sábado, 29 de setembro de 2018

FOTOGRAFIA COMERCIAL X AUTORAL: UM FALSO PROBLEMA?

O perfil de instagram @insta_repeat possui 133 publicações. Até aí, nada demais.
Sua relevância não vem da quantidade de imagens postadas, mas de sua proposta provocadora. Sua autora, identificada como @emmasheffer, usou a plataforma para nos mostrar o quanto as fotos que compartilhamos na internet são semelhantes umas às outras.
As imagens são organizadas em blocos temáticos, que formam mosaicos de fotografias de terceiros que, depois de editadas e repostadas em conjunto, explicitam de maneira chocante a monotonia estética, que reina no Instagram.
Cada conjunto é acompanhado de legendas como: “Insta Hat”, mostrando dezenas de fotos de pessoas de chapéu, fotografadas de costas, todas com o mesmo ângulo. Ou: “drones olhando diretamente para baixo com lago no centro”, mais uma vez, dezenas de fotos muito parecidas. E por ai vai.


A questão da autenticidade na fotografia não é nova.
Desde sua origem em meados do século XIX, fotógrafos, cientistas e artistas de várias vertentes têm debatido as diferentes dimensões das imagens fotográficas e, sobretudo, o papel do fotógrafo como autor das imagens produzidas.
Para muitos, a fotografia não poderia ser considerada uma forma de arte pois, diferentemente dos pintores, as imagens criadas pela máquina eram “imagens técnicas”, frutos diretos de processos físico-químicos que se produziam “sem a interferência humana”. Nessa vertente, o interesse pela fotografia vinha de sua potencialidade científica.

Por meio das máquinas, foi possível pela primeira vez promover estudos detalhados sobre o movimento de animais e humanos, como nas obras de Eadwerard Muybridge e Etienne-Jules Marey, ou analisar em detalhes os caracteres fenotípicos dos diferentes tipos humanos, como em Alphonse Bertillon e Maurice Vidal Portmann, entre outros.
A fotografia, encarada como imagem técnica, trazia outra novidade.
Seu caráter científico lhe dava uma aura de realismo numa dimensão inatingível pelos pintores de então. Por mais naturalistas que fossem as pinturas do neoclassicismo do século XIX, elas eram sempre criações subjetivas de seus autores, que interpretavam a realidade segundo sua vontade.
Apenas a fotografia científica era capaz de documentar o mundo objetivamente, ou seja, a documentação fotográfica mostrava o real como nunca havia sido possível, permitindo inclusive seu uso como prova em processos judiciais.



Contra essa vertente surgiu, já em 1880, um movimento conhecido por Pictorialismo, que pleiteava o status de arte para a fotografia, negando o caráter puramente técnico das imagens fotográficas. Na batalha por reconhecimento no mundo das artes, fotógrafos como Alfred Stieglitz, Henry Peach Robinson, Edward Steichen, Clarance White além de muitos outros, produziram imagens manipuladas em laboratório, que buscavam imitar a estética das pinturas.


Na virada do século XX o debate sobre o estatuto artístico da fotografia já se libertava da estética pictórica e alçava vôo amparado pelo aprimoramento da técnica.
Grandes nomes como Ansel Adams, Paul Strand e Edward Weston apostaram na excelência técnica, usando câmeras de grande formato e definição apurada, além de desenvolverem novas metodologias para a produção do que ficou conhecido como “Fotografia Direta”. A obra de Weston intitulada “Nautilus Shell”, de 1927, foi leiloada em 2010 por mais de um milhão de dólares.
Enfim, após cerca de 80 anos o mercado da arte reconheceu a genialidade de seu autor!
Mas afinal, o que tudo isso tem a ver com fotografia comercial? Eu diria, tudo a ver!
Um dos principais desafios dos (das) fotógrafos (as) iniciantes é descobrir o tal “estilo pessoal”. Apresentado como a pedra filosofal do sucesso na fotografia, essa tal marca autoral parece uma miragem inalcançável, um enigma hermético acessível apenas aos iniciados.
Muitas vezes acabamos nos rendendo a padrões estéticos que fazem sucesso e relegamos a questão da autoria para os fotógrafos “de galeria”. Mas da mesma forma que as imagens postadas pelo @insta_repeat, os ensaios da chamada “fotografia social” acabam muitas se tornando repetitivos, esteticamente monótonos e desinteressantes. Em geral, o termômetro do sucesso tem sido o número de seguidores nas redes sociais, que transformam alguns poucos profissionais em ídolos de uma legião de fotógrafos, que muitas vezes dominam a técnica fotográfica, mas não conseguem desenvolver uma linguagem própria ou uma marca pessoal.

