostrando-lhes como sua presença nas mídias sociais pode melhorar, através de imagens impactantes..

Você não precisa fazer, exatamente, isso - muitos fotógrafos usam a criatividade de outras maneiras. O importante é encontrar uma forma de captar a atenção do cliente e ao mesmo tempo, mostrar seu valor.

Saiba mais sobre "Cold Email", clicando aqui.

Texto Original: Petapixel
Tradução livre: Andreia Bueno
Maio . 2017

quinta-feira, 2 de março de 2017

OS SEGREDOS PARA ELABORAR UM BOM CONTRATO EM FOTOGRAFIA NEWBORN


A Fotografia Newborn ainda recente no Brasil, está em constante evolução. Como tudo que é novo, muitas vezes nos falta experiência para fazer um Contrato de Prestação de Serviços, que seja abrangente, levando-se em consideração todas as especificidades dessa área tão delicada e peculiar da fotografia. O segredo é informar no contrato, de forma bem clara, tudo que for necessário para garantir a isenção de transtornos futuros com o cliente. Para tal, não pode faltar no seu contrato, cláusulas sobre:

1- Responsabilidade dos pais: É importante que o Contrato explicite, claramente, que os pais têm conhecimento prévio da sua conduta de trabalho e estão em concordância, por isso, se responsabilizam pela participação do bebê no ensaio fotográfico.

2- Adiamento da sessão fotográfica e período para a realização da sessão fotográfica: Deixe claro qual é o período ideal para que o ensaio fotográfico aconteça - nesse caso, o adiamento poderá dificultar a execução do mesmo. Por isso, esclareça quais as únicas condições em que se deve ocorrer o adiamento da sessão fotográfica, como o estado de saúde do bebê, nascimento prematuro, estado de saúde do fotógrafo (casos de suspeita de doenças infecciosas por parte do fotógrafo também devem garantir o adiamento da sessão, em prol da segurança do bebê).

3- Forma de trabalho e isenção de poses específicas:
Informe que é necessário fazer intervalos para amamentação, trocas de fraldas, relaxamento e cuidados com o bebê, dentre outros, deixando claro, que a sessão poderá ser mais longa em função dessas necessidades ou ainda e por isso, que pode haver a necessidade de remarcação. É importante esclarecer, que não é possível garantir poses específicas, uma vez que, a sessão fotográfica deve ser feita respeitando os limites e a tolerância específicos de cada bebê.



4- Nascimento e Estado de saúde do bebê: Deixe explícito no contrato, que os pais devem informar o verdadeiro estado de saúde do bebê e em quantas semanas de gestação ocorreu o nascimento, para que o fotógrafo avalie a possibilidade da realização da sessão fotográfica. Omissões ou inverdades em questionário ou no próprio contrato, ou proibição do pediatra não avisados previamente à data do ensaio fotográfico, isentam o fotógrafo de quaisquer responsabilidades sobre intercorrências, que possam acontecer ao bebê durante ou após a sessão.

5- Normas de conduta na sessão fotográfica: Informe no contrato, que os pais receberam um planejamento para a sessão fotográfica e que estão cientes de sua conduta durante a mesma. Para tal, anexe ao contrato, o planejamento. É importante, que nele seja informado, que é preciso estar ciente de que: os pais devem evitar conversas e ruídos altos, celular deve permanecer desligado ou em modo silencioso, o fotógrafo tem autonomia para a escolha dos acessórios, andamento e finalização da sessão fotográfica, dentre outros.

Vale lembrar, que cada fotógrafo tem peculiaridades em sua forma de trabalhar e por isso, o seu contrato deve ser elaborado, exclusivamente, para ele, atendendo às suas exigências específicas. Não se esqueça, que um contrato bem elaborado é a chave para se evitar conflitos e você estará mais seguro para executar sua função com a garantia que foi ético e transparente com o seu cliente.

Sugerimos ainda, que você solicite apoio de um advogado na elaboração de seus contratos, uma vez que são eles, os profissionais habilitados para isso.

Março . 2017