quinta-feira, 12 de maio de 2016

A IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO VISUAL NA DIAGRAMAÇÃO DE ÁLBUNS E FOTOLIVROS

À época da fotografia em filme, o fotógrafo tinha menor envolvimento com o design de seus trabalhos. Hoje, na era do digital, ele está comprometido e precisa dominar o fluxo de produção de seu trabalho: é preciso conhecer e definir todas as etapas desde a concepção da fotografia, a técnica, o tratamento, o projeto gráfico do álbum ou fotolivro e a embalagem, que será entregue a seu cliente. O resultado final reforçará seu estilo e, consequentemente, atrairá o público alvo.

Para que o tempo de trabalho do fotógrafo seja otimizado e bem sucedido, todo processo se inicia com um planejamento, que será entregue a cliente. 

O Layout





O layout faz parte do processo de diagramação, que é a tarefa de organizar os elementos de uma página (texto, fotografias, cor, etc.) de maneira tornar a mensagem mais legível e agradável - a sequência de páginas diagramadas, compostas por vários elementos visuais, formam uma narrativa visual, que deve ser fiel ao evento ou ensaio fotografado.
É a partir do esboço - rough - que se chega ao layout.



Todo layout começa com um espaço em branco, que pode ser preenchido com
textos, imagens, cores, etc., mas, acima de tudo, deve ser preenchido com objetividade,
simplicidade e inteligência.


O layout baseia-se na organização, equilíbrio e ordenação dos elementos comunicacionais. É preciso ter a compreensão que tudo em uma página significa algo, ou seja, não apenas as palavras e imagens, mas toda a disposição das informações, na página, possuem  significado e influência no modo como o observador vai apreender a mensagem.


Um bom layout precisa deixar a mensagem clara para ser compreendida e agradável para ser percebida. Um layout criativo é aquele inovador e eficiente!


Diagramar um álbum ou fotolivro não consiste, simplesmente, em distribuir os elementos, que compõem o produto final no espaço do papel.

Diagramar é hierarquizar informações e valorizar as fotos.
Trata-se da escolha do que é mais importante ou do que desejamos que o observador veja primeiro. É estabelecer a sequência ideal de leitura do impresso fotográfico.

Mas, isso não quer dizer que o observador veja o álbum ou fotolivro por partes,
entretanto, há diferenças entre a leitura de um texto verbal e a leitura de um texto não
verbal (imagem).

A imagem é apreendida como um todo, enquanto o texto é linear e apreendido sequencialmente. Além disso, o texto é explícito, enquanto a imagem é ambivalente. Porém, o que lhe falta em precisão, sobra em riqueza de informação. Se por um lado, a imagem é menos explícita que o texto, por outro, tem a vantagem de comunicar mais informações de imediato e simultaneamente.

Ainda existem linhas, pelas quais o olho passa, no processo de compreensão da
mensagem. 




Um dos grandes equívocos cometidos por principiantes ao diagramar uma página
é distribuir as informações "por igual", sem deixar "brancos" - temos então, um resultado ineficiente, uma vez que, uma página "por igual" não estabelece a hierarquia tão necessária à comunicação.


Deixe as Fotos Respirarem!

 

É preciso considerar, que os espaços em branco também são significativos.
O ideal é deixar uma "área de silêncio" em torno de uma informação, que julgamos importante.


O vazio ao redor da informação significa "respirar" antes e depois de lê-la.

Esse "respirar" amplia o impacto da informação e ajuda o observador a perceber sua
importância.

Trata-se de um tempo para que o leitor processe e compreenda a informação, confronte ou complete esse conhecimento com o restante do que é proposto.
Vale lembrar que, nas artes gráficas, o “branco” pode ser azul, amarelo ou
qualquer cor. Na verdade, corresponde à área não ocupada por imagens ou letras.


Considere usar um número menor de elementos visuais em sua diagramação, inmclusive, fotografias e preserve os espaços de respiro - certamente, o resultado será melhor!

