segunda-feira, 31 de agosto de 2015

PERFIL - GALERIA DE FOTOS DE NOSSOS ALUNOS - ALEXANDRE SOUZA

Ninguém melhor para representar o trabalho da Studio3 Escola de Fotografia/Sesiminas, do que seus alunos!
A partir de hoje, a cada quinzena, exibiremos o trabalho fotográfico de um deles - iniciamos com Alexandre Souza!







Alexandre tem um olhar único, refinado, ousado, que se traduz através de uma técnica apurada.

Amante da fotografia em preto e branco, interpreta suas visões com contrastes belíssimos.









Veja aqui uma amostra de seu portfólio.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Para se alcançar sucesso na carreira como Fotógrafo Profissional, não basta ter talento e olhar diferenciado - é preciso saber administrar o tempo, recursos, desenvolver e aplicar processos de gestão, além de utilizar com habilidade, as ferramentas de Marketing.

Pensando nisso, a Studio3 Escola de Fotografia/ Sesiminas lançou e está com inscrições abertas para o curso Gestão de Carreira e Marketing para Fotógrafos!

É uma oportunidade única para aprender os segredos do sucesso na carreira profissional.

São 24 horas de curso, onde serão abordados todos os temas relevantes, além da realização de uma oficina prática, em que os alunos elaborarão, sob supervisão, seu próprio Plano de Negócios e Marketing, a fim de dar início ao processo!

Venha você também!

As vagas são limitadas - garanta a sua!

Info: studio3.sesiminas@gmail.com

domingo, 16 de agosto de 2015

8 PASSOS PARA O SUCESSO DA SESSÃO FOTOGRÁFICA


A Fotografia exige investimentos consideráveis, tanto em equipamentos, quanto em cursos, livros, participação em congressos e viagens, entre outros.

Mais que dinheiro, investe-se um valor intangível e irrecuperável – o tempo.

Para o fotógrafo, o tempo gasto com trabalho determina seus ganhos ou suas perdas - saber utilizá-lo de forma racional é uma das chaves para o sucesso na carreira.

Compartilho então, com vocês, meu método de trabalho, bastante sistemático, focado no planejamento e eficiência, desenvolvido ao longo da minha trajetória de 30 anos como fotógrafa profissional, para sessões fotográficas, em que temos o controle dos acontecimentos.

O objetivo é minimizar problemas – é impossível eliminá-los por completo.

O processo se inicia pela finalidade do trabalho fotográfico, pela mídia na qual será entregue ao cliente.

Tenho prontos, sempre renovados e adaptados às expectativas de cada cliente, pelo menos cinco arquivos com projetos gráficos de álbuns e fotolivros, elaborados por mim, no Adobe Indesign.

Esses mesmos projetos impressos e encadernados, levo comigo quando atendo meus clientes, juntamente com meu portfólio fotográfico – mostrar o produto materializado é essencial, se quero que meu cliente adquira o trabalho impresso.

Dica

Não confunda portfólio com amostra de material impresso – o portfólio exibe suas qualidades e estilo como fotógrafo.

As amostras de material impresso (álbuns, fotolivros, banners, revistas, etc) exibem seu estilo de projeto gráfico, de diagramação, qualidade do material e da encadernação, com as quais você trabalha.

Tenha um portfólio para cada área da fotografia, com as quais você trabalha – não misture, no mesmo portfólio, fotografia de gestantes com fotografia de produtos.

Fotografias de áreas correlatas podem estar no mesmo portfólio, como por exemplo, fotografia de gestantes e de famílias.

Em todo atendimento, escuto muito mais do que falo. Cada palavra, cada gesto e postura do cliente me fornecem pistas para que eu construa seu perfil, entenda sua personalidade e sua demanda.

Apresento então, as opções de mídia com as quais trabalho – o cliente pode assim, certificar-se da qualidade do material impresso, da encadernação, do meu estilo de diagramação e fotográfico.

