domingo, 2 de outubro de 2016

COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA - ENQUADRAMENTO E PERSPECTIVA

O Enquadramento


O enquadramento consiste no ato de isolar uma porção do nosso ângulo do campo visual.
Um bom enquadramento fornece à imagem o máximo de eficiência dramática e estética.
O equilíbrio de massas e linhas ganha aqui, a sua maior importância.
É o próprio jogo de linhas e massas, que estabelece determinadas relações, acabando por criar interesse e emoção.
O termo enquadramento define a posição da câmara ou ângulo de tomada , em relação ao centro de interesse e às bordas da imagem.
Ao escolher uma parte do que nos cerca e que fará parte do enquadramento, eliminamos grande parte do que compõe nosso campo de visão – recortamos o que vemos, escolhemos, selecionamos o que o observador vai enxergar –definimos o que será "desprezado", o que estará “fora de campo”.
Ao enquadrar estamos evidenciando e chamado a atenção do observador para determinado ponto.
Este é um fator decisivo para a composição e durante a evolução da fotografia, o enquadramento e suas definições foram formalizados na escala de planos.






















Tipos de Enquadramento


Centralizado

























Reforça o valor descritivo da imagem sem grandes pretensões quanto à composição. É o caso do enquadramento simétrico que apresenta, simultaneamente, dois sujeitos dispostos simetricamente, com o mesmo peso visual.
Pode transmitir sensação de estaticidade e monotonia.

Descentralizado

















Torna a composição mais dinâmica, em virtude da assimetria, estimulando a atenção do observador.

Inclinado


















Reforça a sensação de instabilidade, uma vez que estamos habituados a associar a estabilidade à vertical ou horizontal.

Profundidade - A Terceira Dimensão


A Profundidade na fotografia é antes de tudo, uma ilusão, já que a fotografia nos oferece apenas, os aspectos bidimensionais da cena registrada.
Para simular a sensação de terceira dimensão - a profundidade - o fotógrafo precisa lançar mão de alguns truques visuais, "manipulando" a percepção do observador.

Simulando a Terceira Dimensão


Pesos Óticos - Massa
















Numa imagem, os elementos de massa - cada um com seu peso visual - podem ser distribuídos de forma a criar uma sensação de profundidade.
A ilusão de perspectiva pode ser amplificada para transmitir uma falsa sensação de espaço.
Não haverá mudança na perspectiva se alterarmos, apenas, a distância focal da objetiva utilizada.
Haverá alteração na perspectiva somente, quando alteramos a posição da câmera em relação à cena.

Linhas





























André Kertész

A perspectiva de linha atua também, aumentando a ilusão de perspectiva.
Para se obter esse efeito, deve-se evitar captar imagens com a câmara na posição frontal. Se posicionarmos a câmara lateralmente em relação ao centro de interesse, aparecerão as diagonais no plano, o que, além de dinamizar a imagem, contribuirá para a ilusão da perspectiva.

Tonalidade


















Ansel Adams

Podemos conferir profundidade a um plano se dispusermos as tonalidades de modo que:
As zonas mais claras sejam posicionadas em primeiro plano e as mais escuras, ao fundo.
O contrário também poderá funcionar em determinadas circunstâncias.

Planos de Foco

























Se o centro de interesse se destacar dos outros elementos porque os últimos estão fora do plano de nitidez, a sensação de profundidade será amplificada.
Além disso, as diferenças de foco ajudam a direcionar a atenção do espectador no centro de interesse.

Outubro . 2016

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

OS MELHORES FORNECEDORES DE BH PARA FOTÓGRAFOS

Recebemos, frequentemente, pedidos de indicações de fornecedores e parceiros em Belo Horizonte, para compra de equipamentos fotográficos, revelação, cópias e impressões de fotografias e encadernação de álbuns e fotolivros - resolvemos facilitar o dia-a-dia de nossos alunos e colegas de profissão, montando um "Infotográfico" com nossas recomendações.
Já experimentamos e aprovamos os serviços da maioria e com aqueles, os quais não tivemos contato direto, nos foram sugeridos por outros fotógrafos.
Queremos ampliar nossa lista - se você tiver alguma indicação, por favor, entre em contato ou escreva nos comentários.
Faça download e compartilhe - quanto mais a lista crescer, melhor!