Andreia Bueno 
Maio . 2016
Escola de Fotografia Studio3 & Sesiminas
 

segunda-feira, 9 de maio de 2016

O VALOR DE UM FOTÓGRAFO PROFISSIONAL OU "VOCÊ PODE ME ENTREGAR TODAS AS FOTOS?"


Grande parte dos fotógrafos se depara com essa pergunta, depois de uma sessão fotográfica bem sucedida: 

"As fotos estão ótimas, mas você pode me entregar todas, no caso de eu precisar delas no futuro? Não é preciso editar ou fazer nada com elas!”.


Se você quer uma resposta curta e objetiva, é “Não”.


Mas é importante, que as pessoas entendam o motivo pelo qual a resposta é essa.

Ao longo deste post, você vai ver, lado a lado, a título de comparação, fotos originais, sem tratamento e o mesmo arquivo depois de tratado.


Eu digo “não” a esse pedido, não porque seja ganancioso ou, simplesmente, porque quero dizer. Não é porque sou preguiçoso e não quero saber disso. Mas com certeza, não estou deixando de entregar ao cliente, aquela “foto fantástica”.

"Mas, qual é o problema?" –escuto dos clientes quando digo “Não”.

Aqui está uma explicação sucinta sobre o motivo pelo qual, isso não é tão simples.
As fotografias são, supostamente, para serem editadas. A resposta é "Não", mesmo!

Você deve estar familiarizado com os termos “RAW” e “JPEG” – são tipos de arquivos de imagem.
Basicamente, os arquivos JPEG são os que você utiliza para uploads no Facebook, Instagram ou para imprimir.
Os arquivos RAW contêm muito mais informação, incluindo uma quantidade, significativamente, maior de cor e textura, e mais detalhes nas áreas de sombra e altas luzes, mas para abri-los, é necessário um software específico.


Se o fotógrafo envia ao cliente arquivos originais em RAW, nada poderá ser feito com eles, sem executá-los num software adequado. E normalmente, os clientes não os têm, além de não saberem como utilizá-los.
Fotógrafos profissionais optam por fotografar em RAW porque acreditam que é melhor ter mais (dados digitais) do que menos, como em um JPEG.
As capturas em RAW, que saem diretamente da câmera, geralmente, apresentam um aspecto muito inferior às suas possibilidades – as fotos são “chapadas”, com pouco contraste e cores maçantes. Até que a foto seja tratada, o trabalho não está terminado.
Um fotógrafo, que captura em RAW pode ser comparado a um carpinteiro, que tem uma oficina cheia de madeira, ferramentas e materiais à sua disposição, para a construção de uma mesa, e a capacidade de criar o que quiser. Um JPEG é a compra de uma mesa na loja – goste ou não dela, não há nada, que o carpinteiro possa fazer sobre isso.

Minha edição e tratamento é parte do meu processo, o meu produto e meu estilo. É uma das razões pelas quais, o cliente me escolheu.
A maneira através da qual eu trato minhas fotos é um componente crucial da minha fotografia. Meu estilo como fotógrafo abrange vários aspectos como enquadramento, tempo e toda uma série de outras habilidades.
Mas a foto crua não é o produto acabado, na qual tenho orgulho de aplicar minha marca, até que tenha feito a edição e o tratamento – se você está fazendo a ceia de Natal, não vai tirar o assado do forno antes que esteja pronto e servir!

As imagens tratadas mostradas aqui, são as que quero que me representem como fotógrafo.
Esse é o tipo de trabalho, que está no meu site e é a qualidade que quero, que as pessoas esperem de mim.
Abaixo estão mais alguns exemplos comparativos de fotos em RAW , totalmente intocadas e meus tratamentos concluídos.