Depois que o cliente faz sua escolha, apresento minha proposta, que se aceita, torna-se um contrato detalhado, proporcionando segurança a ele e a mim.

Começa então, a aplicação do meu método de trabalho, que racionaliza o gasto de tempo, a exigência do meu equipamento e garante a satisfação do meu cliente:

Fase 01 . Briefing




















O fotógrafo deve agendar um encontro informal com cliente para um bate papo, para conhecê-lo melhor, reunindo informações sobre suas preferências e expectativas em relação ao trabalho fotográfico, às linhas gerais da narrativa visual e estética.

É o momento de estabelecer o vínculo com o cliente, gerando confiança e um pouco de intimidade – certamente, o trabalho transcorrerá com maior fluidez.

Finalizando o encontro, o fotógrafo deve entregar dois briefings para o cliente e solicitar o preenchimento – um textual e outro, visual.

Fase 02. Elaboração do Projeto



























Com base nas informações recebidas nos briefings, o fotógrafo inicia o processo de criação, montando uma “boneca”, que simulará o modelo gráfico contratado pelo cliente.

Em cada quadro da “boneca”, o fotógrafo esboçará através de desenhos, cada fotografia, incluindo todos os elementos estéticos do projeto gráfico e de produção.

Fase 03. Inventário














Finalizada a “boneca”, faz-se um inventário de tudo, que será necessário para a realização da sessão fotográfica e do projeto gráfico, incluindo locação, elementos de cenário, acessórios, adornos, esquemas de cores, tipografia, etc.

É hora de retornar ao cliente, orientando sobre os looks a serem usados, maquiagem, cabelo e solicitando o que ele tiver disponível, dentro do inventário.

Se o cliente não tiver algum item, cabe ao fotógrafo ou ao produtor, providenciar.

No dia anterior à sessão fotográfica, é fundamental conferir todos os itens do inventário e entrar em contato com o cliente para confirmações.

Fase 04. Sessão Fotográfica



















No dia da sessão, o fotógrafo deve levar consigo todo material de produção organizado e a peça-chave – a “boneca” - para então, iniciar o trabalho, consultando-a e fotografando de acordo com o planejamento.

Dessa forma, ao final da sessão, terá fotos adequadas à diagramação do modelo de álbum ou fotolivro escolhido pelo cliente, no que se refere ao formato, cores, cenas e narrativa visual.

Fase 05. Workflow


Depois de finalizada a sessão, é hora de colocar o Workflow em ação, descarregando os arquivos, fazendo back up, editando e aplicando o tratamento básico nas fotos, a fim de enviar ao cliente para seleção.

Fase 06. Diagramação



Recebida do cliente, a lista de fotos selecionadas para o álbum ou fotolivro, o fotógrafo faz o tratamento detalhado das imagens, abre o modelo de projeto gráfico escolhido e, com base na “boneca”, insere as fotos nos respectivos quadros.

Fase 07. Impressão e Encadernação

Terminada a diagramação, o fotógrafo deve enviar o pré-projeto para aprovação do cliente.
Depois de aprovado, envia-se o material para a gráfica ou minilab e depois, para a encadernadora, acompanhando- se o processo – isso evita surpresas desagradáveis.

Dica

No caso de fotolivros, costumo rodar meus materiais aqui em BH, numa gráfica específica, que trabalha com a HP Índigo para depois, enviá-lo a uma encadernadora.
Para álbuns, deixo o trabalho de copiar as fotos e encadernar numa única fábrica, que me entrega o produto pronto.

Fase 08. Entrega do Material ao Cliente

Com o produto pronto, o fotógrafo deve entrega-lo ao cliente numa embalagem personalizada, contendo sua marca – é sempre bom, oferecer um “presente” ao cliente.

Existem infinitas formas de surpreender o cliente com um “presente”, sem que isso onere o valor cobrado pelo serviço.

Esse método de trabalho pode parecer complexo no início, mas com o uso frequente, torna-se automático - nossos alunos, que utilizam, aprovam.