Como fazer então para não cairmos na armadilha da cópia?
Qual o caminho para fazer diferença em um oceano infinito de imagens semelhantes?

Do meu ponto de vista, a única forma é um trabalho árduo de aprendizado, de evolução pessoal e de educação visual.

Se você procura um atalho, esqueça.
Não acredito em “cinco dicas para desenvolver seu estilo pessoal”.
O amadurecimento estético vai muito além de voar pelos perfis de sucesso na internet.

Como inúmeros autores já disseram, apenas o estudo da história dos grandes fotógrafos, a leitura de textos teóricos e o exame exaustivo de imagens significativas pode fazer com que cada um de nós descubra dentro de si uma forma especial de olhar e ver o mundo.
Certa vez me disseram, “não compre equipamentos, compre livros!”.
Por mais exagerado que isso possa parecer, a fotografia, como diria Cartier-Bresson, é fruto do alinhamento entre o olho, a mente e o coração. Se acreditamos mesmo que as fotografias não são produzidas pela máquina, mas pelo fotógrafo, as imagens que produzimos são reflexos de nós mesmos em conexão com o mundo em que vivemos. Por isso, novas dimensões para os ensaios de “life style” se escondem nos trabalhos clássicos de documentação da vida cotidiana.

Há um universo a ser descoberto na história da arte para enriquecer os ensaios de casamento. Produtos podem ser encantados pelas experiências estéticas de artistas consagrados. A fotografia, como a alquimia, pode ser um meio para evoluirmos junto com as imagens que produzimos, seja para a apreciação em galerias, seja para levar a felicidade a um jovem casal que se lança na aventura do matrimônio.

Imagens:

1. Pagina @insta_repeat
2. Eadwerard Muybridge
3. Maurice Vidal Portmann
4. Edward Steichen
5. Edward Weston

Setembro . 2018

terça-feira, 25 de setembro de 2018

UM PROJETO FOTOGRÁFICO PARA APOIAR O TERCEIRO GÊNERO . OS HIJRAS

Chame-me de Heena: Hijra, O Terceiro Gênero

Um profundo relato, feito pela fotógrafa Sharhia Sharmin desde 2012, sobre um grupo único de pessoas – fora das noções ocidentais de gênero – que tentam encontrar seu lugar no mundo.


“Eu me sinto como uma sereia. Meu corpo me diz que sou um homem, mas minha alma me diz que sou uma mulher. Eu sou como uma flor, uma flor feita de papel. Eu sempre serei amado à distância, nunca serei tocado e não haverá nenhum perfume, pelo qual se apaixonar”, diz Heena, 51 anos, de Dhaka, Bangladesh, em 2012.

"Hijra" é um termo do sul da Ásia, que não tem correspondência exata na moderna taxonomia ocidental de gênero, designada como masculina ao nascimento, com identidade de gênero feminina e que, eventualmente, adota papéis femininos.




 Eles são, muitas vezes e grosseiramente, rotulados na literatura como hermafroditas, eunucos, transgêneros ou mulheres transexuais. Atualmente, usa-se um termo social mais adequado - o “Terceiro Gênero”. 

Transcendendo a definição biológica, os hijras são um fenômeno social, fazendo parte de um grupo minoritário, e têm um longo registro histórico no sul da Ásia. No entanto, sua aceitação social e as condições atuais de vida variam, significativamente, em países como Bangladesh, Índia e Paquistão. Talvez os Hijras de Bangladesh enfrentem a pior situação, o que obriga boa parte deles a deixar sua pátria e migrar para a Índia.

Embora tenham suas próprias origens familiares e sociais, os Hijras experimentam um verdadeiro sentimento de pertencimento, quando estão em seu próprio grupo - os Hijras. Esses grupos oferecem a eles o abrigo natural de uma família e o calor do relacionamento humano. Fora do grupo, são discriminados e desprezados em quase toda parte.




Tradicionalmente, esses indivíduos ganhavam a vida com base na crença cultural de que os Hijras tinham o poder de abençoar a casa das pessoas com prosperidade e fertilidade. Em virtude da história geográfica e cultural compartilhada com o subcontinente, essa crença hinduísta ganhou, aos poucos, espaço na entre os muçulmanos, que habitavam aquela terra. Os tempos mudaram e os Hijras perderam seu espaço privilegiado na sociedade. Atuamente ganham a vida andando pelas ruas pedindo dinheiro a lojistas, passageiros de ônibus e trens ou através da prostituição.