Eu venho selecionando fotos, desde que comprei minha primeira câmera e me tornei bom nisso.
Você nunca verá as fotografias, que não incluí nas seleções - as capturas borradas, as repetidas (meu Deus! Tantas repetidas!).
De qualquer foto apresentada, pode haver dezenas ou centenas, que são pequenas variações sobre o tema – todas piores, em face das que publiquei (olhos fechados, cabelo no rosto, talvez um cão, que tenha passado em frente à câmera, o que, realmente, aconteceu diversas vezes).

Passei muito tempo analisando todas elas, fazendo comparações, até selecionar as melhores.
Eu nunca terei duas fotos diferentes, igualmente boas, e entregarei ao cliente, apenas uma delas.

O processo de seleção consiste em reduzir, gradualmente, o excesso, buscando a alma das imagens, para que eu possa dar o que o cliente deseja: qualidade, fotos profissionais.
Ao final do trabalho, o cliente deseja imagens com qualidade profissional e minha missão é fornecê-las. “Qualidade profissional” significa fotografias, que traduzem com perfeição, a atmosfera do trabalho e isso, muitas vezes, inclui fotos que fogem da intenção inicial e que poderiam ser descartadas, como sorrisos entre poses, o registro de um momento de relaxamento ou uma careta – “qualidade profissional” não significa formalidade ou nenhuma diversão.

Você tem certeza de que estaria disposto a escolher uma imagem entre 5000 como essas acima?

Como o cliente confiará em minha seleção?

Contabilize milhares de horas, que tenho dedicado a observar imagens e a prestar muita atenção, no que torna uma foto boa ou não.

Minha capacidade de escolher as melhores imagens para determinado trabalho é um dos aspectos, que me leva a ser contratado pelos clientes.

Entregar 10.000 fotos medíocres demonstra falta de respeito com o tempo do cliente – dessa forma, ele estará fazendo o trabalho de seleção, que eu deveria fazer.
Isso não quer dizer, que os clientes nunca opinem durante o processo - alguns trabalhos exigem sua participação.

O que quero dizer é que, uma vez feita a seleção e esta, aprovada pelo cliente, é desnecessário que ele solicite o restante das fotos (que aliás, foram descartadas). Já houve um acordo.

Há sempre um acordo, um contrato firmado sobre o trabalho fotográfico, antes de se iniciar uma sessão e parte desse contrato diz respeito ao número de fotografias, que serão entregues (por vezes, uma quantidade específica e em outras, uma média, dependendo do projeto).
É responsabilidade do fotógrafo, ser claro a respeito disso.
É importante ressaltar, que o valor cobrado pelo fotógrafo leva em conta o número final de fotos, que serão entregues, assim como o uso/ licenciamento e o tempo gasto com a edição e tratamento. Entregar todas as fotos capturadas não é rápido, nem simples – isso significa mais gasto de tempo para o fotógrafo, o que normalmente, extrapola do que foi estabelecido anteriormente.

É óbvio, que imprevistos acontecem e que, às vezes, é necessário um número maior de fotos por uma razão ou outra. O cliente deve estar ciente de que pode haver um custo adicional para o processamento de mais imagens. Nesse caso, o mais simples a fazer é agir com transparência e estar sempre, em comunicação. Assim, tudo flui tranquilamente.

E como ficamos?

Minha esperança é que eu tenha alcançado alguns “não-fotógrafos”, que nunca pensaram no assunto por esse prisma, e que no futuro, ao tratar com um fotógrafo profissional, saibam disso. Será bom também, se atingir alguns companheiros fotógrafos, que possam utilizar minhas ideias em seus negócios.

Esse é um assunto complicado – ninguém quer decepcionar o outro, especialmente, quando esse está lhe pagando.

Comunique-se!

Problemas a respeito dessa questão, geralmente, podem ser tratados de forma simples, através de conversas objetiva e gentis, que deixem claras as expectativas de cada parte, antes da sessão fotográfica, quando os detalhes do projeto estão sendo tratados.

Eu nem sequer cito a possibilidade de entregar um arquivo em RAW.