Através dele, o fotógrafo “pensa” a fotografia antes de realiza-la, cria projetos personalizados, evita atropelos na diagramação, racionaliza seu tempo, além de exercitar sua criatividade.

Sessões planejadas, quase nunca ultrapassam o tempo previsto, não geram excesso de imagens e possibilitam a entrega do material ao cliente antes do prazo prometido.O resultado é a satisfação de ambos!

Mas nunca é demais lembrar – qualquer planejamento deve incluir “resiliência”.

Ninguém vai deixar de fotografar uma bela e repentina cena, só porque não faz parte do projeto!

Há, sempre, lugar para uma boa foto – quem sabe, a capa do seu projeto?

Por Andreia Bueno
Studio3 Escola de Fotografia
Agosto . 2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

FOTÓGRAFO - SUA DIVULGAÇÃO ESTÁ CHEGANDO AOS SEUS CLIENTES?





O sucesso de qualquer negócio, no nosso caso, da Fotografia Profissional depende, antes de tudo, de nossa atitude de conseguir separar a “pessoa do fotógrafo” da “Fotografia como Negócio”.

Gerenciando o negócio de forma sistemática, as chances de sucesso são garantidas.

Para isso, é preciso ter em mente, que um dos fatores mais determinantes para o sucesso é a definição do Perfil do Cliente - com uma definição bem elaborada, o investimento na comunicação entre o profissional e seus clientes será mais eficaz, gerando maiores e melhores resultados, no que se refere à venda de seus serviços e produtos.

Como traçar o perfil do cliente e utilizá-lo nas decisões estratégicas do negócio?

Um Perfil do Cliente é delineado através de pesquisas, que utilizam várias ferramentas dedicadas. Constrói-se, então:

. O Perfil Demográfico
. O Perfil Geográfico
. O Perfil Comportamental
. O Perfil Psicográfico

Cada um deles funciona como um filtro.


Perfil Demográfico

É o mais genérico e amplo de todos, considerando faixa etária, sexo, raça, religião, renda, entre outros.
Os dados podem ser obtidos através das publicações de institutos de pesquisas, como o IBGE.
Com base neste perfil, podemos prever as possibilidades de demanda.

Após a análise, podemos ter como resultado, por exemplo – pessoas entre 20 e 40 anos, do sexo feminino, casadas, grávidas, atuantes no mercado de trabalho, com renda acima de 7 salários mínimos. Esse seria um bom parâmetro para filtragem de possíveis clientes para Fotografia de Gestantes e Newborn.

Perfil Geográfico

Passando os resultados obtidos através do Perfil Demográfico pelo filtro seguinte – O Perfil Geográfico – vamos refinar o resultado, considerando localização geográfica e afins, dependendo dos serviços e produtos a serem ofertados.

Perfil Geográfico está estreitamente, ligado à estratégias de comunicação.

Teremos então, a indicação de onde deveremos divulgar nosso trabalho fotográfico e quais as mídias mais eficientes.
.
Perfil Comportamental

Identifica o comportamento do cliente ao contratar um fotógrafo, considerando:

. Benefícios que procura
. Objetivos
. Reação ao trabalho fotográfico recebido
. Constância e ocasião, em que costuma contratar.

Analisando os dados, poderemos concluir, por exemplo, que as confecções no Brasil, contratam fotógrafos de moda para lançamento das coleções Outono- Inverno, de Janeiro a Março.

Perfil Psicográfico


O perfil psicográfico aborda fatores, que influenciam o comportamento do cliente, como estilo de vida e personalidade.

É baseado nos grupos dos quais fazem parte, locais que frequentam, profissão, hábitos, etc.

Teremos informações valiosas, que nos capacitarão a direcionar nosso marketing e a criar produtos e serviços, que serão bem aceitos.

Reunindo todas as informações obtidas, podemos traçar um refinado perfil de cliente e estabeleceremos um foco de atuação claro e preciso.