Agosto . 2016
 

domingo, 17 de julho de 2016

FOTOGRAFIA DE MODA: DE RICHARD AVEDON AOS EDITORES DE IMAGENS DIGITAIS



"Richard Avedon se destaca entre os melhores fotógrafos do mundo e, no caso específico
da fotografia de moda, deixa um legado que incita uma reflexão sobre o papel que as tecnologias de tratamento de imagem digital desempenham na construção da identidade
feminina. Avedon humanizou a fotografia de moda ao colocar o modelo no primeiro plano, privilegiando a expressividade, o movimento e o psicologismo. O fotógrafo surrealista David LaChepelle, ajuda a definir a fotografia de moda hodierna como um retorno ao pictorialismo e a uma visão cartesiana, às avessas da mulher contemporânea.

Uma análise comparativa entre os dois fotógrafos pode sugerir que na fotografia de moda atual a mulher é subjugada pela consagração da aparência ditada pela mídia e do espetáculo assumindo muitas vezes o papel de coadjuvante de sua própria vida.

Richard Avedon foi considerado o fotógrafo mais famoso do mundo pelo jornal The New York Times. Ficou conhecido como um divisor na história da fotografia de moda em função de características muito especificas que rompem com o pictorialismo, inerente à fotografia anterior a ele. Nascido em Nova York, foi descoberto e apresentado ao mundo da moda por Alexey Brodovith diretor de arte da Harper`s Bazaar em que trabalhou durante 20 anos (1945-4965).

A partir de uma pesquisa bibliográfica e iconográfica percebe-se que a obra de Richard Avedon retrata o ser humano desprovido de noções espaço-temporal e em dimensões nunca antes registradas; ao desenhar as fotos antes de tirá-las Avedon garantia resultados em ângulos e cortes inéditos. A atemporalidade, o fundo simples, o cenário branco ou cinza, o modelo no primeiro plano, e a dessaturização, asseguram um equilíbrio impressionantes de suas imagens apesar do espaço vazio que geralmente ocupa grande parte de suas fotografias. (BARTHERS, 2008).

Quiros (1993) pontua que nas fotografias de Avedon homem e mulher eram o foco central e às vezes, os únicos elementos da imagem. Avedon tenta captar (não só na fotografia de moda, mas também nos portraits e nas fotografias jornalísticas) expressões íntimas de modelos que nos olham nos olhos e ou nos atravessam com sua humanidade. Ao captar a vulnerabilidade da pessoa Marilyn Monroe e ao fotografar com “crueza” Coco Chanel Avedon exalta o psicologismo minimalista em detrimento da representação artística da atriz ou do glamour da estilista.

“Coco Chanel que nunca perdoou o fotógrafo pela crueza com que foi retratada. O que mais a magoou foi o detalhe do pescoço”. (BAKER, 2004) Fonte: Veja/ Abril

AVEDON E A FOTOGRAFIA DE MODA

Feital (2004) diz que Avedon “pode ser considerado como um divisor na história da fotografia de moda” e Acon (2008) pontua sua ruptura com o padrão da fotografia de moda das décadas de 40 e 50 principalmente ao tirar as modelos dos estúdios e privilegiar cenários incomuns na época, como circos, zoológicos e foguetes da NASA.

O fotógrafo passou a dirigir a modelo e criar através da foto um acontecimento. Seu contato com as modelos era quase convertido em um caso de amor platônico, o que resultava em um retrato psicológico minimalista e monocromático. Ele pedia às modelos que se movimentassem, o que dava um efeito original e dramático (ACON, 2008).
 A rigidez do pictorialismo foi demolida definitivamente por Richard Avedon, que ao privilegiar o realismo, a expressão, a espontaneidade, o movimento enfatiza justamente o que foge do controle do fotógrafo, daí a periculosidade e risco presentes em sua obra, como defende Samyn (2004).
A periculosidade de sua obra está justamente no fato de que, em sua fotografia, o imprevisível ocupa um lugar central. Os limites da própria fotografia entram em jogo, sendo os mesmos reafirmados, já que esta delimitação torna-se uma tarefa imprescindível; e a questão fundamental torna-se esta: de que forma o incontrolável como, por exemplo: a expressividade de um olhar, ou a contingência de um movimento inscrito no espaço fotográfico pode ser potencializado?