Se uma empresa me contrata como fotógrafo, mas deseja – ela mesma – editar e processar as imagens, com a finalidade de manter seu estilo, buscarei uma forma de trabalhar com ela!

Mas, minha esperança é que se você estiver lendo meu texto e vai contratar um fotógrafo no futuro – talvez, até eu mesmo! – que você compreenda de forma mais profunda, o ponto de vista dos fotógrafos. Espero que você entenda, que estamos dizendo “Não”, por uma razão relevante e não, porque somos idiotas.

Contrate um fotógrafo cujo trabalho te agrada, no qual você confia e acredite no seu processo de trabalho.

Tradução adaptada do artigo de Caleb Kerr  para o site Peta Pixel

domingo, 1 de maio de 2016

A FANTÁSTICA FOTOGRAFIA SUBAQUÁTICA


O mundo da fotografia é incrível. O desenvolvimento tecnológico levou a grandes avanços nas câmeras, que hoje, são capazes de fotos impressionantes e capturar cenas em alta resolução.

A fotografia subaquática é outra inovação no campo da fotografia. Certamente, você já deve ter assistido a filmes, que exibem cenas subaquáticas de forma cristalina. Tudo isso se tornou possível, através da fotografia subaquática.



O que é a fotografia subaquática?

O termo se refere à fotografia e vídeos realizados debaixo d’água.

As câmeras mais antigas não eram capazes de capturar fotos sob a água, mas as atuais tornaram esse trabalho possível – os mergulhadores podem hoje, desfrutar da fotografia subaquática, enquanto buscam boas locações para suas fotos.

Para aproveitar o que a fotografia subaquática tem a oferecer, é preciso estar atento a alguns detalhes:

A transparência da água.
Profundidade da água.
O ângulo em que a luz solar está incidindo sobre a água.

Observar esses itens ajudarão o fotógrafo a realizar capturas melhores.

A fotografia subaquática pode ser realizada com câmeras descartáveis ou com câmeras comuns, protegidas por bolsas próprias, destinadas a protegê-las de danos causados pela água.


A fotografia subaquática não é fácil. Mas uma vez que você domina seus aspectos fundamentais, ela se torna simples e divertida.

Considere o seguinte:

. A distância entre o sujeito e câmera não deve ser muito extensa para garantir imagens cristalinas e em alta resolução – isso ajuda a minimizar o desfoque causado pela água, que reduz a saturação, a nitidez e o contraste da foto.

. A utilização do flash é fundamental, quando há pouca luz natural no ambiente.

. Utilize sempre, a maior resolução de sua câmera.

. Se você estiver fotografando com luz natural, posicione-se de forma que o sol esteja atrás de você.

Cuide de sua câmera subaquática

A água é perigosa para as câmeras fotográficas – terminado o trabalho, seque-a com uma toalha e remova qualquer partícula com um secador.
Dedique atenção especial à área de encaixe da objetiva.


Como lidar com pouca luz debaixo de água?

O comportamento da luz subaquática é diferente do comportamento da luz sobre a terra - a densidade da água é 800 vezes maior, que a do ar. A densidade da água é tal que, costuma-se comparar uma foto tirada a 50 cm sob a água, com uma imagem em terra, feita a 800 m de distância. Logo que a luz penetra na água, interage também, com partículas em suspensão, o que resulta em uma perda de cor e contraste.

Para os iniciantes, perceber que a cor perde a saturação com a profundidade da água, costuma ser um choque.

As partículas e as moléculas da água reagem com a luz, que penetra no mar e essa, começa a ser absorvida, imediatamente – o vermelho é absorvido primeiro, em seguida, o laranja e o amarelo, até que restem apenas, o verde e o azul.

Mesmo em condições de boa visibilidade, as partículas permanecem na água e tendem a refletir e a dispersar a luz, de acordo com o movimento.
É possível minimizar os efeitos, mas não eliminá-los.