Dessa forma, cada valor aplicado em divulgação, cada esforço na direção do desenvolvimento de novos serviços, cada investimento em equipamentos e estudos será potencializado.

Saberemos o que oferecer, para quem, onde e que forma.

E você? Sabe quem é seu cliente?

Venha aprender conosco os segredos do sucesso!

 
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sexta-feira, 31 de julho de 2015

SINTO MUITO AMIGO, MAS SUA FOTOGRAFIA NÃO É BOA.

O que é, realmente, uma boa fotografia?

Em todos os grupos e fóruns da internet dedicados à Fotografia há sempre aqueles, que publicam suas fotos e pedem aos membros, que deem opiniões - alguns são superficiais, comentando com duas palavras, outros criticam, ferozmente. Há ainda, os que fazem uma longa análise técnica, sem sequer saber da intenção do fotógrafo ou das condições em que a foto foi feita.

Realmente, colocar nosso trabalho à prova sob os olhares dos observadores, faz com que, no mínimo, aprendamos que cada um tem uma percepção diferente do nosso trabalho e que precisamos aceitar isso.

Quando se trata de fotografia comercial – aquela que fazemos para atender a demanda dos clientes – os princípios essenciais, como uma boa exposição e nitidez, precisam ser alcançados. O fotógrafo pode e deve aplicar um estilo próprio em seu trabalho, mas não se afastar de fundamentos bem aplicados, não só da técnica, mas também da narrativa e da estética.


Mas quando se trata de um trabalho autoral, a crítica só será válida, se tivermos conhecimento para elaborá-la e soubermos da intenção do artista.

A fotografia é comunicação e para se transmitir uma ideia, é preciso saber usar com habilidade, todas as ferramentas do discurso visual – luz, ângulo de tomada, enquadramento, foco, cores, elementos de cena, entre outros, numa boa sintaxe, constroem um texto imagético satisfatório.

A falta de foco, que arranca severas críticas, pode ter um significado gigantesco, sem o qual, a percepção da mensagem será, totalmente, equivocada.

A fotografia como arte é para ser observada, explorada, sentida.

Poucos possuem o conhecimento necessário para criticá-la - no máximo, pode-se dizer “gostei” ou “”não gostei” e isso, depende das experiências, do repertório, da história de cada um.

Penso que no início da carreira, quando o fotógrafo dá seus primeiros passos e ainda não se sente seguro, considerar avaliações e críticas vindas de todos os lados, pode ser prejudicial.
Seria melhor eleger alguns fotógrafos experientes, dos quais se admira o trabalho, e pedir uma opinião.

Enfim, nós mesmos podemos iniciar um processo de autocrítica – basta sermos honestos e nos perguntarmos: o que eu vejo, considerando as limitações do equipamento e da situação, é o que imaginei obter?
Se a resposta for positiva - sim, sua foto é boa.
Caso contrário, é trabalhar mais, experimentar mais, estudar muito.

Respondendo a essa pergunta com sinceridade, o fotógrafo estará subindo mais um degrau no seu desenvolvimento.

Os fotógrafos, que formavam o The Bang Bang Club - Kevin Carter, Greg Marinovich, Ken Oosterbroek e João Silva - que cobriram o fim do Apartheid na África do Sul, nos anos 90, causaram polêmica com seu trabalho e foram, duramente, criticados. Apesar disso, seguiram cumprindo seu papel e registrando a história, que gerou um livro e inspirou o filme de mesmo nome.

E fica aqui, a dica de um ótimo filme, mas prepare-se - embora o filme não consiga traduzir, fielmente, o livro e não carregue o mínimo do horror visto pelos olhos dos fotógrafos e vivido por aquele povo, escancara a violência, da qual é capaz o ser humano.


 


































por Andreia Bueno
Studio3 Escola de Fotografia/ Sesiminas

domingo, 26 de julho de 2015

UMA QUESTÃO DE FOCO! O QUE FAZER PARA TER IMAGENS MAIS NÍTIDAS?