Se há nisso um risco e uma periculosidade, é ai que está o valor singular de Avedon. (SAMYN, 2004).


“Dovina com os elefantes” é certamente uma das fotografias mais conhecidas de Avedon na qual se percebe vários dos diferenciais de sua obra.

Outro trabalho de fotografia de moda em que Avedon traduz a humanidade de sua obra é o Calendário Pirelli de 1995 e de 1997 em que o movimento, a expressão facial, a sensualidade naturalmente exacerbada asseguram às modelos a possibilidade de mostrar o algo mais inerente à beleza feminina e nem sempre captada pelas lentes.

“Richard Avedon transformou a fotografia de moda em obra de arte, procurando encontrar a essência espiritual de seus modelos” (PIRES, 2005).

É sob essa ótica que "a fotografia de moda pós - Avedon será lugar de uma convergência de subjetividades, já que será tarefa do fotógrafo obter, da modelo, seu máximo de expressividade, enfatizando o papel do próprio fotógrafo como uma espécie de diretor e estabelecendo, por conseguinte, a síntese definitiva entre fotografia de moda e retrato que hoje conhecemos como essencial” (SAMYN, 2004).

Victin (2008) salienta ainda que “Os retratos de Avedon, mais que imagens de uma cara, uns olhos, uma boca, um nariz um corpo, são bocados da alma que habita esse corpo”.

No editorial para o The New Yorker, intitulada In Memory of the Late Mr. And Mrs. Comfort em parceria com Diane Airbus, Avedon analisa a moda contemporânea que, seduzida pelos encantos da efemeridade e da finalidade mercadológica privilegia a aparência ainda que desumanizada, coisificada, alienada e vazia. A modelo Nadja Auermann é a escolhida por Avedon para, acompanhada de esqueletos humanos em poses bizarras, personificar a posição da mulher no universo que mais a escraviza na contemporaneidade: o mundo fashion.







Avedon teve sua carreira interrompida durante uma sessão de fotos para a revista New York, em que sofreu uma hemorragia cerebral aos 81 anos de idade, dos quais 59 dedicados à fotografia. A morte de Richard Avedon representa o encerramento de um capitulo na História da Fotografia. Quem morre, afinal, é um símbolo da modernidade na Fotografia: alguém que ousou questionar, de uma forma radical, cânones e verdades estabelecidas, inaugurando por conta própria uma nova maneira de se fotografar, uma nova maneira de se perceber a figura do fotógrafo e uma nova maneira de se conceber a própria noção de beleza na fotografia. (SAMYN, 2004).

FOTOGRAFIA DE MODA E OS EDITORES DE IMAGEM

“A imagem fotográfica, o modelo fotográfico, as formas, cores e o vestuário são componentes formadores de uma identidade.” (VARGAS, 2008, p.1) e o fotógrafo participa ativamente desse processo dependendo do tipo de “dialeto” usado por ele.

“Se a fotografia é um idioma, a fotografia de moda seria um dialeto”. Dialeto que nasceria de sua maior tendência á simbolização e a sua necessidade de condensar as mensagens (QUIROS, 1993, p.361). Independentemente de visões maniqueístas, Avedon preferiu o dialeto humano, hoje, muitos fotógrafos preferem um dialeto tecnológico
A fotografia de moda pode ser contada em três momentos como defende Catoira (2008). O primeiro momento se estende até os anos 60 em que a fotografia substituiu a ilustração, mas as modelos são retratadas como bonecas que personificam o ideal do belo e do feminino explorados geralmente com muita suavidade plástica

No segundo momento que se estabelece até o final da década de 1980, os resquícios da ilustração são totalmente superados com corpos posados e com gestuais marcantes.