É importante lembrar, que a distância horizontal, também reduz a quantidade de luz, que chega à câmera – um fotógrafo, que está a 7 metros de profundidade e a 2 metros de distância de seu assunto, terá uma luz, que percorreu um caminho equivalente a 9 m.

O fotógrafo precisa observar que as condições da superfície têm consequências sobre a forma como a luz penetra na água – águas calmas permitem maior passagem de luz e o contrário, também é verdadeiro.

É preciso então, aproximar-se do assunto, manter o diafragma e o ISO da câmera configurados no limite adequado, para facilitar a entrada de luz, resguardando a profundidade de campo e evitando excesso de ruído, a fim de obter fotos de qualidade.

Observe, que quanto mais o fotógrafo se movimenta, mais turva fica a água, dificultando o processo – faça movimentos discretos.

A Velocidade

Uma velocidade de obturador de 1/125 seg é capaz de congelar o movimento da maioria dos peixes e outras espécies marinhas. Entretanto, criaturas ágeis como golfinhos e focas geralmente exigem uma velocidade de 1/250 seg para congelar seu movimento. Para still life e imagens feitas com grandes angulares, 1/60 seg é, geralmente, adequada para a maioria das situações.

Controlando a velocidade do obturador, você pode definir o tempo em que a luz natural presente sob a água, atingirá o sensor.

Em caso de uso de flash, lembre-se que a velocidade do obturador não afeta de exposição do flash, nem tem qualquer influência direta sobre a profundidade de campo.

A técnica de utilização do flash em sincronização lenta e segunda cortina tornou-se muito popular na fotografia subaquática – o conceito é que, a utilização de velocidades de obturação lentas, possibilitam uma desfocagem artística, proporcionando a sensação de movimento.
Quando se opta pelo uso de um flash, é fundamental observar a velocidade de sincronismo.


Objetivas Ideais para a Fotografia Subaquática

10.5-mm fisheye
12-mm–24-mm wide-angle zoom
17-mm–35-mm wide-angle zoom
18-mm–35-mm wide-angle zoom
20-mm wide-angle

Lentes Macro

50-mm macro
60-mm macro
90-mm macro
100-mm macro
200-mm macro
70-mm–180-mm macro zoom


O Ângulo de Tomada

Regras são feitas para serem quebradas e cada caso é único. Mas é preciso partir de algum ponto – na fotografia subaquática, é senso comum, que as melhores fotos são feitas com um enquadramento, levemente, perpendicular ao assunto, de forma que o corpo do fotógrafo se estabilize horizontalmente e ele olhe para frente e, ligeiramente, para baixo.









Da próxima vez, que tiver oportunidade, experimente!
Você vai descobrir um universo novo e fabuloso!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A TEXTURA NA FOTOGRAFIA - FERRAMENTAS DE COMUNICAÇÃO VISUAL

Michal Mozolewski

A textura, utilizada nas imagens como ferramenta de comunicação, transmite a ideia de substância, densidade e tato, colaborando ainda, para a criação de uma determinada atmosfera na fotografia.
Pode, inclusive, ser o próprio tema da fotografia ou ser aplicada em diversas áreas, incluindo a comercial..
A superfície de um objeto pode apresentar textura lisa, porosa ou grossa, dependendo do ângulo, dos cortes, da luz.

Doug Wheller

A eliminação da textura na fotografia pode causar impacto, uma vez que é a forma de eliminar aspectos da realidade, distorcendo-a.
A textura é elemento muito importante para a criação do real dentro da fotografia, embora possa, também, desvirtuá-lo.

Michal Mozolewski

A textura e a forma espacial estão intimamente relacionadas, entendendo-se como textura a forma espacial de uma superfície.
É através da textura, que muitas vezes podemos reconhecer o material com o qual foi feito um objeto que aparece em nossa fotografia, ou podemos afirmar que em tal paisagem o campo que aparece é gramado ou não de terra.
Frederick Sommer.