Dificuldades no entendimento das técnicas fotográficas e do funcionamento dos equipamentos fazem parte do processo de desenvolvimento de todo fotógrafo, mas existem coisas que provocam - quase - desespero, tanto nos amadores, quanto nos mais experientes.

Uma delas é a nitidez de nossas fotos.


A maioria de nós já passou por situações, como a compra de um equipamento novo, de última geração, caro e esperando um resultado superior, sentiu-se frustrado.
 
Por que isso acontece?

Muitas das nossas frustrações são fáceis de solucionar, pois, constantemente não utilizamos todos os recursos de nossos equipamentos.

Outras acontecem por culpa de nossas imensas expectativas em relação às imagens produzidas – esperamos, que o equipamento fotográfico nos entregue uma foto tão ou mais nítida, do que o olho humano consegue enxergar.

Os fabricantes de câmeras e acessórios se aproveitam disso para incentivar o consumo e nós, estamos sempre inclinados a trocar de equipamento, com o intuito de melhorar nossa produção.

Analisemos, então, alguns pontos, na busca de esclarecimento.

As Câmeras com maior contagem de megapixels entregam, obrigatoriamente, fotos mais nítidas.

A tecnologia responsável pelo desenvolvimento dos sensores, que equipam as câmeras digitais está muito mais avançada do que a ótica aplicada nos projetos das objetivas, que utilizamos. Isso significa que não aproveitamos todo o potencial dos sensores, pois as objetivas não conseguem resolver com precisão, os pequenos detalhes de forma a alcançar a amplitude da resolução oferecida pelas câmeras.

Até as mais recentes objetivas fabricadas sobre projetos cuidadosos, ainda estão bem aquém do necessário, para preservar os mínimos detalhes.





Esse problema é mais significativo nas câmeras equipadas com sensor APS, do que nas Full Frame – quanto maior o sensor, menor a consequência da ótica, especialmente, em casos de resolução reduzida.

A tecnologia de focagem das câmeras vem sendo aprimorada – é preciso conhecer e dominar os novos sistemas.



Os fabricantes investem, constantemente, em melhorias nos equipamentos, especialmente, na tecnologia do autofoco.

Até pouco tempo, o AF trabalhava com pontos simples, ativados um a um ou todos ao mesmo tempo.
Utilizando a “Seleção Manual do Ponto de Foco”, com um único ponto ativado, era mais fácil focar, travar e enquadrar a cena novamente.

Recentemente, o sistema foi aprimorado, para oferecer maiores possibilidades ao fotógrafo –a nova geração de câmeras foi equipada com uma tecnologia mais sofisticada -podemos selecionar grupos de pontos de focagem, acionando o número desejado de pontos de foco de acordo com a objetiva utilizada e definir seu desempenho, buscando maior precisão e mais facilidade de focagem em situações de baixa luminosidade.




Grande parte dos fotógrafos, que conheço e que adquiriu câmeras com os novos sistemas de focagem ainda não dominaram, completamente, a tecnologia ou se manteve utilizando o método antigo (um ponto simples), subutilizando o equipamento.

* Tentarei esclarecer sobre os novos sistemas nas próximas postagens.

Existe, ainda, outro fator que pode dificultar a nitidez das imagens, caso o fotógrafo troque seu equipamento APS, para outro Full Frame – haverá uma redução natural da profundidade de campo.

Isso não ocorre, exatamente, pelas características de construção do equipamento, mas sim porque o enquadramento numa câmera Full Frame é mais amplo, o que obriga o fotógrafo a utilizar uma objetiva com maior distância focal ou se aproximar mais da cena, para obter o mesmo ângulo de captura que obtinha, anteriormente, numa câmera APS, utilizando uma objetiva com distância focal menor – as duas manobras afetam a profundidade de campo disponível, reduzindo-a.