O terceiro momento acontece a partir dos anos 90 com a ascensão da “Moda atitude” que explora a expressão e o potencial criativo da modelo. Agora o corpo super magro é referencia ocidental de silhueta. O que marca a fotografia de moda atual é a exacerbação dos retoques feitos por editores de imagem como o Photoshop - aplicativo de edição de imagens criado por Thomas Knoll. (CULEN, 2008).
Mas o tratamento de imagem não é característico apenas da sociedade hodierna, antes do Photoshop era feito com lupa e pincel em um trabalho artesanal. “A ideia de aprimorar o original não é nenhuma novidade ou então o período do Renascimento Italiano teria reunido a maior quantidade de beldades naturais da história da humanidade” (VEJA, 2008).

Nessa linha de raciocínio Cury (2008) defende que o Photoshop é um recurso utilizado para tornar uma imagem ainda mais bonita e não utilizá-lo é como negar tratamento a um doente quando se dispõe de médico e remédios.

“Se formos questionar o Photoshop temos que questionar toda a indústria dos cosméticos e beauty. Cabelos falsos, pele falsa, seios e bundas falsas.” (FERNANDO, 2008).

No entanto, como a fotografia de moda é um dos elementos que participa da construção da identidade feminina, os recursos tecnológicos podem tornar essa interferência negativa uma vez que torna a ditadura do belo ainda mais cruel. Os recursos computacionais possibilitam a veiculação de um padrão de beleza que nem as celebridades mais consagradas têm. Os distúrbios alimentares quando analisados sob a ótica cultural, se inserem nessa temática. O Conselho de Moda da Inglaterra está sugerindo aos responsáveis por revistas de moda que discutam até que ponto é aceitável o tratamento digital com o intuito de prevenir doenças como a anorexia e demais distúrbios alimentares ligados à obsessão com o físico.

É nesse contexto que o Photoshop pode ser considerado um divisor de água na fotografia de moda contemporânea da mesma forma que Avedon o foi em décadas anteriores, apesar da humanidade exaltada por Avedon e da desumanização muitas vezes ofuscada pelo caráter surrealista que a fotografia de moda ganha com os recursos computacionais.

CONSIDERAÇÕES FINAIS



O fotógrafo David LaChapelle que já foi capa de grandes revistas- Italian Vogue, Vanity Fair, Rolling Stone, i-D, Vibe, Interview, The Face entre outras e já fotografou importantes personalidades como: como Macy Gray, Moby, No Doubt, Whitney Houston, Mariah Carey, Lil’ Kim, Elton John, Madonna e Andy Warhol – e considerado pelo próprio Avedon como o melhor no gênero surreal, pode servir como referência para se analisar o que caracteriza grande parte da fotografia de moda tratada digitalmente sem ter a perfeição como o eixo da análise.
Ao se considerar os elementos da imagem digital que mostram a dessemelhança com a fotografia de Avedon pode-se ressaltar:

a) A imposição de padrão e não questionamento do stablisment
b) O aparente retorno ao pictorialismo
c) A negação da dessaturização
d) O retorno aos estúdios
e) O cenário rico em ornamentos
f) O papel secundário ao modelo

As imagens abaixo podem ser lidas como a materialização dessas diferenças.

Fotografia com tratamento de imagem de David Lachapelle

Dovina com elefantes, vestido Dior 1955
 
Uma analise mais subjetiva pode sugerir que em Lachapelle a mulher é subjugada, é personagem secundária da imagem da mesma forma que a mulher contemporânea é subjugada pela consagração da aparência e do espetáculo assumindo muitas vezes o papel de coadjuvante de sua própria vida.

Em contrapartida, Avedon parece sugerir que a beleza não está dissociada da força, do domínio e do autocontrole, tão importantes para que a mulher não seja colocada em segundo plano, não seja analisada sob uma ótica cartesiana às avessas, sobretudo pelos profissionais da Moda.
Texto Original: Layane Tavares
Faculdade de Moda de Ribeirão Preto - Centro Universitário Moura Lacerda
www.coloquiomoda.com.br/anais/anais/4-Coloquio-de-Moda_2008/42523.pdf
Julho 2016

segunda-feira, 4 de julho de 2016

A REALIDADE QUE A FOTOGRAFIA NOS TRAZ - BONGO FEVER. SE FOR ASSISTIR, PREPARE SEU CORAÇÃO.



