domingo, 26 de julho de 2015

UMA QUESTÃO DE FOCO! O QUE FAZER PARA TER IMAGENS MAIS NÍTIDAS?


Dificuldades no entendimento das técnicas fotográficas e do funcionamento dos equipamentos fazem parte do processo de desenvolvimento de todo fotógrafo, mas existem coisas que provocam - quase - desespero, tanto nos amadores, quanto nos mais experientes.

Uma delas é a nitidez de nossas fotos.


A maioria de nós já passou por situações, como a compra de um equipamento novo, de última geração, caro e esperando um resultado superior, sentiu-se frustrado.
 
Por que isso acontece?

Muitas das nossas frustrações são fáceis de solucionar, pois, constantemente não utilizamos todos os recursos de nossos equipamentos.

Outras acontecem por culpa de nossas imensas expectativas em relação às imagens produzidas – esperamos, que o equipamento fotográfico nos entregue uma foto tão ou mais nítida, do que o olho humano consegue enxergar.

Os fabricantes de câmeras e acessórios se aproveitam disso para incentivar o consumo e nós, estamos sempre inclinados a trocar de equipamento, com o intuito de melhorar nossa produção.

Analisemos, então, alguns pontos, na busca de esclarecimento.

As Câmeras com maior contagem de megapixels entregam, obrigatoriamente, fotos mais nítidas.

A tecnologia responsável pelo desenvolvimento dos sensores, que equipam as câmeras digitais está muito mais avançada do que a ótica aplicada nos projetos das objetivas, que utilizamos. Isso significa que não aproveitamos todo o potencial dos sensores, pois as objetivas não conseguem resolver com precisão, os pequenos detalhes de forma a alcançar a amplitude da resolução oferecida pelas câmeras.

Até as mais recentes objetivas fabricadas sobre projetos cuidadosos, ainda estão bem aquém do necessário, para preservar os mínimos detalhes.





Esse problema é mais significativo nas câmeras equipadas com sensor APS, do que nas Full Frame – quanto maior o sensor, menor a consequência da ótica, especialmente, em casos de resolução reduzida.

A tecnologia de focagem das câmeras vem sendo aprimorada – é preciso conhecer e dominar os novos sistemas.



Os fabricantes investem, constantemente, em melhorias nos equipamentos, especialmente, na tecnologia do autofoco.

Até pouco tempo, o AF trabalhava com pontos simples, ativados um a um ou todos ao mesmo tempo.
Utilizando a “Seleção Manual do Ponto de Foco”, com um único ponto ativado, era mais fácil focar, travar e enquadrar a cena novamente.

Recentemente, o sistema foi aprimorado, para oferecer maiores possibilidades ao fotógrafo –a nova geração de câmeras foi equipada com uma tecnologia mais sofisticada -podemos selecionar grupos de pontos de focagem, acionando o número desejado de pontos de foco de acordo com a objetiva utilizada e definir seu desempenho, buscando maior precisão e mais facilidade de focagem em situações de baixa luminosidade.




Grande parte dos fotógrafos, que conheço e que adquiriu câmeras com os novos sistemas de focagem ainda não dominaram, completamente, a tecnologia ou se manteve utilizando o método antigo (um ponto simples), subutilizando o equipamento.

* Tentarei esclarecer sobre os novos sistemas nas próximas postagens.

Existe, ainda, outro fator que pode dificultar a nitidez das imagens, caso o fotógrafo troque seu equipamento APS, para outro Full Frame – haverá uma redução natural da profundidade de campo.

Isso não ocorre, exatamente, pelas características de construção do equipamento, mas sim porque o enquadramento numa câmera Full Frame é mais amplo, o que obriga o fotógrafo a utilizar uma objetiva com maior distância focal ou se aproximar mais da cena, para obter o mesmo ângulo de captura que obtinha, anteriormente, numa câmera APS, utilizando uma objetiva com distância focal menor – as duas manobras afetam a profundidade de campo disponível, reduzindo-a.

* Lembrete: são, basicamente, três os fatores que afetam a profundidade de campo, numa determinada situação: a abertura do diafragma, a distância focal e a distância entre a objetiva e o plano de foco

 

Câmeras bem configuradas e objetivas de alta qualidade, nem sempre vão oferecer imagens tão nítidas, quanto as que vemos em revistas e em peças publicitárias.