Uma fonte luminosa mais dura, forte e lateral, irá privilegiar mais a textura; enquanto uma luz mais difusa, indireta, suave, poderá fazer desaparecer uma textura ou diminuir sua intensidade.



A textura pode ser considerada um fator de importância em uma fotografia, em virtude de criar uma sensação de tato, em termos visuais, conferindo uma qualidade palpável à forma plana.
Ela não só nos permite determinar a aparência de um objeto, como nos dá uma ideia da sensação, que teríamos em contato com ele.
Podemos, através da luz, acentuar ou eliminar texturas, a ponto de tornar irreconhecíveis objetos do cotidiano.

Frederick Sommer


Michal Mozolewski é um artista residente em Gdansk, na Polônia, que transita pelo impressionismo, pela fotografia e arte digital. A base de cada obra é uma fotografia, que é manipulada digitalmente em suas cores, texturas e composição - notam-se interferências como vigorosas pinceladas, que conferem às imagens um aspecto de "pintadas à mão", desafiando as características típicas do realismo, pré inserido nas fotografias.

Michal também cria um aspecto envelhecido em muitas de suas obras, através de distorções sutis , arranhões e belas imperfeições. O resultado final é uma imagem etérea, que apresenta uma certa melancolia e mistério.

Veja mais e inspire-se no trabalho de Michal Mozolewski:
https://www.behance.net/mozolewski















Abril . 2016

segunda-feira, 28 de março de 2016

ESCOLA DE FOTOGRAFIA STUDIO3 & SESIMINAS ABRE MATRÍCULAS PARA O CURSO PROFISSIONAL DE CINEMA E VÍDEO


Realizando um sonho há muito acalentado e atendendo às demandas dos que nos procuram, nossa equipe se debruçou sobre o desenvolvimento e implantação de um grande projeto - o CURSO PROFISSIONAL DE CINEMA E VÍDEO!

Nos dedicamos por mais de um ano, ao estudo e análise do mercado de trabalho, visando definir as necessidades dos que querem atuar profissionalmente, ou mesmo, dos que desejam aplicar os conhecimentos a um hobby, mas com aprofundamento.

Dessa forma, chegamos a um denominador comum, a um programa que contempla desde a história do cinema até marketing e gestão de carreira, passando por técnicas, roteiro, produção, direção de arte e fotografia, edição, sonorização, entre outros temas.

Estamos felizes em poder trabalhar com o ensino de mais uma área ligada à imagem!

As matrículas já estão abertas e estamos esperando por você, que deseja formação e certificação profissional de alta qualidade!

No link a seguir você visita nosso site e fica sabendo de todos os detalhes sobre o curso:
CURSO PROFISSIONAL DE CINEMA E VÍDEO

Se ficar qualquer dúvida, é só entrar em contato conosco - studio3.sesiminas@gmail.com

Nos vemos em breve!

sábado, 26 de março de 2016

10 DICAS PARA SER BEM SUCEDIDO NOS NEGÓCIOS DE FOTOGRAFIA E FILMAGEM

Preparar-se para atuar profissionalmente nas áreas da fotografia, do cinema e do vídeo exige mais do que frequentar cursos tradicionais - é preciso colocar em prática as técnicas aprendidas. Mas só isso não basta: num mundo globalizado e tão acelerado, é fundamental, que o profissional saiba lidar com outros aspectos práticos, tornando seu negócio rentável.

saralizy18.tumblr.com

Assim, sugerimos que você reflita sobre sua postura, em relação aos aspectos abaixo - estar atento a eles significa um grande avanço na direção da realização dos seus sonhos.
01 . SEJA HUMILDE E ESTUDE SEMPRE!

Tim Mantoani


Como artista, você precisará trabalhar duro para conquistar seu lugar ao sol. Desafie-se constantemente, com o objetivo de continuar crescendo e aprendendo, mesmo quando você já tiver chegado aos 90 anos. Mantenha o espírito de iniciante e esteja aberto a novas ideias, novas técnicas e soluções. Nunca finja, que você sabe tudo – tenha a mente aberta e seja humilde, independentemente do quão bem sucedido você se tornar.
Lembre-se, que a técnica e a câmera são apenas, ferramentas - sua cultura, seu olhar e sua habilidade para negócios é  que definirão onde você chegará.