Eu, como quase todos que fazem parte do meu círculo social, cresci vendo os Hijras como pessoas “menores”, como sub-humanos - seus hábitos, modo de vida e até mesmo sua aparência, os definiam como “diferentes”, “desviados” , como se fossem o testemunho vivo de uma aberração biológica. Então, conheci Heena, que me mostrou como eu estava errado. Ela contou sobre sua vida, me fez parte de seu mundo e me ajudou a ver algo além da palavra “Hijra”. Ela me fez entender - ela e outros membros de sua comunidade, como mães, filhas, amigos e amantes - quem são de verdade.

No mundo de hoje, os hijras dificilmente têm a oportunidade de uma vida normal. Eles não têm escolas onde estudar, nenhum templo para orar, nenhum governo e organizações privadas, que queiram vê-los em sua lista de funcionários. Eles não têm acesso a sistemas legais e os provedores de serviços de saúde, não os recebem.

Eu comecei este projeto autofinanciado e em andamento, no início de julho de 2012. Meu trabalho conquistou os corações e a confiança de muitos Hijras, o que espero ser evidente em meu ensaio fotográfico. Para contar a história completa, o trabalho deve continuar.

Através do meu trabalho, espero dar voz aos “sem voz”. A fotografia sempre foi uma ferramenta extremamente eficaz ao desafiar o estigma social e ajudar a revelar uma realidade diferente para o mundo. Espero que meu trabalho ajude os Hijras a encontrar um espaço para respirar em uma sociedade claustrofóbica como a nossa e a encontrar novos amigos em seu mundo sem amigos.

Fotografias e texto de Shahria Sharmin

Tradução livre - Andreia Bueno
Setembro . 2018

quarta-feira, 6 de junho de 2018

YONGNUO VAI CONQUISTANDO MERCADO . VEM AÍ A NOVA 50 MM F/1.4 II


A cada ano, a Yongnuo vai se estabelecendo no mercado como fabricante de lentes e a empresa está, lentamente, se distanciando dos designs de lentes, que no ínicio, copiou da Canon. Além de substituir a anterior 50mm f / 1.8 “Nifty Fifty”, está também atualizando sua 50mm f / 1.4, com a nova YN50mm f / 1.4.

A nova auto-focus Yongnuo YN 50mm f / 1.4 possui diafragma com 7 lâminas para “belos fundos suaves e borrados, e pontos de desfoque circulares, bem como efeito de 14 estrelas quando se utiliza abertura mínima (f/22)”, diz Yongnuo.
A empresa tem enfatizado a qualidade do bokeh como ponto forte de suas lentes – a nova 50mm f / 1.8 II tem o que a Yongnuo chama de "Super Bokeh".

Mesmo em ambientes com iluminação deficiente, é possível fotografar com ISO mais baixo e velocidade de obturador, relativamente, alta.


Assim como outras novas lentes da Yongnuo, a 50mm f / 1.4 II possui uma porta USB que permite atualizar o firmware da lente sem qualquer conexão adicional.

A lente também oferece foco através do Live View e a Yong Nuo afirma, que quando o Modo LV está ativado, consegue focar através de diferentes ângulos ou focar com precisão, através do display.



Entre as características da YN 50mm f / 1.4 II estão a abertura eletromagnética (modos de disparo M / Av / Tv / P / B), vidros ópticos de qualidade, revestimentos multicamadas para aumentar a transmissão de luz e controlar “gosthing” e “glare”, contatos banhados a ouro, corpo construído em metal e indicador de distância de foco.

Apesar de ainda estar indisponível para compra, a Amazon está anunciando a nova lente por US $ 199, seguindo a política da fábrica de manter os preços mais acessíveis.



Especificações:

Comprimento Focal: 50mm
Abertura: Máxima: f/1.4 - Mínima: f/22
Camera Mount: Canon
Ângulo de Visão: Diagonal: 46 / Vertical: 27 / Horizontal: 40
Distância Mínima de Focagem: 45 cm
Fator máximo de Amplificação: 0,15X
Motor/Sistema: DC
Design Óptico: 9 elementos em 7 grupos
Lâminas do Diafragma: 7
Autofocus: sim
Diâmetro de Filtro: 58 mm
Comprimento: 93 mm
Peso: 572 gramas


segunda-feira, 23 de abril de 2018

COMO CRIAR SEU PORTFÓLIO DIGITAL

Num mercado tão competitivo, exibir adequadamente sua produção fotográfica na web é essencial - ter um site bem elaborado e capaz de vender seu trabalho é uma das mais poderosas ferramentas para se destacar no mercado.