* Lembrete: são, basicamente, três os fatores que afetam a profundidade de campo, numa determinada situação: a abertura do diafragma, a distância focal e a distância entre a objetiva e o plano de foco

 

Câmeras bem configuradas e objetivas de alta qualidade, nem sempre vão oferecer imagens tão nítidas, quanto as que vemos em revistas e em peças publicitárias.

Nenhum arquivo digital de imagem sai da câmera perfeito, com todo seu potencial esgotado – é preciso passa-lo por um software adequado e realizar, pelo menos, um tratamento básico, que inclui, obrigatoriamente, aplicação de nitidez.

Normalmente, em imagens profissionais, aplica-se nitidez em três fases distintas:
a) Nitidez de Entrada – aplicada de maneira geral na imagem.
b) Nitidez Seletiva – aplicações feitas de forma localizada, em áreas selecionadas.
c) Nitidez de Saída – aplicada na imagem de maneira geral, mas com vistas à mídia de saída e nas dimensões finais da fotografia.

Todas as três manobras de aplicação de nitidez podem ser aplicadas através de softwares de conversão de arquivos RAW, do Photoshop ou de plug-ins específicos.

Pessoalmente, uso o Nik Sharpner Pro, da Nik Software. 


https://www.google.com/nikcollection/products/sharpener-pro/

Após essas manobras, a fotografia apresentará maior definição.

Atitudes simples, que podem minimizar a falta de nitidez das Imagens:

Consideremos, ainda, outros fatores que influenciam a nitidez das imagens e são responsabilidade direta do fotógrafo:

. Ajuste de dioptria, aplicada na câmera, de acordo com a necessidade do fotógrafo.
 . Seleção de velocidade de obturador adequada ao congelamento de uma cena em movimento.
. Controle de movimentação do fotógrafo, no momento do disparo.
. Desativação do estabilizador de imagem da objetiva, quando se fotografa com a câmera sobre um tripé.
. Definição de profundidade de campo adequada – configuração da abertura do diafragma, distanciamento entre a câmera e o plano de foco e escolha da distância focal.
. Bom senso na definição da sensibilidade ISO, diante de condições deficientes de luminosidade, evitando excesso de geração de ruído.


. Posicionamento correto e utilização de para sol em relação à cena e à fonte de luz, evitando flare.
. Avaliação da necessidade de travamento do espelho, considerando o tipo de fotografia desejada.

Objetivas de alto custo nem sempre produzem imagens perfeitas.

Realmente, isso deveria ser verdade, uma vez que, em se tratando de objetivas, quanto mais caras, melhores serão.

Mas existe a possibilidade de termos adquirido uma objetiva “ruim” ou termos baseado nossa escolha em opiniões, que por uma razão ou outra, supervalorizam determinada lente.

Podemos estar diante de uma terceira justificativa – tanto câmeras, quanto objetivas são produzidas em série, buscando redução de custos e podem sofrer variações na montagem.

Embora os projetos óticos sejam muito bem elaborados, componentes como os eletrônicos e motores, podem provocar variações, o que acaba por gerar uma objetiva com ligeiros desvios – uma mínima variação de mícrons na montagem da baioneta faz com que a distância entre a lente e o sensor fique fora do padrão projetado, alterando o plano de focagem.

Além de variações em virtude de problemas na montagem das objetivas, o uso frequente pode, também, gerar desvios.

Diante dessa possibilidade, algumas câmeras incorporaram o recurso de MICROAJUSTE DE FOCO.

Através do menu das câmeras é possível ajustar, milimetricamente, o foco para que o conjunto funcione melhor. A câmera memoriza o ajuste para cada lente e compensa o foco, automaticamente.





O processo pode ser feito manualmente ou através de softwares específicos, como os comercializados pela Reikan - O FoCal

Embora as opiniões sejam divergentes em relação à aplicação do microajuste, o recurso se mostra muito eficiente, desde que bem aplicado.

Na próxima postagem falaremos sobre isso – boa semana e fotos mais nítidas!
por Andreia Bueno
Studio3 Escola de Fotografia / Sesiminas