terça-feira, 22 de dezembro de 2015

APRENDA A CRIAR FOTOS IMPACTANTES USANDO LINHAS NA COMPOSIÇÃO

COMO CRIAR FLUXO E DIRECIONAR O OLHAR EM SUAS FOTOS

A composição é uma das formas de criar fotos, que causam impacto.
É a maneira harmônica de distribuir e interligar os elementos de comunicação visual, dentro de uma imagem.
Uma foto, tecnicamente, bem feita pode ser destruída, se não houver cuidado na composição - é como o uso da sintaxe na elaboração e expressão textual.

São inúmeras as ferramentas de comunicação visual e hoje, abordamos uma delas - a Direção.

Quando falamos sobre direção, estamos nos referindo ao uso de linhas imaginárias, formadas nas cenas, pelos elementos, que as compõe e desempenham importantes funções, na leitura da mensagem imagética. 
Uma das mais importantes é a criação de fluxo, o direcionamento do olhar do observador.

O fotógrafo Drew Hopper publicou um interessante artigo ilustrado no Petapixel, que traduzimos para que você possa ampliar seu conhecimento sobre o tema:

A composição pode criar uma boa fotografia ou destruí-la.
Por isso, é importante compreendê-la e saber como usá-la de maneira criativa e eficiente.
Essencialmente, a composição define a posição relativa dos elementos visuais numa foto.

Uma composição consistente utiliza linhas, que direcionam o olhar do observador para o assunto principal – podem ser linhas horizontais, verticais ou diagonais, dependendo do posicionamento do centro de interesse na cena.

Veja nas fotos abaixo, como o fotógrafo Drew Hopper compôs cada cena, utilizando-se de linhas, que conduzem o olhar para o tema principal das fotos. Ele desenhou setas com o Photoshop nas imagens, para ajudar a compartilhar sua visão, quando estava compondo cada click. Assim espera, que mesmo os que não estão familiarizados com a composição, sejam capazes de visualizar, compreender sua importância e entender como compor fotografias perfeitas.


Nessa imagem, a intenção era dirigir o olhar dos espectadores através da cena e ao longo do corredor, ao mesmo tempo em que o personagem olhava na direção contrária das linhas diagonais.
A mulher ao fundo, que carregava a cesta na cabeça, andava pelo alinhamento do corredor, o que ajudou a adicionar direção.
Observe o padrão contínuo – o ritmo – criado pelos pilares do corredor e como se tornam menores, quanto mais o olhar se aprofunda na imagem. Através dessa ferramenta visual, foi possível acrescentar profundidade à imagem, mantendo o foco principal no monge, em primeiro plano.







Essa foi uma composição bastante simples, com o assunto centralizado no quadro.
O fotógrafo compôs a imagem de forma, que o posicionamento da rede de pesca desenhasse linhas diagonais, na direção do pescador.
Drew Hopper utilizou uma objetiva grande-angular, que distorceu o quadro, acrescentando profundidade à cena.


Aqui, o centro de interesse eram os noviços, mas o fotógrafo queria também, capturar a luz ambiente e aproveitar os raios de sol, como ferramentas de direcionamento do olhar. Compondo a imagem com os noviços sentados sob os raios de luz, foi possível manter o foco em seus livros e aproveitar a parede do lado esquerdo, para direcionar o olhar.



Aqui, o fotógrafo compôs a foto, posicionando o noviço no terço esquerdo do quadro (regra dos terços) e usou os pilares do lado direito para conferir profundidade à imagem.

As linhas formadas pelo padrão do lado direito da foto e pelo teto, conduzem o olhar para o noviço, enquanto ele olha para baixo e caminha na direção do fotógrafo.
A composição é simples, mas bastante forte, feita com uma objetiva grande-angular.



Essa é outra composição centralizada, com o monge sentado na metade inferior do quadro. Enquadrando a cena sob um ângulo mais baixo, o fotógrafo criou certa distorção com uma objetiva grande-angular e pôde acrescentar linhas diagonais, que apontassem para o monge. Ao mesmo tempo, posicionou-se de forma, que as linhas horizontais das alvenarias laterais, direcionassem o olhar para o centro.