02. TENHA BOAS ATITUDES

Os ramos da fotografia e da filmagem parecem férteis para o surgimento de grandes egos de profissionais, que se acreditam estrelas. Isso pode até acontecer, mas eventualmente. Existem muitos profissionais com potencial para realizar qualquer tipo de trabalho e quando suas habilidades são equivalentes, os contratantes preferem optar por aquele com melhor atitude e que seja mais simpático. Para contribuir de forma efetiva, o profissional precisa estar aberto a escutar, ser receptivo a ideias e saber trabalhar em conjunto.

03. APRENDA SOBRE NEGÓCIOS

Ter uma ideia clara sobre o rumo, que você quer dar à sua empresa nos próximos anos – e criar um plano de negócios consistentes e adaptável à mudanças – é fundamental para o sucesso de qualquer fotógrafo ou cinegrafista.

04. FAÇA NETWORKING
conexaoempreendedora.com

As pessoas contratam pessoas em quem confiam e com as quais, tenham boa conexão. Isso não significa, que ter os contatos certos seja mais importante do que o talento, mas é impossível negar o valor das indicações, em uma indústria em que as oportunidades tradicionais são um pouco limitadas.
05. CRIE UMA MARCA ÚNICA


Para um profissional iniciante é importante que sua marca possa se distinguir entre tantas outras. Esse diferencial deve ser refletir em seu Website, na entrega final do trabalha e em todos os demais aspectos. Para isso, é importante que você tenha em mente com clareza, como deseja ser visto pelo mercado.
06. SEJA OUSADO

Sair da zona de conforto é essencial. Você não pode ficar sentado, esperando que o telefone toque se antes, você não mostrou a sua cara e nem foi proativo. Ligue para os clientes com os quais deseja trabalhar e marque um encontro, para mostrar seu trabalho pessoalmente.


07. APROVEITE TODAS AS OPORTUNIDADES

Viver, exclusivamente de fotografia e filmagem não é fácil – assim como em várias outras profissões. Portanto, não desperdice o tempo em que você está tranquilo financeiramente. Leve seu trabalho para onde ele possa ser visto e tente ganhar dinheiro. Tudo pode vir a se tornar uma oportunidade. Aproveite seu tempo e produza novos materiais, realize projetos pessoais e não se esqueça - carregue um pequeno portfólio e seu cartão de visita para onde você for!
08. MANTENHA-SE ONLINE




Os clientes particulares, os editores e produtores de arte leem blogs, frequentam o Facebook, estão presentes no Instagram e no Twitter – atualmente, a internet é o melhor canal para se tornar visível.
Mas não basta estar presente, simplesmente – torne sua “presença” consistente e interessante. As pessoas costumam criar vínculos bastante produtivos, com quem publica conteúdo, que lhes enriquece – vá além de mostrar seu trabalho. Interaja e mostre quem você é.


09. MANTENHA SUA PAIXÃO

sergiomoraesfoto.wordpress.com
Quando um potencial cliente vê seu trabalho, ele quer perceber se seus vídeos ou fotografias são feitos com paixão, não sendo simplesmente, um trabalho para ganhar dinheiro. Assim, saberão que ao contratar você, terão “mais que um trabalho”.

10. SEJA PERSISTENTE

Tudo que você semeia, demanda cuidado constante e tem um tempo certo para florescer – os frutos virão. Todo esforço feito da maneira correta dá certo. A chave é não desistir.
imaghine.tumblr.com
Mantenha o foco em seu objetivo e construa uma história de sucesso.

Andreia Bueno
Escola de Fotografia Studio3 & Sesiminas

26 de Março de 2016