Nenhum arquivo digital de imagem sai da câmera perfeito, com todo seu potencial esgotado – é preciso passa-lo por um software adequado e realizar, pelo menos, um tratamento básico, que inclui, obrigatoriamente, aplicação de nitidez.

Normalmente, em imagens profissionais, aplica-se nitidez em três fases distintas:
a) Nitidez de Entrada – aplicada de maneira geral na imagem.
b) Nitidez Seletiva – aplicações feitas de forma localizada, em áreas selecionadas.
c) Nitidez de Saída – aplicada na imagem de maneira geral, mas com vistas à mídia de saída e nas dimensões finais da fotografia.

Todas as três manobras de aplicação de nitidez podem ser aplicadas através de softwares de conversão de arquivos RAW, do Photoshop ou de plug-ins específicos.

Pessoalmente, uso o Nik Sharpner Pro, da Nik Software. 


https://www.google.com/nikcollection/products/sharpener-pro/

Após essas manobras, a fotografia apresentará maior definição.

Atitudes simples, que podem minimizar a falta de nitidez das Imagens:

Consideremos, ainda, outros fatores que influenciam a nitidez das imagens e são responsabilidade direta do fotógrafo:

. Ajuste de dioptria, aplicada na câmera, de acordo com a necessidade do fotógrafo.
 . Seleção de velocidade de obturador adequada ao congelamento de uma cena em movimento.
. Controle de movimentação do fotógrafo, no momento do disparo.
. Desativação do estabilizador de imagem da objetiva, quando se fotografa com a câmera sobre um tripé.
. Definição de profundidade de campo adequada – configuração da abertura do diafragma, distanciamento entre a câmera e o plano de foco e escolha da distância focal.
. Bom senso na definição da sensibilidade ISO, diante de condições deficientes de luminosidade, evitando excesso de geração de ruído.


. Posicionamento correto e utilização de para sol em relação à cena e à fonte de luz, evitando flare.
. Avaliação da necessidade de travamento do espelho, considerando o tipo de fotografia desejada.

Objetivas de alto custo nem sempre produzem imagens perfeitas.

Realmente, isso deveria ser verdade, uma vez que, em se tratando de objetivas, quanto mais caras, melhores serão.

Mas existe a possibilidade de termos adquirido uma objetiva “ruim” ou termos baseado nossa escolha em opiniões, que por uma razão ou outra, supervalorizam determinada lente.

Podemos estar diante de uma terceira justificativa – tanto câmeras, quanto objetivas são produzidas em série, buscando redução de custos e podem sofrer variações na montagem.

Embora os projetos óticos sejam muito bem elaborados, componentes como os eletrônicos e motores, podem provocar variações, o que acaba por gerar uma objetiva com ligeiros desvios – uma mínima variação de mícrons na montagem da baioneta faz com que a distância entre a lente e o sensor fique fora do padrão projetado, alterando o plano de focagem.

Além de variações em virtude de problemas na montagem das objetivas, o uso frequente pode, também, gerar desvios.

Diante dessa possibilidade, algumas câmeras incorporaram o recurso de MICROAJUSTE DE FOCO.

Através do menu das câmeras é possível ajustar, milimetricamente, o foco para que o conjunto funcione melhor. A câmera memoriza o ajuste para cada lente e compensa o foco, automaticamente.





O processo pode ser feito manualmente ou através de softwares específicos, como os comercializados pela Reikan - O FoCal

Embora as opiniões sejam divergentes em relação à aplicação do microajuste, o recurso se mostra muito eficiente, desde que bem aplicado.

Na próxima postagem falaremos sobre isso – boa semana e fotos mais nítidas!
por Andreia Bueno
Studio3 Escola de Fotografia / Sesiminas

terça-feira, 21 de julho de 2015

FOTÓGRAFO PROFISSIONAL - CARREIRAS BEM CONSTRUÍDAS SUPERAM QUALQUER CRISE





















Na sociedade contemporânea, as relações de trabalho têm mudado aceleradamente e vemos o emprego com carteira assinada ser substituído por novas formas de contratação de serviços e em consequência disso, o número de autônomos e profissionais liberais vem crescendo a cada dia – é aqui, que se encaixa a profissão do Fotógrafo.

Apesar de estarmos inseridos numa organização social, que tem por tradição, venerar a “carteira assinada”, a condição de autônomo traz inúmeras vantagens.