As cerâmicas, que cobrem o piso criam também, linhas que apontam para o interior do quadro, fechando a composição.



Drew Hopper comenta, que essa é uma composição incomum para ele, uma vez que horizontes não são sua preferência, embora a imagem tenha funcionado bem, com o enquadramento feito sob um ângulo mais baixo, a partir do barco.

Como no momento da foto, o pescador levantou a cesta, foi criado um reflexo na água, que acrescentou linhas direcionais, apontando para o centro do quadro. 
O horizonte foi enquadrado formando uma linha, que vai do canto inferior esquerdo, no sentido diagonal, para a direita superior, o que criou uma composição transversal.



Outra composição bastante simples: a luz entrava na cena, pelo lado esquerdo.
Drew, então, compôs a foto com o noviço posicionado do lado direito do quadro, olhando através dos raios de luz, que pelo ângulo de incidência, criaram um contraste profundo.
 
Compor bem uma imagem é um exercício constante e isoladamente, não basta para uma foto de impacto, embora auxilie na estética.Para a criação de imagens, que emocionam e se tornam inesquecíveis, é preciso ampliar o repertório cultural, dominar a semiótica, entender como funciona a percepção humana, afastar-se do hábito de copiar e se envolver, realmente, com o ato fotográfico.

 
Fonte:Petapixel
Livre tradução e texto complementar: Andreia Bueno
Escola de Fotografia Studio3 & Sesiminas 
*Todas das fotos são de autoria de Drew Hopper 
22 de Dezembro de 2015



 
 

terça-feira, 24 de novembro de 2015

CANON BUSCA SOLUÇÃO JUDICIAL CONTRA O "GRAY MARKET" NOS EUA



A Canon americana entrou com ações judiciais contra alguns varejistas, numa tentativa de impedir a venda de seus equipamentos, no chamado Gray Market*.

No Gray Market, o comerciante compra e revende os equipamentos fotográficos, num país diferente, para o qual eles foram destinados pela fábrica.Os equipamentos são originais e se tornam mais baratos, mas a venda não é autorizada pelo fabricante, não sendo, geralmente, cobertos pela garantia Canon.

O portal “Photography Bay” foi o primeiro canal a noticiar sobre as ações judiciais, após a obter cópias das demandas , revelando que a Canon está processando várias empresas bastante conhecidas no “Gray Market”, incluindo a Get It Digital, All New Shop, F & E Trading, dona da Big Value, Electronics Valley, da Electronics Basket, da DavisMax e da Netsales and Sixth Avenue.

A Canon argumenta, que o “Gray Market” infringe o registro da marca nos Estados Unidos – a Canon EUA é a licenciada exclusiva da marca, para comercialização de seus produtos no mercado americano – assim, terceiros, que operam dessa forma, devem ser condenados a paralisar as importações de produtos Canon de outros mercados, para venda no mercado americano.

Os produtos comercializados pelo “Gray Market” podem ainda, prejudicar o consumidor final de várias outras maneiras, incluindo adquirir equipamentos com número de série falsificado (por saberem, que o produto irregular, não tem garantia), receber o produto em embalagem falsa, cópias de manuais de péssima qualidade e acessórios (baterias e carregadores) incompatíveis com os padrões utilizados no país do comprador.

Em publicação sobre o assunto, a Canon americana usou a imagem de uma 5D Mark III, apresentando um suposto número de série falsificado e uma bateria com cabo, que não são certificados pelo “UL LCC”, um risco potencial para fotógrafos.


Canon 5D Mark III com um número de série falsificado. Foto Canon EUA.


Carregador de bateria com cabo não certificado pelo UL CC . Foto Canon EUA. 