Possuir um portfólio online envolve muito mais do que, simplesmente, mostrar suas fotografias e deve ser tratado como um canal de marketing.
O site precisa ser de fácil navegação, esteticamente agradável, rentável e direto.

POR ONDE COMEÇAR




O primeiro passo, mesmo antes de procurar um profissional para desenvolver o projeto, é preparar as fotografias e o conteúdo.
Um bom site deve ter o foco em seu objetivo - sendo assim, elementos que distraiam, cansem ou desperdicem o tempo do visitante devem ser eliminados.
Desista de animações complicadas, filmes ou textos desnecessários.
Muitas vezes, a visita ao site é sua primeira oportunidade de contato com o possível cliente e a experiência precisa ser prazerosa.

Selecione, apenas, o melhor do seu trabalho fotográfico e não exceda na quantidade de fotos - com uma média de 10 a 15 imagens de cada área de atuação, você mostra sua capacidade.
Quem não consegue mostrar a qualidade de seu trabalho em 15 fotos, não conseguirá fazê-lo em 30!

Separe um espaço para exibir seus projetos pessoais, seu autoral. Desta forma, você transmite ao cliente a mensagem de que "ama seu trabalho" e que não está ali, apenas para "ganhar dinheiro", o que é extremamente positivo.
Alguém que faz o que ama, faz muito melhor.

Infelizmente, vivemos tempos de dificuldades econômicas e a maioria dos fotógrafos atua em mais de uma área para suprir suas necessidades - não há nada de errado nisso, embora seja desejável, que atuemos numa única, tornando-nos referência no mercado.

Exatamente, em busca deste reconhecimento, é preciso selecionar o material fotográfico de acordo com as áreas de atuação, dando mais destaque àquele em que se é especialista, ao mais relevante.

SEGUNDO PASSO

Depois de selecionar e arquivar todo material numa única pasta em seu computador, chega a fase de preparar o material para a web - chega a fase de contratar o profissional, que irá desenvolver o projeto.

Os dispositivos digitais em que seu portfólio será exibido estão cada vez mais variados, passando por grandes telas até as de compactos dispositivos móveis.

Os formatos e resolução devem estar, perfeitamente, ajustadas à web, embora no desenvolvimento de sites, a decisão sobre a resolução a ser adotada depende do perfil da maioria dos usuários.
Sugerimos uma consulta com um profissional da web, a fim de tomar a melhor decisão.
De qualquer forma, as imagens precisam ser "leves", porém, nítidas e bem acabadas.

O conceito do "design responsivo" ajuda a solucionar qualquer problema, considerando essas diferenças como faces de uma mesma experiência, trabalhando de modo adaptativo.

O que é design responsivo?


Design responsivo é um conceito de otimização estrutural e de design de sites para diferentes tipos de tela de dispositivos. Quando um site responsivo é aberto em um celular, ele automaticamente se adapta ao tamanho da tela deste dispositivo e oferece ao usuário as informações da mesma forma que teria em uma tela de computador, mas em contexto diferente. Hoje o design responsivo seria como um requisito básico de um site para que o usuário possa navegar independente do dispositivo, seja computador, tablet ou celular.

QUEM É VOCÊ


Além de conter imagens é interessante, que o site mostre informações a seu respeito, através de uma pequena biografia e um retrato, chamada carinhosamente de "bio".

Você pode se apresentar com um texto resumido, falando de sua trajetória, de sua formação acadêmica, de seu amor pela fotografia, do que ela representa para você e de seus objetivos enquanto profissional.
Insira ainda, caso queira transmitir uma sensação de proximidade com o visitante, informações pessoais, contando sua história.
Mas nunca - nunca! - insira informações excessivas e inverdades.
Não trate sua "bio" como a página inicial de seu diário.

O retrato, que acompanha o texto deve traduzir a pessoa que você é, mas acima de tudo, mostrá-lo acolhedor e transparente - lembre-se que somos, essencialmente, visuais e esta será a primeira impressão, que seu possível cliente terá a seu respeito.

Não se esqueça de inserir seus dados de contato!
Parece bobagem, mas muitos se esquecem de deixar seus canais de comunicação - telefone comercial, email e links para as redes sociais profissionais são suficientes.
Não aconselhamos endereço, telefones e links pessoais.