A contemporaneidade e a necessidade de formas de expressão mais contundentes, têm levado alguns fotógrafos brilhantes na direção da ampliação de suas ferramentas de expressão - são sons, imagens estáticas e em movimento, músicas, cores, num mix impressionante.
Tive o privilégio de participar de um Workshop promovido pela Agência Magnun, em Março último, Ouro Preto/MG, orientado por Chien-Chi Chang, sobre projetos fotográficos e edição.
Na ocasião, Chien-Chi Chang nos presenteou com a exibição de seus trabalhos finalizados em vídeo, exatamente, nesse formato completo, trazendo os sons do tempo/lugar, a história e as pessoas.
Compartilho com vocês, um vídeo impressionante - me tirou o chão - pelo tema, pela construção, pela emoção provocada, por ter me colocado de frente com uma realidade, que sabia existir, mas que da qual, não tinha recebido o impacto.

E o mundo segue, nossa fotografia precisa acompanhar as mudanças.
Nossa fotografia - o dom que recebemos - precisa ser veículo da transformação desse mundo. 

Tradução da apresentação do vídeo BONGO FEVER:

A Tanzânia tem enfrentado duas epidemias - HIV e AIDS.
Uma antiga e generalizada (mais de 6% da população, em geral - crianças, jovens, adultos e idosos) e, mais recentemente, a outra assola a região.


Prepare seu coração e assista o vídeo - Bongo Fever
Andreia Bueno
Studio3 Escola de Fotografia

sábado, 25 de junho de 2016

DIAGRAMAÇÃO E OS PRINCÍPIOS DO DESIGN

Atualmente, muitos fotógrafos atuam como diagramadores de seu próprio trabalho - seja por prazer, por necessidade ou porque acreditam, que a diagramação faz parte de seu estilo, o que é verdadeiro.

Diagramar não se resume a, simplesmente, a operar o Adobe Indesign, ou "espalhar" as fotografias num álbum ou fotolivro - é preciso um bom planejamento, que narre a história- tema das imagens e emocione quem vê.

Se você quer diagramar seu trabalho com eficiência e elegância, precisa saber aplicar os quatro princípios da diagramação:

01. Proximidade
02. Repetição
03. Alinhamento
04. Contraste

Além disso, é fundamental dominar alguns princípios básicos do Design Gráfico - encontramos no Tutano um infográfico super bacana, que vai ajudá-lo a compreender melhor:

Lembrando, que esses mesmos princípios valem também, para a composição de imagens fotográficas!

Andreia Bueno
Studio3 Escola de Fotografia
Junho . 2016

quinta-feira, 23 de junho de 2016

FILTRO POLARIZADOR - UMA CARTA NA MANGA DO FOTÓGRAFO



Os filtros polarizadores ou polarizantes são utilizados para minimizar reflexos indesejáveis em vitrines, janelas de vidro, superfícies de água, superfícies não-metálicas e outras superfícies polidas, que refletem luz.  Aumentam ainda, a saturação das cores, através da intensificação de contraste, especialmente, em céus azuis com nuvens.
Normalmente, não afetam o balanço de brancos das fotografias.
Como diz o nome, estes filtros têm o efeito de polarizar a luz proveniente de superfícies reflexivas e tem maior eficácia quando esta é refletida num ângulo de 350 a 400 graus a partir do eixo ótico da câmara.
Quando o ângulo de incidência é maior ou menor o efeito do filtro diminui rapidamente. Estes filtros são muito úteis quando desejamos filmar ou fotografar através de vitrines ou janelas e outras situações onde é necessário reduzir o efeito de reflexos.



 




Imagem sem Filtro
Divulgação Hoya
 





 Imagem com Filtro
Divulgação Hoya






 

 
Os filtros polarizadores se tornam virtualmente impraticáveis em duas situações:

. Em dias encobertos ou nublados e quando se pretende realizar movimentos com a  câmara, como para registros panorâmicos, pois o efeito do filtro muda de acordo com o ângulo de incidência da luz.
Por estar “polarizando” a luz o filtro absorve ou bloqueia de 1,5 a 2 diafragmas de luz obrigando o fotógrafo a compensar essa perda abrindo o diafragma da objetiva.
Apesar dessa perda, é um filtro essencial, principalmente, para os fotógrafos de natureza como Tom Alves, que fala mais, com muita propriedade, em seu Blog sobre o assunto.

Junho . 2016