Grande parte dos autônomos acaba se tornando um, por força das circunstâncias – seu emprego, que lhe trazia a (falsa) sensação de estabilidade, é perdido. Outros se tornam autônomos por escolha.

O certo é que trabalhar como autônomo tem grandes vantagens!

Mais ainda, como fotógrafo – profissão em franca ascensão e que traz imenso prazer, desde que o “negócio” seja bem gerenciado.

O fotógrafo autônomo pode adaptar a carga de trabalho às suas necessidades e metas, tem liberdade na organização de seu tempo, responde, apenas, a si mesmo e tem diante dele, um mercado de trabalho bem mais amplo do que o do assalariado, o que pode ser bem mais vantajoso, se mantiver o foco em seus desejos e realizar os esforços necessários.

Concluindo, o fotógrafo autônomo tem tempo e liberdade para buscar trabalho e soluções, de acordo com seus sonhos!

Ele pode atuar, informalmente, no início e decidir por formalizar a empresa mais tarde, quando sua atuação no mercado já for mais consistente.

Sabemos, que nenhum começo é fácil – é preciso decidir sobre o nicho de atuação, estudar o mercado, perfilar seu cliente, ter um bom plano de marketing e de divulgação, dominar o networking, montar parcerias com outros profissionais, manter-se atualizado, ter disciplina, saber gerenciar as finanças e buscar formação consistente.

O estudo sistemático é fundamental - estar preparado para atuar com sucesso no mercado profissional, exige mais do que ler artigos na internet, assitir vídeos no Youtube ou fazer cursos de curta duração, de dois ou três meses e workshops de finais de semana.
O profissional precisa construir conhecimento sólido, gradativo, desde a base até o topo, o que não se consegue em menos de um ano.

Mas, com o esforço necessário, o sucesso é consequência.

O ser humano é, essencialmente, imagético e todas as empresas se utilizam dessa característica para permanecerem no mercado – o fotógrafo é peça fundamental desse processo, gerando imagens para que o homem se reconheça no mundo.

O mercado está aberto e ávido por fotógrafos bem formados, que dominem a técnica, o discurso visual e a administração de suas carreiras.

Veja a história de Fabinho Trindade, de 31 anos, de Campo Grande, que abriu mão da faculdade para se dedicar à carreira de fotógrafo e comemora 5 anos de sucesso!


por Andreia Bueno
21 de Julho de 2015

quinta-feira, 18 de junho de 2015

CURSO DE FOTOGRAFIA PROFISSIONAL 2015 . MATRÍCULAS ABERTAS!

Chegou nossa Temporada de Inscrições para o Curso de Fotografia Profissional 2015/ 2º semestre!

A Escola de Fotografia Studio3 & Sesiminas já está com as matrículas abertas para as turmas do Curso de Fotografia Profissional, que será iniciado em Agosto!

Abrimos, atendendo a demanda, uma turma aos Sábados pela manhã, uma turma à tarde, às terças e quintas e uma turma à noite, também às terças e quintas.

A Escola melhora a cada semestre, adequando seu cardápio de cursos e workshops, contratando professores qualificados e ampliando seu espaço físico, mas sempre mantendo a política de um relacionamento próximo com nossos alunos e o ensino consistente da fotografia.

Nosso resultado se reflete nos sucesso dos ex-alunos, que estiveram conosco e se dedicaram ao seu próprio aprendizado com seriedade, o que nos deixa, imensamente, felizes.
E o melhor - a grande maioria, retorna para as especializações! Isso é que é confiança, pela qual, somos gratos!

Trabalhamos com um método de ensino gradual e sistemático, onde aliamos teoria e prática em situações reais, durante todo o ano - são 225 horas para que possamos compartilhar conhecimento e experiências, exercitar a técnica, o olhar e capacidade de cada um, de discursar imageticamente.

Venha fazer parte desse grupo de sucesso! Venha aprender fotografia com a gente!

Quer saber dos detalhes?
Veja o programa e outras informações aqui! 

Se você quiser falar conosco, é só ligar ou enviar um email!

(31) 2551-3720
studio3.sesiminas@gmail.com

Ah! E nesse semestre, vamos dar uma forcinha para os calouros - sortearemos uma objetiva 50 mm f/ 1.8 entre os inscritos!