REGISTRO DE DOMÍNIO



É momento de escolher o nome do site e verificar a disponibilidade do domínio na internet.
Para domínios nacionais e internacionais basta acessar, gratuitamente, o site www.registro.br

Para domínios nacionais, pesquise - .com.br
Para domínios internacionais, pesquise -.com

Se o nome escolhido estiver disponível, basta registrá-lo por uma média de R$40,00 por ano.

Seja cuidadoso ao escolher o nome e endereço do site - opte por nomes e endereços de fácil identificação. Lembre-se de facilitar a busca do cliente.

ESTÉTICA E COMUNICAÇÃO


Como já citamos acima, é preciso que a experiência do usuário, ao visitar seu site, seja agradável, inclusive esteticamente.
Mais ainda, quando se trata de fotografia - aqui, a maior parte da comunicação é visual.
Portanto, a programação visual precisa ser bem elaborada no que diz respeito ao layout, aos esquemas cromáticos, às linhas e diagramação, eliminando qualquer distração e problemas com o fluxo de leitura.
Existe um princípio básico - as fotos são o elemento principal, o foco do site e todos os elementos visuais devem concorrer para que o objetivo seja atingido.
Um bom exemplo é a escolha do "fundo", que nunca deve "brigar" com a foto pela atenção do visitante.

HOSPEDAGEM

Finalizando o projeto, chega a fase da escolha do provedor que hospedará o site.

Existem diversos serviços de hospedagem de site diferentes e você precisa conhecer suas necessidades para contratar o tipo de plano, que mais se encaixa com seu perfil.

Segundo o Rock Content devemos observar os 10 pontos a seguir, antes de definirmos o provedor:

1 – Disponibilidade (Uptime)
2 – Armazenamento disponível
3 – Tráfego mensal
4 – Velocidade de carregamento
5 – Segurança dos seus dados
6 – Suporte ao cliente
7 – Formas de pagamento
8 – Sistema de gerenciamento de conteúdo
9 – Faça um teste grátis
10 – Descubra vantagens extras

Lembre-se de manter seu portfólio atualizado periodicamente e de responder a todas as mensagens que chegarem - é sua chace de começar a criar um vínculo com os possíveis clientes!

A contratação de um profissional da área para desenvolver o projeto e gerenciar o site é essencial - só ele tem o conhecimento necessário para que os objetivos sejam alcançados.
Não há uma tabela de preços para o serviço e aqui vale uma boa pesquisa, tanto no preço quanto de qualidade de serviços prestados.

Mas se você quiser se aventurar na área e montar seu próprio portfólio, a Adobe disponibiliza um software - Dreamweaver - perfeito para criação de sites responsivos.
Basta estudar e colocar o conhecimento em prática.

Existem ainda provedores, que oferecem recursos facilitados para quem não tem familiaridade com as linguagens utilizadas na criação de sites - são inúmeros templates e tutoriais, através dos quais você mesmo pode criar e gerenciar seu portfólio digital.
Dois dos maiores são o WIX e o WORDPRESS

Para ver um comparativo entre os maiores, clique aqui!

Site pronto, é manter tudo funcionando e aguardar os resultados!
Boa sorte!

Abril . 2018

segunda-feira, 26 de março de 2018

"DE PERTO NINGUÉM É NORMAL" - RETRATOS DISTORCIDOS, DISTÂNCIA E LENTES

A Influência da Distância Focal e da Proximidade do Fotógrafo dos Modelos na Fotografia de Retrato

Em nossas aulas, insistimos com os alunos a respeito da escolha da distância focal certa para a fotografia de retratos, caso a abordagem seja mais formal - soma-se a isso, a necessidade de mantermos uma boa distância do fotografado.
O desrespeito a estes princípios pode ocasionar (e quase sempre acontece) distorções indesejáveis, alargando o nariz ou "engordando" o/a modelo.


As distorções são provenientes do tipo de lente utilizada em determinada objetiva - sabemos que não existe uma lente "perfeita" e a imagem se forma com níveis diferentes de magnificação no centro e nas bordas.
A proximidade com o modelo reforça o efeito.

Assim, vejamos as distorções mais comuns produzidas pelas lentes:




Fonte: Camera Neon


Não se trata de um problema e sim, de características das lentes e precisamos saber lidar com elas.
Veja abaixo, o efeito do uso de cada uma numa fotografia de retrato em primeiro plano:

Fonte: Dpreview




Para um retrato sem distorções evidentes, as melhores distâncias focais estão entre 80 e 100 mm - mantendo a devida distância do fotografado.

Encontramos hoje, no site da Exame um artigo super interessante a respeito do nível de distorção das selfies, causado pela proximidade do celular com o usuário e como isto tem afetado a auto estima das pessoas - realmente, de perto, ninguém é normal!