Além de reclamar judicialmente, a extinção das atividades dessas empresas, no que se refere à comercialização de seus produtos, a Canon EUA também quer indenização, com base nos lucros auferidos através de vendas irregulares - "A indenização pedida, judicialmente nos processos, pela Canon pode muito bem chegar, à casa dos milhões de dólares, o que pode expulsar os demandados do mercado.”

Se a Canon vencer essa batalha, será o fim da venda de seus produtos através do “Gray Market”, que são comercializados lado a lado, de outros, autorizados.

O combate a esse tipo de comercialização é a principal razão pela qual a Canon, define nomes diferentes para suas DSLRs nos Estados Unidos e em outros países, como por exemplo, Rebel nos EUA e “XXO” em outros países.

Para alguns consumidores, a Canon poderia poderia desarticular, facilmente, o “Gray Market”, se adotasse uma política de preços única, em todos os países onde tem negócios.
O “Gray Market” parece ser uma reação à essa política, que estabelece preços diferentes de país para país.
Além disso, reforça a situação, não oferecendo “garantia mundial”.

* A Canon foi procurada pelo Peta Pixel para comentar o assunto, mas não quis se pronunciar afirmando, que não podem falar sobre litígios pendentes.

* “Gray Market” em português, “mercado cinza” ou “paralelo” é o comércio de mercadorias através de canais de distribuição que, embora legais , não são oficiais, portanto, não autorizados pelo fabricante original. O tipo mais comum de mercado cinza é a venda de bens importados – no caso, equipamentos fotográficos - que de outra forma, seriam mais caros, em virtude da cobrança de impostos.

Por Andreia Bueno
Novembro, 2015

Fonte: Peta Pixel

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

"ENCONTROS FOTOGRÁFICOS" COM MARCIA CHARNIZON - 25/11 QUARTA FEIRA



No próximo dia 25 de Novembro, às 20:00h, a fotógrafa Marcia Charnizon será a convidada do projeto “Encontros Fotográficos” no Teatro Sesi Holcim, para falar de seu trabalho e de sua trajetória na fotografia.

Márcia Charnizon é a convidada da quarta-feira, 25 de Novembro, para encerrar o ano do ciclo de palestras “Encontros Fotográficos”, promovido pela Studio3 Escola de Fotografia e pelo Sesiminas.  A partir de 20:00h, o Teatro Sesi  Holcim será palco de mais uma noite dedicada à fotografia, onde a fotógrafa compartilhará com o público, temas como, processo criativo, projetos pessoais, fotografia de família e casamentos.

Tendo descoberto a fotografia aos 13 anos, Marcia é hoje, referência na fotografia de casamentos e família no Brasil. Numa trajetória brilhante, tanto na área comercial, quanto em projetos pessoais, Marcia tem um olhar singular e demorado sobre seus fotografados, descortinando emoções, que passam despercebidas pela maioria das pessoas – o resultado é uma fotografia rica e afetuosa.
Ao longo de sua carreira, participou de diversas exposições e em 2013 foi contemplada com o Prêmio Marc Ferrez de Fotografia (Funarte), com o projeto Memorabilias da Casa do Azevedo, um dos temas abordados na noite do encontro.

O ciclo “Encontros Fotográficos”, acontece mensalmente e é uma iniciativa da Studio3 Escola de Fotografia e do Sesiminas,  através de sua diretora, Andreia Bueno. 

Enriquecendo a presença da Escola, que tem como missão, formar fotógrafos profissionais para atuação em qualquer área da fotografia, os encontros têm como objetivo, possibilitar a estudantes e apaixonados pela arte fotográfica, o diálogo e a troca de experiências com fotógrafos renomados, além ampliar o repertório cultural do público e fomentar a produção na área.

Serviço:

ENCONTRO FOTOGRÁFICO STUDIO3 & MARCIA CHARNIZON
Data: 25 de Novembro – quarta-feira
Horário: 20h
Local: Teatro Sesi Holcim | Rua Álvares Maciel, 59 – Santa Efigênia
Entrada franca, sujeita à lotação do espaço (106 pessoas).
Info: (31) 2551-3720
studio3.sesiminas@gmai.com