Esperamos por você!




segunda-feira, 1 de junho de 2015

CURSO "LIGHTROOM PARA FOTÓGRAFOS" com CAU PANSARDI . MATRÍCULAS ABERTAS!





A Escola de Fotografia Strudio3 & Sesiminas está com matrículas abertas para o Curso"Lightroom para Fotógrafos", com Cau Pansardi.


O software é um dos mais avançados e ricos na área do gerenciamento de arquivos e edição de fotografias.


Trabalhando com fotografias, lidamos com grande quantidade de arquivos e, para que nosso dia-a-dia funcione bem, é necessário saber organizá-los e administrá-los, além de saber extrair deles, o que de melhor podem oferecer.

O Lightroom 6, cada vez melhor, vem para facilitar a vida dos fotógrafos, possibilitando com rapidez, a visualização de um grupo de imagens, a localização de uma foto, a aplicação de manobras em lote e a edição não-destrutiva.


Para aproveitar TUDO que o programa pode proporcionar, é preciso dominar a fundo, cada uma de suas ferramentas - não basta operar intuitivamente.

O Curso Lightroom 6 para fotógrafos - a mais nova versão do software, recheada de novidades - vem para compartilhar, com turmas reduzidas - serão, somente, 12 alunos - conhecimento consistente, desde a compreensão da mecânica do programa, até o processo de publicação através de servidores externos, passando por cada uma de suas ferramentas essenciais.

Assim, o fotógrafo pode finalizar seu trabalho com segurança, mantendo seu estilo pessoal, sem dispensar longas e intermináveis horas na pós-produção, lembrando que, o tratamento aplicado em seu trabalho se constitui em uma ferramenta do Discurso Visual!

Programa do Curso:

01. A interface modular do Lightroom e a barra de menus
As preferências
Compreendendo o(s) catálogo(s)
Ajustes do(s) catálogo(s)
Personalização da Placa de Identidade e da marca d’água

02. Importando fotos para o Lightroom
As opções de ingestão
As pré-visualizações inteligentes
Criando cópias de segurança (backups)
Escolhendo pré-ajustes de desenvolvimento na importação
Aplicando os metadados e as palavras-chave

03. Os painéis básicos do módulo Biblioteca
Library (catálogo, pastas, ajustes rápidos, palavras-chave e metadados)
A barra de ferramentas e suas opções
As opções de visualização
Vendo fotos no módulo Biblioteca
A edição e a classificação das fotos
Etiquetando pessoas
A barra de filtros
Montando coleções
A sincronização dos metadados e ajustes
O diálogo de exportação

04. O módulo de Desenvolvimento - Develop
A aplicação dos pré-ajustes existentes e a criação de novos
Os instantâneos e o histórico
A possibilidade de trabalhar com as coleções
O painel de desenvolvimento e as ferramentas de ajuste
Copiar, Colar e Sincronizar os ajustes
Trabalhando com a pré-visualização da impressão
Comparando as imagens

05. Uma visão rápida do módulo Mapa - Map


06. O módulo Livro - Book
Possibilidades de exportação
Ajustes de layout

07. O módulo Apresentação - Slideshow
Os padrões (Templates) inseridos no Lightroom e a criação de novos padrões
As opções de ajuste para a montagem de uma apresentação

08. O módulo de Impressão - Print
Os padrões (Templates) inseridos no Lightroom e a criação de novos padrões
Os três tipos de Layout
As possibilidades de ajuste para a saída impressa

09. Módulo Web
Os padrões (Templates) inseridos no Lightroom e a criação de novos padrões
As opções de ajuste para a configuração dos sites
Configurações para um servidor externo







  Conheça um pouco sobre Cau Pansardi




 

Interessou-se pela fotografia ainda jovem e começou a estudar, por si próprio, as técnicas fotográficas da época.

Tendo cursado Engenharia Mecânica, trabalhou durante mais de 20 anos junto à indústria automobilística, principalmente dentro da área da qualidade e fez da fotografia o seu hobby.
No início dos anos 80 dedicou-se ao estudo da computação gráfica e da editoração eletrônica e executou trabalhos para revistas, jornais e agências de publicidade, durante seus horários livres.
Nos anos 90 abandonou a área da engenharia e abriu sua primeira empresa dentro da área gráfica.