Observe ainda, a interferência do fator de corte  na distância focal correspondente.

E bons retratos!

Andreia Bueno
Studio3 Escola de Fotografia
Março . 2018




domingo, 18 de fevereiro de 2018

5 DICAS PARA FOTOGRAFAR A PELE - PRÉ-REQUISITOS PARA UMA BOA PÓS-PRODUÇÃO

A pergunta mais comum, que me fazem, quando publico minhas imagens é a respeito do tratamento de pele – afirma Miguel Quiles, fotógrafo que trabalha em Nova York.
Infelizmente, responder diretamente a essa pergunta não fará com que os fotógrafos alcancem o mesmo resultado.

Para explicar melhor seu método, ele escreveu um artigo onde dá cinco valiosas dicas, que todos devem observar, se desejam que seus retratados tenham peles perfeitas.

No artigo, Miguel usa os termos "modelo" e "assunto" de forma intercambiável e que os dois se referem a uma pessoa, que se esteja fotografando.
Considera também, que se está fotografando em RAW, já que o formato oferece maior flexibilidade na pós-produção.



A IMPORTÂNCIA DA MAQUIAGEM

A maquiagem feita incorretamente é de difícil correção na pós-produção - é uma das principais formas de se arruinar uma fotografia.

As condições da pele da modelo devem ser consideradas (seca ou oleosa, por exemplo) e os produtos aplicados, adequados à elas – antigamente, costumava-se utilizar bases e pós, que só realçavam as imperfeições das peles, tais como espinhas e cicatrizes.
A maquiagem corretamente aplicada deve ajudar a esconder estas imperfeições, para que na pós- produção seja necessária apenas, uma limpeza básica, evitando horas e horas de tratamento.

Se o fotógrafo quiser uma pele perfeita em seus retratos, deve procurar um maquiador profissional, que esteja disposto a colaborar com ele – você vai perceber, rapidamente, que eles valem ouro!


A ILUMINAÇÃO PODE CRIAR UMA BELA IMAGEM OU DESTRUÍ-LA

Miguel afirma: Quando comecei a fotografar retratos de beleza, saí e comprei um “Beauty Dish” - afinal, a palavra "beleza" está ali, no próprio nome do modificador. Presumi então, que seria o tipo certo de modelador de luz. Se você pensar como eu, aprenderá rapidamente, que em algumas pessoas, o Beauty Dish produz resultados excelentes, mas em outras, faz o seu trabalho de pós-produção, terrivelmente, cansativo.

Como regra geral, Miguel escolhe o modificador de luz de acordo com a maquiagem aplicada e com a aparência da pele do modelo:

Se uma pessoa tem pele, realmente, oleosa ou acne, então ele opta por modificadores de luz maiores, que produzem luz bem suave, como octa ou softbox.
Se a pessoa tem uma pele boa, ele melhora a aparência e a textura usando um modificador ,que produz uma luz mais dura, como um beauty dish ou uma sombrinha refletora prata.
Se você fotografar qualquer pessoa com pouca iluminação, todas as imperfeições da pele ficarão em evidência.

Neste ponto, independentemente do método de retoque que você escolher - clonagem, separação de freqüência, etc. – ele, normalmente, produzirá um resultado pouco natural na imagem final.

Por isso, o padrão de modificador favorito de Mel é um octa de 150 cm - ele fornece uma luz suave e bonita, que pode ser transformada em uma fonte de luz de alto contraste, mais dura, sem o difusor externo. À medida que você experimenta fotografar as pessoas com diferentes modificadores, aprenderá rapidamente, o que é ideal para cada situação – experiência é fundamental.



A IMPORTÂNCIA DA ESCOLHA DA LENTE

No início da carreira como fotógrafos, aprendemos a valorizar, acima de tudo, a nitidez de uma objetiva – se uma lente não é nítida considera-se, que não é adequada para o trabalho de retrato. Como as lentes macro são, geralmente, algumas das mais nítidas, adquiri uma e comecei a usá-la para todos os meus clicks de retrato e beleza. Da mesma forma que concluí, que o Beauty Dish não era o modificador ideal para todas as minhas propostas, as lentes macro não eram a melhor opção para todas as cenas – se você optar por uma lente macro para retrato de um modelo, que não tenha uma excelente pele, tudo que conseguirá será uma imagem nítida de uma pele imperfeita.

Se você combinar esta opção com a escolha errada da luz e uma maquiagem aplicada incorretamente, perceberá facilmente, o motivo de tantas fotos mal retocadas publicadas na internet.