Trabalhando com a impressão de material voltado à publicidade, teve contato com as maiores agências publicitárias de São Paulo e dedicou-se a estudar sobre técnicas de impressão e gerenciamento de cores.
Sempre apaixonado pela criação e manipulação de imagens, passou a imprimir, com muita qualidade, seus próprios trabalhos fotográficos e a fazer gigantografia de imagens, utilizando-se da tecnologia de jato de tinta que então se iniciava. Este seu trabalho na área fotográfica começou a despertar a atenção de outros fotógrafos que queriam ter suas imagens impressas com fidelidade de cores e em tamanhos e formatos não disponibilizados pelos laboratórios.

Em 2006 mudou-se para Belo Horizonte e continuou capitaneando sua empresa de impressão de material publicitário até 2009.

Unido de uma forma ativa à Associação de Fotógrafos Fototech passou a conhecer melhor a produção fotográfica mineira de Belo Horizonte e no final de 2010 abriu o Bureau 5000K, especializado em impressão fine art.
Atualmente, além de se dedicar ao Bureau 5000K, presta consultoria a empresas gráficas e fotógrafos e ministra cursos e workshops para grupos particulares e instituições acadêmicas.


Venha aprender com a gente!

Info: studio3.sesiminas@gmail.com

quinta-feira, 21 de maio de 2015

A FOTOGRAFIA E A LUZ QUE ENCANTA . ILUMINAÇÃO EM RETRATOS
















A luz sempre me encantou – ela, por si só, independente da fotografia.

Desde criança me encanto com suas variações, seus efeitos, com sua poesia – com o que ela esconde mais do que mostra; com o momento em que ela se torna “concreta”.

Trabalhei com ela em algumas áreas – projetos luminotécnicos residenciais e comerciais, na área do design de Ambientes, na iluminação cênica e na fotografia.
Ao longo do tempo, sentindo e experimentando suas possibilidades.

A forma como, hoje, trabalho a luz – ambiente, fotográfica ou natural – é resultado de um caso de amor eterno.

Muitas vezes, fotografando espetáculos, me encantei tanto com ela, que deixei de usar a câmera e fotografei, apenas, com os olhos.

Cada fotógrafo tem seu próprio estilo, sua maneira de lidar com a luz e isso, traduz muito de sua personalidade – uns gostam de luz suave, pouco contrastada. Outros, de uma luz mais dramática, com sombras significativas. Há ainda, os que preferem manter todos os tons de brilho de sua imagem dentro de níveis médios.
Assim, quando têm liberdade para criar, produzem ou aproveitam a luz de suas fotografias, fotometrando de forma a conseguir a imagem, que imaginaram.

Lembrando, que a luz é, também, ferramenta de Discurso Visual – ela confere “clima” à fotografia, reforça ou contradiz a narrativa de uma imagem. Pode ser a causa do sucesso ou do fracasso de uma imagem, que o fotógrafo levou muito tempo para conceber. Antes de tudo, ela deve emocionar provocar impacto no observador.

Pessoalmente, costumo chegar aos extremos com a luz – isso faz parte da minha personalidade.

Percebo que muitos têm dúvidas sobre como obter a luz ideal, que emociona.
Então, conversemos aqui – vou compartilhar um pouco das minhas experiências.
Vou escrever, nesse momento, sobre a iluminação para retratos em estúdio.
Posteriormente, escreverei sobre outros tipos de iluminação aplicados à fotografia.

Antes de tudo, é preciso ter um conceito, muito bem elaborado, sobre as fotografias que desejamos fazer. Para isso, o domínio das matérias relacionadas com comunicação, com o discurso visual é fundamental. Uma técnica apurada e excelentes equipamentos sem esse pré-requisito não funcionam.
Definido o conceito, chega o momento de conceber um set de iluminação, que se harmonize com o conceito criado e atenda ao objetivo do trabalho.

A essa altura, a decisão sobre o tipo de sistema a ser utilizado, já foi tomada: iluminação contínua ou flashes.
Casa sistema tem suas vantagens e desvantagens. Cabe ao fotógrafo analisar e decidir.

Veja aqui uma breve comparação.

MONTANDO A ILUMINAÇÃO PARA SUA FOTOGRAFIA . A LUZ PRINCIPAL










O próximo passo será decidir o padrão de luz principal, que utilizaremos.

Depois da escolha do sistema, que é mais difícil de ser alterada, já que investimos um valor razoável na compra, essa é a decisão mais importante do processo, pois dela partirão todas as outras.

Através de estudos e experiências de inúmeros fotógrafos ao longo do tempo, foram definidos alguns padrões de luz principal, a saber:

01. Split Light




















É o padrão de iluminação em que a Luz Principal ilumina, apenas, a metade do rosto – a outra metade é mantida na área de sombras.

Para obtê-la, o fotógrafo deve posicionar a Luz Principal lateralmente – a 90 graus - e mais baixa, em relação ao retratado.
Em alguns casos, dependendo da distância entre o retratado e a câmera, é conveniente posicioná-la, ligeiramente, atrás do modelo.

É uma luz que, utilizada sem outras no mesmo set (luz de Preenchimento, Contraluz, Luz de Cabelo, Luz de fundo), confere uma atmosfera, essencialmente, dramática à fotografia.

Por ser um padrão, que produz grande área de sombras, causa a sensação de “emagrecimento”, podendo também, ser utilizada para reduzir um rosto ou um nariz largo.

Utilizada um com leve luz de preenchimento, torna-se menos dramática e esconde irregularidades do rosto.

Normalmente, utilizada para homens, pode ser aplicada a mulheres.




















02. Rembrandt Light




















Também chamada de “Iluminação 45 Graus”, é caracterizada por um lado do rosto, totalmente, iluminado e um pequeno triângulo de luz, formado na face do modelo, que está oposta à luz principal.

Considerada, a princípio, masculina, transmite ao observador, impressões de nobreza, dignidade, honestidade – produz resultados fantásticos, quando utilizada em formatos corretos de rosto, mesmo para mulheres.

A Rembrandt Light é obtida posicionando-se a luz principal em um ângulo de 45 graus em relação ao modelo e um pouco mais alta, a fim de projetar no lado oposto do rosto, uma sombra, suficientemente, longa para formar o triângulo de luz.

Deve-se, sempre, observar – tanto a altura da luz principal, quanto do rosto do retratado – a fim de evitar sombras dentro e abaixo dos olhos, em todos os padrões de luz principal.

A Rembrandt Light leva o nome do famoso pintor holandês, que popularizou esse estilo dramático de iluminação em suas telas.




















03. Loop Light




















É um dos padrões de iluminação, mais comumente utilizados, adequado a quase todos os formatos de rosto, especialmente, os ovais.

É obtida posicionando-se a luz principal na direção do eixo da câmera e elevando-a, levemente, acima do nível dos olhos do retratado.
Caracteriza-se por um lado do rosto iluminado, uma leve sombra em torno do nariz e uma área de sombra, do lado oposto à luz principal.

Promove maior área de luz à cena, especialmente, aos olhos, causando sensação de “alegria”, “felicidade”.

É bastante utilizada em revistas, livros, retratos em geral e em fotografia de moda.


















04. Paramount Light




















Paramount Light ou muitas vezes, chamada de “Beauty Light”, “Hollywood Light”, “ Butterfly Light” ou “Glamour Light” é considerado um padrão, essencialmente, feminino e produz uma pequena sombra simétrica, em forma de “borboleta”, logo abaixo do nariz.

É ideal para pessoas, que possuem rosto arredondado, pois causa a ilusão de “afinamento”, esculpindo o rosto, ressaltando as maçãs e valorizando a textura da pele do modelo.
É frequentemente utilizada em fotografia de beleza e moda.

A luz principal é posicionada em frente e num ângulo mais alto, em relação ao retratado, paralelamente à linha vertical do nariz.
Uma vez, que a luz principal deve ser posicionada num ângulo mais alto e frontalmente para se obter a sombra em forma de “borboleta” sob o nariz, não é aconselhável utilizá-la em pessoas com “olhos fundos”, pois esses não receberão iluminação.

De modo geral, não é usado em homens, pois tende a reforçar um padrão de rosto que é, usualmente, mais anguloso.

Em homens ,que possuem um formato de rosto menos marcado, mais arredondado, pode ser usado, com sucesso.

















VARIAÇÕES DA LUZ PRINCIPAL

Os quatro padrões descritos acima consideram um único posicionamento de câmera e do modelo a ser fotografado – rosto apontado para a câmera.
De acordo com a alteração da posição do rosto do modelo, podemos obter algumas variações dos padrões de luz principal já descritos – rosto do modelo direcionado para fora da câmera, em posição de ¾.