Assim como um eletricista utiliza várias ferramentas - uma para cada tipo de trabalho - nós como fotógrafos, precisamos de lentes variadas - uma para cada situação.

Tenho um conjunto de três lentes, que são minhas preferidas: a primeira é a que eu chamo de "super nítida" – uma 85mm f / 1.4 (ou f / 1.8). É uma ótima lente para uso geral, produzindo uma textura de pele excelente, mas não tão nítida, que não possa ser amplamente utilizada. A segunda lente que uso é uma de nitidez média, que no meu caso é uma Sony FE 100mm f / 2.8 STF GM, visivelmente mais nítida que a 85 mm, mas não tão nítida quanto minha lente mais nítida, que é uma macro 90 mm. Dependendo do que você vai fotografar, essa macro pode ser 90mm, 100mm, 105mm ou 150mm. Em qualquer caso, estas são as lentes mais nítidas, que você poderá usar em cenas com modelos, que tenham pele boa, utilizando maquiagem perfeita e luz adequada.


ABERTURAS MAIORES, PELE SUAVE. ABERTURAS MENORES, TEXTURAS REALÇADAS.

Outro fator importante para que a pele tenha um ótimo aspecto na foto é a configuração da câmera, que você define - especificamente, a abertura do diafragma. Muitos fotógrafos são apaixonados pela ideia de obter um belo "bokeh", mas na realidade utilizar grandes aberturas causará um “borrão” natural na pele, minimizando a textura e os detalhes. Isso é interessante se você estiver trabalhando com um modelo, que não tenha uma pele perfeita, produzindo certo “embaçamento, que pode ser reforçado se ela for bem iluminada, maquiada adequadamente e você, usar a objetiva certa – perceba que a situação depende de mais fatores do que, simplesmente, um retoque na pós- produção.

Se eu estou fotografando em estúdio ou sob luz natural, a tendência é utilizar aberturas maiores (f / 8 e para cima), pois é possível controlar os outros fatores discutidos neste artigo. Isso, geralmente, produz retratos que apresentam um aspecto de "alta definição". Uma sugestão - tente variar sua abertura durante a próxima sessão de retratos e você poderá avaliar melhor a aparência da pele com diferentes aberturas.

ESCOLHENDO A FOTO CERTA

Em minhas palestras e workshops, digo sempre às pessoas que "você não pode polir um “turd". Digo isso para exemplificar que, se você selecionar uma foto, que não tenha os elementos discutidos acima, não haverá retoque, técnica ou método, que renderão uma excelente imagem final. Esta é uma das principais coisas que pontuo com novos fotógrafos, pois é necessário tempo e experiência para disciplinar seus olhos, a fim de identificar as diferenças entre uma boa e uma má foto. À medida que seus olhos se aprimorarem, você se perceberá mais crítico ao selecionar uma imagem para trabalhar e mostrar o mundo. Se você tirar 100 fotos durante uma sessão e considerar que 95 deles são excelentes, provavelmente, você tem mais a aprender. Aproveite o tempo para aprender as diferenças entre uma imagem boa e outra ruim – assim, quando usar o Photoshop você, realmente, poderá torná-la ainda melhor - ouso dizer, perfeita!

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Vivemos numa era em que todos querem um atalho, um caminho mais curto ou uma técnica secreta para obter excelentes resultados. A questão em relação a fotografar a pele é que deve-se começar com uma ótima imagem em RAW a partir da câmera. Faça isso e você verá que mesmo as técnicas de retoque mais simples renderão resultados concretos.


Todas as fotos que ilustram o artigo são de autoria de Miguel Quiles

Fevereiro . 2018
Tradução livre de Fstoppers

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ANDREIA BUENO OU ANDREIA STUDIO3?

A minha jornada por aqui, nem sempre foi fácil - tive tempos obscuros, difíceis mesmo, que só a Força Divina poderia reverter. E assim foi feito.
Me foram oferecidas várias chances de aprendizado, para que eu pudesse lapidar meu espírito. No começo, com o coração cheio de medo, não consegui aproveitar todas. Mas aos poucos, sob a tutela generosa e afetuosa do Universo, fui compreendendo a vida, baixando a guarda e me deixando aprimorar, abrandando meu espírito e abrindo as portas para que uma nova luz brilhasse em mim e por consequência, iluminasse a vida daqueles que cruzassem meu caminho. Eu sempre carreguei o amor, bons sentimentos, a gentileza na alma, a comunhão com os outros, a gratidão, a consciência da minha missão, mas tudo estava trancado. Tenho muito a aprender e apesar de saber do meu valor, não perco de vista, a minha pequenez diante da Vida.
Hoje, me vejo como uma professora feliz, realizada.