01.Short Light
É obtida posicionando-se o modelo para que desloque seu rosto em posição de ¾, apontando o nariz para fora da câmera, de forma que o lado de sombras, fique posicionado para a câmera.

Assim sendo, torna-se ainda mais dramática.

Causa sensação de “afinamento”, sendo interessante como opção de iluminação para rostos redondos.

02. Broad Light

















É obtida posicionando-se o modelo para que desloque seu rosto em posição de ¾, apontando o nariz para fora da câmera, de forma que o lado mais iluminado fique voltado para a câmera.

Assim sendo, a câmera registrará uma maior área de luz no rosto, causando sensação de “ampliação” de seu formato – é bastante eficiente para pessoas com rostos finos e compridos.

Confere à fotografia, clima de alegria e felicidade.

Depois de decidido o padrão de luz principal – que é a primeira e mais importante escolha para montar um set de iluminação para determinado trabalho – é hora de optar pela qualidade da luz.
Vale lembrar, que qualquer um dos padrões pode ser aplicado em estúdio ou em externas – com iluminação natural ou não.

Em estúdio, podemos obtê-los direcionando a luz principal e/ou o modelo.

Sob luz natural, só podemos obtê-los direcionando o modelo em relação à fonte de luz.
Como estaremos sob as leis da natureza, a hora do dia para a sessão fotográfica é fundamental – nenhum dos padrões poderá ser conseguido, se fotografarmos sob a luz do sol do meio dia, sem qualquer equipamento auxiliar.

ARREMATANDO ESSE ALINHAVO

* Regras existem para que as quebremos – experimentar é a essência de tudo!
Mas antes, precisamos conhece-las e saber a razão de sua proposição.

* Quando estiver montando sua iluminação, fique atento às sombras - não elimine- as e sim, controle!
Devemos perseguir, para uma iluminação de impacto, o contraste!

O que é Luz Principal?

Em inglês, “ Main Light” ou “Key Light” é a principal fonte de iluminação de um determinado set.
Ela define a base da exposição e a direção da luz, bem como onde incidirão as sombras e as altas luzes na cena.
Num set, teremos sempre, uma única luz principal.
A escolha do tipo de Luz Principal a ser utilizada deverá levar em conta, além do conceito do trabalho, o tipo físico do retratado.

Nem todos os padrões de Luz Principal são adequados a todos os tipos físicos. Eventualmente, de acordo com as características do rosto do retratado, é impossível obter determinado padrão.

Por Andreia Bueno
Escola de Fotografia Studio3 & Sesiminas
21 de Maio de 2015

domingo, 10 de maio de 2015

VOCÊ ACREDITA NAS CORES DA FOTOGRAFIA QUE VÊ NO MONITOR DO SEU COMPUTADOR?


por Cau Pansardi

Nesses tempos digitais, todos sabemos, os fotógrafos foram obrigados a acumular tarefas que outrora eram executadas por terceiros. Atualmente o fotógrafo, além de capturar a imagem à sua frente, é responsável por sua revelação, edição, tratamento e saída no formato solicitado pelo cliente — o que pode incluir um arquivo digital para visualização em diversos dispositivos ou para exibição na web, para apresentações, projeções, para a impressão de álbuns, quadros, revistas, jornais e uma infinidade de propósitos.
Para tornar possível que a imagem transite entre os diversos dispositivos (celulares, tablets, câmeras, scanners, projetores, impressoras, etc) mantendo a fidelidade das cores capturadas no momento do registro durante todo o fluxo de trabalho, é necessário que exista um gerenciamento de cores adequado ao processo.


Esta é a hora de chamarmos a atenção para um fato: se a captura é vinculada (câmera conectada ao computador), visualizamos a imagem diretamente no monitor ligado ao computador e, se a captura não é vinculada, damos uma rápida conferida no visor da câmera para, posteriormente, examinarmos o arquivo no monitor do computador. É com a visualização do(s) arquivo(s) através do monitor que faremos nossa edição, tratamento, etc. Softwares como Lightroom e Photoshop permitem, inclusive, que possamos ver uma prévia de como a imagem se comportará ao ser enviada para outro dispositivo. Se enviamos nosso(s) arquivo(s) para nossos clientes e/ou fornecedores em qualquer lugar do planeta, queremos que a imagem possa ser vista como foi por nós idealizada e interpretada — da mesma forma, com as mesmas cores.
O monitor é a base para todo o processo que se inicia após a captura. É a imagem nele exibida que servirá como padrão para a comparação com a imagem impressa, com a imagem projetada, com a imagem visualizada em outros dispositivos e assim por diante.


Neste momento, vem a pergunta:


“VOCÊ ACREDITA NO MONITOR DO SEU COMPUTADOR?” 

Será que ele te mostra, corretamente, os dados contidos no seu arquivo?

Para os profissionais, que trabalham com imagens - fotógrafos, ilustradores, publicitários, designers e outros - é premissa obrigatória, que se utilize um bom monitor e hoje o mercado oferece boas opções, a preços competitivos.


Mas, por melhor que seja o monitor, por mais que os fabricantes alardeiem, que seus monitores saem “calibrados” de fábrica e ainda que forneçam perfis “enlatados”, para serem utilizados junto a seus monitores, nada substitui uma calibração bem feita e uma posterior caracterização, adequadas ao seu monitor. 

Esta é a melhor forma de garantir, que a capacidade do seu monitor está sendo aproveitada ao máximo e que as informações contidas em seu(s) arquivo(s) estão
sendo visualizadas da melhor forma possível, dentro dos padrões internacionais, estabelecidos pelo Consórcio Internacional de Cores (ICC).


* A partir de agora, Cau Pansardi passa a fazer parte da equipe de colaboradores da Escola de Fotografia Studio3 & Sesiminas, assumindo a área de ensino e consultoria sobre impressão, gerenciamento de cores e tratamento de imagens.
Assim, a Escola amplia a gama de cursos oferecidos - sempre, ministrados por professores qualificados - e busca a formação, cada vez mais consistente, de seus alunos, que estarão aptos para o mercado de trabalho.
Para nós, é uma honra, contar com um amigo e expert nos temas, na equipe da Escola!

Conheça Cau Pansardi:

Interessou-se pela fotografia ainda jovem e começou a estudar, por sua própria conta, as técnicas fotográficas da época.

Tendo cursado Engenharia Mecânica, trabalhou durante mais de 20 anos junto à indústria automobilística, principalmente na área da qualidade e fazendo da fotografia o seu hobby.


No início dos anos 80 dedicou-se ao estudo da computação gráfica e da editoração eletrônica, executando trabalhos para revistas, jornais e agências de publicidade, em seus horários livres.
Nos anos 90 abandonou a área da engenharia e abriu sua primeira empresa dentro da área gráfica.
Trabalhando com a impressão de material voltado para publicidade, teve contato com as maiores agências publicitárias de São Paulo e dedicou-se a estudar técnicas de impressão e gerenciamento de cores.


Sempre apaixonado pela criação e manipulação de imagens, passou a imprimir, com alta qualidade, seus próprios trabalhos fotográficos e a fazer gigantografia de imagens, utilizando-se da tecnologia de jato de tinta, que então se iniciava. 


Seu trabalho na área fotográfica começou a despertar a atenção de outros fotógrafos, que queriam ter suas imagens impressas com fidelidade de cores e em tamanhos e formatos não disponibilizados pelos laboratórios.

Em 2006 mudou-se para Belo Horizonte, continuando a capitanear sua empresa de impressão de material publicitário até 2009.


Unido de uma forma ativa à Associação de Fotógrafos Fototech, passou a conhecer melhor a produção fotográfica mineira e no final de 2010 abriu o Bureau 5000K, especializado em impressão fine art.
Atualmente, além de se dedicar ao Bureau 5000K, presta consultoria a empresas gráficas e fotógrafos e ministra cursos e workshops para grupos particulares e instituições acadêmicas.


terça-feira, 5 de maio de 2015

VENHA APRENDER CONOSCO TODOS OS SEGREDOS DO FLASH DEDICADO! WS COM VITOR MACEDO




Venha aprender conosco todos os segredos do FLASH DEDICADO e a usá-lo de forma criativa!

A Studiotrês Escola de Fotografia está com INSCRIÇÕES ABERTAS para o Workshop FLASH DEDICADO, com Vitor Macedo.

São poucas vagas para o melhor rendimento!

O Programa do curso e demais informações, estão disponíveis no ISSUU - visite e conheça!

Clique aqui para conhecer o programa e o que preparamos para você!

Dúvidas? Escreva prá nós; studio3.sesiminas@gmail.com