Faz pouco, comecei a entender e a colocar tudo em prática na Studio3 Escola de Fotografia . E tudo através das riquezas maiores, que a Vida insistiu em me oferecer - as pessoas com quem tenho a dádiva de me encontrar. Minha família - filhos e neta - meus amigos e alunos. Quanto tesouro! Ainda bem, que Ela, a Vida e a Força Divina, não desistiram de mim!

Ontem, recebi um presente, que reafirmou ainda mais, minha existência e minha missão - uma mensagem de meu ex-aluno, Walace Benzaquen. Ele agora, é um fotógrafo Profissional, formado por sua habilidade, talento e mérito.
Nas palavras dele e nas dos outros alunos, que se formaram em 2017, através de minhas alunas Monica CoutoAlessandra Magalhães e dos queridos Marcos Martins e Gilmar Pereira,  no carinho que recebi de cada um, percebi que a chave do que buscava estava dentro de mim - eles, os alunos, são meus grandes professores, meus afetuosos tutores. Realmente, aprendo tanto quanto ensino.
E por tanto carinho, cheia de emoção, agradeço e faço reverências - não há para um professor, nada mais valoroso do que o retorno dos alunos em forma de amor. E assim, reverto tudo para eles em cada aula, que ministro no Curso de Fotografia Profissional da minha Escola querida, do meu projeto de vida, a Studio3 Escola de Fotografia Sesiminas.
Foi assim, que desenvolvi o método de ensino, que considero o mais proveitoso, o mais amoroso - o Ensino Afetivo.

Eu sou mesmo assim - cada palavra, olhar e abraço são para que voem e não precisem mais de mim.
Que quando eu partir, vocês caminhem sozinhos, com autoridade dos que sabem o que fazer para alcançar o sucesso.
Com amor.



Walace, minha eterna gratidão pelo poema - e voltamos ao 3 - Foco, Força e Fé!
E amor ao próximo. À Fotografia, que tanto nos dá.

Andreia Bueno ou Andreia Studio3?

Dá na mesma, pois, tudo se funde em aprendizado.

Regra de 3
Regra dos terços
Fotometrar em 3 passos
3 trimestres
3 planos de enquadramento
3 dádivas (2 filhos e Helena)
Tripés, 3 pés, 3 pontos de luz, 1, 2, 3 e.... valendo!

Assim gritava Andreia Bueno e mais um click ia se perfazendo, senão, dizia ela, senta e chora.

Os números 1 e 3 juntos eram iguais a minha nota da prova.
Era, também, com 1 clicando e mais 3 na rebarba.
Foram 3 dias em Tiradentes, 3 em Lavras Novas e com 3, tínhamos um longo tempo de exposição... 30"!

Mas nada de “tri” de tristeza e nem com desânimo, não!
Porque isso, com ela, dá "caixão"!

E será que trigger vem de 3?

Pois é, Studio3!
A Escola de Fotografia Studio3 é mesmo a Andreia Bueno - mulher de garra, de fibra, brava e às vezes serena, mulher de atitude, de conhecimento.
Fotografia é sua vida, fotografar é sua arte e ensinar tudo que sabe, também faz parte!

Foi um ano de muita luta, Professora - de superação, de perdas, mas também de muitos ganhos e emoção. Com você aprendemos sobre arte, paixão, limites, paciência. Aprendemos sobre a profissão e convivência, mas também exercemos a resiliência.

Mesmo quando, às vezes, parecíamos não mais querer, não desistimos, por também amarmos você!

Experimentamos novas experiências, demonstramos mau e bom humor, destilamos nosso cansaço, mas ainda assim, tínhamos sempre um carinho, comidinhas e um abraço.
Não queremos aqui fazer nenhum desabafo, nem mesmo despedida, apesar de nossa definitiva partida – queremos, apenas, que saiba Andreia Bueno, que estamos todos crescendo.
Crescendo como seres humanos e em um novo legado.
Crescendo na fotografia com um longo caminho a ser galgado.

Mas se escrevemos tudo isso, é para somente dizer.... Obrigado... obrigado... Obrigado!

Walace Christian Benzaquen . Formatura Fotografia Profissional 2017
Studio3 Escola de Fotografia
Dezembro . 2017

Andreia Bueno
Studio3 Escola de Fotografia
Dezembro de 2017